O Barroco começa a partir do ano de 1600 e todas as
manifestações entre essa data e 1700 inserem-se num contexto assimétrico e
rebuscado das obras barrocas.

O poeta italiano Giosuè Carducci foi quem, em 1860, adjetivou o estilo da época dos Seiscentos, referindo-se às manifestações artísticas ocorridas a partir do ano de 1600, como sendo barroco. Então, apesar de não possuir características unânimes em todas as obras, o barroco passou a ser a denominação dos artistas e escritores da referida época.
Nas artes em geral, foi um estilo que ocorreu no período
entre o final do Século XVI e meados do Século XVIII, trata-se de um estilo
bastante rebuscado. Inicialmente o termo era designado ao estilo de arquitetura
e das artes plásticas, caracterizado pelo excesso de ornamentos.
Na pintura, escultura, arquitetura e artes decorativas,
estilo com elementos da alta Renascença e do Maneirismo e ligado à estética da
Contrarreforma, nascido em Roma por volta do ano 1600 e cujas características
básicas são o dinamismo do movimento com o triunfo da linha curva especialmente
na escultura e pintura, a busca da captação das reações emocionais humanas. O
estilo ganhou traços específicos em cada país.
Na literatura se caracteriza pela abundância de ornatos,
ousada elaboração formal, uso de recursos retóricos, tais como alegorias ou
metáforas e jogos de palavras, reflexos, nas formas e preocupações, da estética
da Contrarreforma católica.
Na música o estilo surgido na Itália entre 1600 e 1760, o
período que vai do aparecimento da ópera e do oratório até a morte de J. S.
Bach, que enfatiza a polaridade entre a melodia e o baixo contínuo, assim como
a harmonia expressiva, com exploração de elementos contrastantes dentro da
composição, e em cujo período de vigência se consolidou o sistema de harmonia
tonal prevalecente na música ocidental até o início do século XX.

Orfeu, do compositor Claudio Giovanni Antonio Montiverdi
(1567-1643) escrita no ano de 1607 é a primeira grande ópera. Ópera é uma peça
teatral em que os papéis são cantados ao invés de falados. A ópera de
Montiverdi possuía uma orquestra formada de 40 instrumentos variados, inclusive
com violinos, que começavam a tomar lugar das violas.

Nascido na mesma época da ópera, o Oratório é outra
importante forma de música vocal barroca. O oratório é um tipo de ópera com
histórias tiradas da Bíblia. Com o passar do tempo os oratórios deixaram de ser
representados e passaram a ser apenas cantados. Os mais famosos oratórios são
os do compositor alemão Georg Friedrich Haendel (1685-1759), do início do
século XVIII: Israel no Egito, Sansão e o famoso Messias .
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Na partitura trecho de: For unto us a child is born |
Durante o período barroco, a música instrumental passou a
ter importância igual à da música vocal. A orquestra passou a tomar forma. No
início a palavra ‘orquestra’ era usada para designar um conjunto formado ao
acaso, com os instrumentos disponíveis no momento. Mas no século XVII, o
aperfeiçoamento dos instrumentos de cordas, principalmente os violinos, fez com
que a seção de cordas se tornasse uma unidade independente. Os violinos
passaram a ser o centro da orquestra, ali os compositores acrescentavam outros
instrumentos: flautas, fagotes, trompas, trompetes e tímpanos.
Um traço constante nas orquestras barrocas, porém, era a
presença do cravo ou órgão como contínuo, fazendo o baixo e preenchendo a
harmonia. Novas formas de composição foram criadas, como a fuga, a sonata, a
suíte e o concerto.
Antonio Vivaldi, Arcangelo Corelli, Domenico
Scarlatti, Francesco Saverio Geminiani,
Georg Philipp
Telemann, Henry Purcell, Johann Joachim Quantz,
Johann Sebastian
Bach, Pietro Locatelli e Tomaso Giovanni Albinoni.
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Alessandro Stradella |
No link abaixo algumas peças do período, inclusive o trecho da partitura de O Messias:
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