quarta-feira, 27 de abril de 2016

BY THE THROAT

Ben Frost

Nascido em 1980, Ben Frost é um compositor e produtor australiano, radicado em Reykjavík, Islândia. Frost compõe música minimalista, instrumental e experimental, com influências que abrangem do minimalismo clássico ao punk rock e black metal.

Capas dos álbuns Steel Wound, School of Emotional Engineering, Theory of Machines e Aurora (da esquerda para direita)

Dentre seus álbuns destacam-se: Steel Wound (2003), School of Emotional Engineering (2004), Theory of Machines (2007), By The Throat (2009), Sólaris (2011) em parceria com Daniel Bjarnason, e Aurora (2014).
Capa do álbum Sólaris - com Daniel Bjarnason
Ele é colaborador dos seguintes grupos de dança:
- Companhia de Dança Contemporânea de Chunky Move,
- Companhia de Dança Islandesa, e;
- Com o coreógrafo britânico Wayne McGregor.

O que irei destacar foi o disco que me fez conhecer este compositor, trata-se do álbum By the Throat de 2009, uma obra atemorizadora, angustiante e claustrofóbica. O som dos lobos é impressionante. Não é para todos os ouvidos. A faixa cinco traz uma dúvida: se está defeituosa ou se é proposital, é proposital. Algumas vezes nos remete a Vangelis, outras Angelo Badalamenti em TWIN PEAKS, outros momentos lembra Brian Eno, mas a obra completa fala por si só. A partir deste ponto vou recorrer ao texto que me apresentou este álbum escrito por Luke D. Chevalier no blog PQPBACH


BY THE THROAT – por Luke D. Chevalier
Muitas obras musicais são caixinhas de surpresa de sentimentos: felicidade, melancolia, nostalgia, tristeza, raiva, euforia, entre outros. A maioria se situa entre a felicidade, que geralmente (mas nem sempre) está atrelada aos tons maiores (ré maior, fá maior, etc.) e a tristeza (ré menor, dó menor, etc.).
Se navegarmos pelas músicas do período clássico e romântico, é muito fácil identificar os sentimentos da música em algum lugar entre esses dois polos, felicidade e tristeza. Na virada para o século XX, isso fica mais difícil entre os românticos tardios. No início do século XX, os compositores modernos nos deleitam com novos sentimentos até então pouco explorados, o suspense na Sagração de Stravinsky, e não bem um sentimento, mas imagens nostálgicas, nas obras de Debussy.
Mas o que até então eu nunca tinha experimentado, embora trilhas sonoras de filmes já tenham chegado perto, é terror. Terror no sentido mais puro da palavra, terror de verdade, da morte, da dor, uma mistura de medo e desespero em algo muito pior. Isso puramente a partir da música, não da mistura de sensações que os filmes nos trazem.

Ben Frost

BY THE THROAT, lançado em 2009, pelo compositor e produtor musical Ben Frost, que apesar de ser australiano, vive na Islândia, é uma experiência musical ímpar. Este álbum une a beleza de uma melodia levemente nostálgica com o terror de um ambiente criado pela música.
Um internauta descreveu soberbamente essa experiência auditiva:
“(…)And with this latest [album], the chills rise up my spine and hold me, in perpetual, electric shock. The cover art alone puts into my mind the images of my final moments, lying naked on the snow, steam rising from the breath of a hungry wolf, his teeth sunk into my throat. And the track titles do not let up. Through The Glass Of The Roof, Through The Roof Of Your Mouth, Through The Mouth Of Your Eye. And the music? Dark grinding metallic strings scratched through distorted pads, deep breaths, growls, and choking melodies. The intensity of the bass and guitar riffs create instant goose bumps, tickling the inside of my ears, and clawing at my chest. White knuckled at the seat, I think I accidentally scratched a healing scab off of my back and now I’m bleeding through this white collar shirt, the tie restricting my cries. Let me out! I’ve heard some dark and terrifying ambiance in my lifetime, but Frost’s onslaught is incredible(…)”
Recomendo que os senhores ouçam sozinhos, em casa e principalmente, no escuro. Como diz no final de seu comentário o ouvinte que citei acima, após terminar, vocês vão desejar voltar à sentir a angústia da melodia do piano, e o terror de toda essa experiência.

Ben Frost (1980): BY THE THROAT
01 Killshot
02 The Carpathians
03 Ó God Protect Me
04 Híbakúsja
05 Untitled Transient
06 Peter Venkman Part I
07 Peter Venkman Part II
08 Leo Needs A New Pair Of Shoes
09 Through The Glass Of The Roof
10 Through The Roof Of Your Mouth
11 Through The Mouth Of Your Eye

O álbum é produzido pelo próprio músico e por Valgeir Sigurdsson.
Valgeir Sigurdsson

Os músicos participantes são:


Nico Muhly – cravo e piano; Jeremy Gara – Percussão; Russell Fawcus – Cordas;


Quarteto Amiina - Cordas; Borgar Magnason – Baixo;


Paul Corley – Percussão e Programações e Sam Amidon - Cordas

quinta-feira, 21 de abril de 2016

THE MASONICS

Uma postagem diferente para o feriado de Tiradentes.



Conheci recentemente em um dos vários blogs que visito a banda THE MASONICS, sugestivo esse nome.

O encontro foi no blog Lágrima Psicodélica (http://lagrimapsicodelica3.blogspot.com.br/2016/03/the-masonics.html), onde consta a seguinte descrição:

“Banda inglesa que tem sua sonoridade voltada ao garage-rock, R&Blues, Punk, com poderosos instrumentais entrelaçados por baladas beat. Para variar, não são divulgados por aqui. À pedidos do blogueiro Skin”. E dispõe os links para vários discos dos rapazes.

Fiz o download de todos, e gostei do que ouvi, assim decidi compartilhar a título de curiosidade algumas faixas.

Antes pesquisei um pouco sobre eles... 

São originários de Rochester e Londres. Com influências musicais de The Kinks, The Beatles, Bo Didley, Chuck Berry dentre outros.


A banda é formada atualmente por:

- Mickey Hampshire: Guitarra e Voz
- John Gibbs: Baixo e
- Bruce Brand: Bateria.

Em alguns discos há uma mulher entre eles: Miss Ludella Black.

Já participaram da banda outros quatro baixistas:
Liam Watson, Johnny Barker, Johnny Johnson e Nick Brown.

No FanPage no Facebook da banda eles se apresentam da seguinte maneira:

- MICK (the Milk) HAMPSHIRE: yelping, crooning, cheesewire disassembly and guitaring.
- JOHN (Fist of Fury) GIBBS: pounding, debassing and caterwauling.
- BRUCE (Bash) BRAND: thwacking, tubthumping and traprattling, with the odd bit of squealing and squawking.

Miss LUDELLA BLACK: Occasional honorary superstar girl type all-singing facesaver.

DISCOGRAFIA:
ALBUMS:


1991 - THE MASONICS 
1998 - SILENTLY BY NIGHT
2003 - THE MASONIC MACHINE TURNS ON YOU!


1998 - DOWN AMONG THE DEAD MEN
2004 - LIVE IN LONDON
2005 - OUTSIDE, LOOKING IN


2007 - ROYAL & ANCIENT
2009 - FROM THE TEMPLE VAULTS
2011 - IN YOUR NIGHT OF DREAMS AND OTHER FOREBODING PLEASURES


SINGLES & EPs:


1994 - Empty Shell Of A Man/You Just Dont Care/Tell That To A Hungry Man/Why Did She Have To Go (Wonderlamp)
1995 -In A Mans Heart/Hey Calinda / She Cut Me To The Bone
1995 - Mumbo Jumbo/Good Or Bad Don’t Complain/Creature Called Doubt
1997 - The Earl Of Hell/Upside Down Man / Never So Sad


2005 - Skull Of A Man (featuring Miss Ludella Black)
2006 - When You Cry At Night / Where's Johnny Moped Now?

2009 - Sometimes Friend (feat. Ludella Black) / Hungry Monkey


quarta-feira, 13 de abril de 2016

GEORG ANTON BENDA

GEORG ANTON BENDA, cujo nome original era Jiří Antonín Benda, foi um compositor, violinista e mestre de capela do período clássico, amplamente admirado durante a sua vida. Tem como data de batismo o dia 30 de junho de 1722. Nascido em Staré Benátky, na Bohemia, atual República Tcheca.
Franz Benda
Foi o quarto dos seis filhos de Jan Jiří Benda, músico e tecelão de linho, e Dorota Brixi, descendente de uma família de músicos bem conhecidos, ele e František Benda, o mais velho, foram os mais famosos dentre todos os irmãos.
Seus outros irmãos são: Jan Jiří Benda, Viktor Benda, Josef Benda e Anna Františka Hatašová, sendo os dois últimos mais novos que Georg.
Foi iniciado na música com o seu pai. Estudou no Piarist Gymnasium (escola secundária) em Kosmanos e posteriormente foi seminarista no Jesuit Gymnasium em Gitschin de 1739 a 1742, que era conhecido por sua intensa música vocal e instrumental, retórica, e, especialmente, o seu teatro.

Aos dezenove anos, se juntou aos demais membros da família que estavam em Berlim, na corte de Frederico, o Grande, da Prússia, um amante da música, que lhe concedeu o título de segundo violinista na Capela de Berlim. No ano seguinte, a convite de seu irmão mais velho, Franz foi para Potsdam onde trabalharia como compositor e arranjador. 
Friedrich III
Em 1750, recebeu o cargo de Mestre de Capela na Corte de Friedrich III, Duque de Saxe-Gotha, permaneceu no cargo por trinta anos, foi onde ele desenvolveu o seu talento para a composição, especializando-se em música instrumental e religiosa. O clero local proibia qualquer ideia de formar um teatro musical, exceção feita para o aniversário da Duquesa Luisa Dorotea em 1765, ocasião em que escreveu sua primeira ópera Xindo reconnosciuto.
Com o sucesso desta obra e vários pequenos intermezzos que compôs, O Duque concedeu-lhe uma bolsa para que estudasse na Itália, onde teve contato com vários compositores de ópera da época, influenciando assim o seu estilo de composição, no seu retorno dedicou-se à composição de óperas populares.
Como um membro da orquestra da corte, ele aprendeu as composições de Johann Joachim Quantz.
Com a morte da duquesa em 1767 e do próprio Duque em 1772, passou a prestar serviços ao sucessor Duque Ernst II, a partir dai começa a escrever um novo estilo que fundia o drama falado com a música.
Esta foi sua contribuição mais importante, o desenvolvimento dos melodramas alemães, uma forma de entretenimento musical que influenciou Mozart. O (das) Melodram, um recurso dramatúrgico-musical em meio à ópera, designando um trecho ou cena em que há execução falada do texto com acompanhamento simultâneo de música instrumental.
Casou-se e teve cinco filhos, todos com talento musical, destacando-se Friedrich Ludwig Benda. Os demais foram Heinrich, Catharina Justina, Hermann Christian, Carl Ernst Eberhard.
Em 1774, o diretor da companhia teatral Abel Seyler chegou a Gotha, e encomendou alguns melodramas, incluindo Ariadne auf Naxos, Medea e Pygmalion. Ariadne auf Naxos é considerado seu melhor trabalho. 
Johann Christian Brandes

Com texto de Johann Christian Brandes (1722-1795) e música incidental de Benda. Diferente da ópera homônima de Richard Strauss, essa peça setecentista é um duodrama (obra teatral para dois personagens) que havia sido escrito entre 1772 e 1773, recebendo alguns poucos números musicais de Anton Schweitzer (1735-1787), mas teve sua música finalizada Benda, que compôs claros acompanhamentos simultâneos a alguns dos trechos falados. Na sua estreia em 1775, a ópera recebeu críticas entusiasmadas na Alemanha e depois, em toda a Europa, com os críticos de música chamando a atenção para a sua originalidade, doçura, e execução engenhosa. Logo começou a ser imitado. Ao mesmo tempo, Benda ganhou uma reputação como compositor de Singspiel (um subgênero alemão da ópera), tornando-se o compositor mais popular do gênero do tempo. A disputa com a rival Anton Schweitzer o levou a renunciar ao posto de Kappeldirector que o Ernest II havia lhe concedido, e deixar Gotha, viajando por um ano para Hamburgo e Viena.

Além disso, ele escreveu muitas peças instrumentais, incluindo sinfonias e algumas sonatinas.
Jean Jacques Rousseau
Os melodramas nasceram da ideia de alternância entre a música e a palavra falada, influencia de J. J. Rousseau, tanto em termos práticos e artisticamente. Rousseau queria que a música criasse uma base para o discurso do ator, Benda tinha como requisito básico a veracidade dramática - ele queria criar um novo drama musical.

Também escreveu músicas para rituais maçônicos, Benda foi iniciado maçom e membro da Loge Archimedes zu den drei Reissbrettern em Altenburg

Fama crescente provocada por seus melodramas permitiu-lhe visitar vários centros musicais, como Paris, em 1781- onde estreou sua opereta Romeu e Julieta, uma versão com final feliz, e Mannheim em 1787, onde formalmente se aposenta. Seu último trabalho, ironicamente, é uma cantata intitulada Bendas Klagen (Lamentações) de 1792.
Estabeleceu-se na pequena aldeia de Köstritz na atual Alemanha, aonde aos 73 anos de idade, no dia 06 de Novembro de 1795, veio a falecer, deixando seu filho, Friedrich Ludwig Benda (1752-1796), que continuou a tradição musical familiar, servindo como diretor musical em Hamburgo e mais tarde em Mecklenburg, antes de finalmente se tornar o concertino em Königsberg. Ele morreu menos de um ano depois de seu pai.
Benda foi uma das pessoas mais famosas no final século 18, compositor conhecido principalmente por sua música sacra e inovações no teatro musical. Em seus melodramas, em particular, pode-se notar uma sensibilidade harmônica e melódica que faz ressaltar o texto. Seus singspiels são mais complexos e tom sério é frequentemente muito mais progressista do que em trabalhos semelhantes feitos por Johann Adam Hiller. Sua música instrumental é tranquila ainda mantendo elementos do estilo galante, com temas sequenciados e motivos rítmicos curtos.

Sua obra inclui:
- 13 óperas (incluindo música incidental e duodramas);
- 166 cantatas (Principalmente Luterana);
- duas missas;
- um oratório;
- seis cantatas seculares;
- cerca de 25 canções;
- 30 sinfonias;
- 23 concertos (principalmente de violino e cravo);
- 54 sonatas para teclados sonatas;
- várias outras sonatas para violino e flauta;
- também um grande número de obras para teclado.


Alguns de seus descentes ainda hoje são atuantes no meio musical europeu, observe o nome do regente da Prague Chamber Orchestra - Christian Benda.


Para ouvir e baixar algumas de suas obras, clique aqui.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

KRUMPHOLTZ

Jean-Baptiste Krumpholz, versão francesa para o nome de Jan Křtitel Krumpholtz, compositor e harpista nascido em 08 de Maio de 1742 em Budenice, nas proximidades de Zlonice, na região da Boêmia Central, na atual República Tcheca, sua família era musical, sua mãe era harpista e seu pai, Jan, era oboísta e maestro militar que servia a um regimento francês.
Algumas fontes alteram a data para o dia 05 de Agosto de 1747 e local de nascimento sendo Praga.
O pequeno Jean cresceu na França e ali aprendeu com o seu pai a tocar trompa, violino e viola, o garoto queria ter aulas de composição e principalmente harpa. O seu primeiro professor foi M. Saladin.
Para seu desenvolvimento musical foi estudar em Paris, aos catorze anos de idade, com Christian Hochbrucker, sobrinho do inventor do sistema de pedais do instrumento, Jacob Hochbrucker. Posteriormente mudou-se para Lile na tentativa frustrada de estudar composição, após cinco anos, sobrevivendo à custa de tocar trompa retornou a Praga.
Georg Christoph Wagenseil
Viajou para Viena e lá, motivado pelas tentativas de ter aulas com Georg Christoph Wagenseil, escreveu o seu primeiro concerto para harpa, auxiliado na pontuação por seu compatriota Václav Pichl. A apresentação da peça em Julho de 1773, na Corte do Conde Esterházy impressionou Joseph Haydn que se predispôs a tê-lo como aluno, e músico na corte, Jean Baptiste permaneceu durante três anos. Decidiu então seguir com uma série de apresentações por algumas cidades europeias tais como: Leipzig, Frankfurt e por fim Paris.
Em 1776, no verão, conheceu em Metz suas duas futuras esposas, na oficina de cravo de Simon Gilbert nas proximidades da Catedral de St. Etienne, Marguerite filha de Gilbert com quem se casou. Em 14 de Fevereiro de 1777, o casal chega a Paris e trazendo com eles a filha de um marceneiro da oficina, então com dez anos, Anne-Marie Stecker, uma brilhante harpista.
Dussek
A Paris era naquela época o centro de desenvolvimento da harpa, afinal Marie Antoniette era também harpista. Jean logo se tornou conhecido por seu talento como harpista, compositor, professor e inventor. Krumpholtz empreendeu uma carreira de concertista intensa, apoiado pelo ensino e composição. Suas obras, dedicadas à aristocracia, foram publicados em sua maioria pelos editores Cousineau e Nadermann. Krumpholtz e Nadermann, eram vizinhos na Rue de l'Argenteuil, também Dussek e Mozart, residiam nas proximidades.
Krumpholtz ensinou harpa Mademoiselle de Guines, dedicando a ela Douze préludes et petits airs . Op. 2, no mesmo ano Mozart escreveu o Concerto para flauta e harpa K299 também dedicado a mesma mulher.
Mozart
A jovem aluna de Krumpholtz, Anne-Marie Steckler fazia progressos. Com treze anos, no dia 13 de Dezembro de 1779, ela tocou antes Marie Antoinette no Spirituel. Em 1781, era considerada "um talento extraordinário" e "um fenômeno", ela tocou os cinco concertos em sua cidade natal de Metz. Marguerite Krumpholtz, sua primeira esposa, tinha morreu em trabalho de parto em Paris, no início de Janeiro de 1783.
Pouco tempo depois, no dia 26 de Fevereiro de 1783, Jean-Baptiste Krumpholtz casou com Anne-Marie Steckler. Ela tinha dezesseis anos, ele trinta e seis anos, apenas um ano mais novo do que o pai da jovem musicista, aquilo foi um escândalo. Apresentando-se como Madame Krumpholtz-Steckler, ela desafiou a convenção, tocando em público grávida de oito meses, atraindo comentários negativos da imprensa.
Seu primeiro filho, Louis-Armand-Jean-Baptiste, nasceu em novembro de 1783, seguido por Charlotte-Esprit em 1785 e Antoine-Philippe em 1787. Todas as crianças foram batizadas na igreja paroquial de St Roch.

Ele desenvolveu diversas melhorias e adaptações para ajudar as mudanças dinâmicas, meticulosamente indicados na partitura, inventou o mecanismo para um pedal adicional com função de amortecedor para aplicar a harpa. Ainda insatisfeito na harpa mecânica geral, os luthiers Nadermann, Beaumarchais e Erard. Suas invenções foram finalmente aprovados pela Académie des Sciences et des Arts em Paris, em 1787.
Em 1788, quando Anne-Marie deixa Krumpholtz sozinho em Paris que ele escreve algumas frases sobre sua vida triste. No final de sua curta autobiografia, publicada postumamente, há uma nota do curador, Jean-Marie Plane, estudante Krumpholtz: "ser uma vítima da inveja que o deixou sem fôlego, ele passou o fim do amor à devoção. A má sorte que havia perseguido tanto tempo convenceu-o a escolher como um guia um padre fanático e ignorante, cujos conselhos inúteis, em vez de tranquilizar a sua alma perturbada, só serviu para exacerbar suas dúvidas. Com o início da Revolução Francesa, este evento, que teve lugar diante de seus olhos, que acabou confundindo o seu pobre cérebro. No final, não foi capaz de suportar o fardo de seus problemas, encerrando a sua vida".
Ponte Neuf pintada por Raguenet
Krumpholtz cometeu suicídio 19 de fevereiro de 1790, saltando do parapeito do Pont-Neuf e morrendo afogado no rio Sena.
Ele tinha um irmão mais novo chamado Wenzel que foi compositor violinista e bandolinista. Um dos primeiros a apoiar Beethoven.
Sua obra consta de 52 sonatas, 6 concertos e vários prelúdios e variações para harpa, compôs também duetos e quartetos, além de 4 sonatas para harpa, 2 para violinos, 2 trompas e violoncelo.

Ele foi iniciado em Paris na Loja Saint-Jean d’Écosse.