quarta-feira, 28 de setembro de 2016

GYROWETZ

Dando sequência, apresentamos mais um contemporâneo de Wolfgang Amadeus Mozart, o terceiro da série:



Adalbert Gyrowetz


Vojtěch Matyáš Jírovec, seu nome de batismo, mais conhecido como Adalbert Gyrowetz foi um dos mais talentosos compositores da Boemia e Morávia.


Gyrowetz nasceu 20 de fevereiro de 1763 em Ceske Budejovice (Budweis), na Boemia, atual República Tcheca.


Seu pai era o maestro do coral da catedral local. Ele recebeu sua educação musical elementar em sua cidade natal e logo estava se apresentando em público como violinista, mais tarde também assumindo a função de organista da igreja.

Após estudos no ginásio Piarist em Ceske Budejovice, Adalbert viajou para Praga, onde estudou direito na Universidade de Praga, ao mesmo tempo em que continuou a estudar música.
Franz Fünfkirchen

Foi obrigado a abandonar a universidade por falta de recursos financeiros, ele tinha recebido uma relativamente boa educação, que, juntamente com o fato de ter aprendido os idiomas francês, inglês, italiano e latim, os quais, ele falava fluentemente, mais tarde ajudaram-no a circular nos mais meios sociais e permitir-lhe manter a posição de um secretário e mais tarde a de um assessor no serviço diplomático.


Nessa época Adalbert Gyrowetz esteve a serviço do conde Otto Franz Fünfkirchen de Chlum u Trebone , Brno, cujos funcionários eram todos músicos. Aqui, ele começou a compor, entre outras coisas, sinfonias.


Mozart
Em 1785 mudou-se para Viena, onde fez amizade com Wolfgang Amadeus Mozart, que o incentivou a perseverar como compositor. Entre 1786 e 1793, tornou-se o secretário e professor de música do príncipe Ruspoli em Roma.


Enquanto viajavam juntos em torno de Itália, Adalbert foi introduzido nas casas da aristocracia superior, tornando-se membro honorário da Sociedade Filarmónica em Bolonha.

Goethe


Ele se encontrou com um número de músicos proeminentes e outros tipos de artistas, incluindo Johann Wolfgang Goethe. 

Este período romano inspirou a composição dos Seis Quartetos de Cordas (1786-87), que foram realizados para aclamação e publicados em Paris. 

Giovani Paisiello e Nicola Sala

Durante a sua residência de dois anos em Nápoles, Adalbert aperfeiçoou suas habilidades de composição com Giovanni Paisiello e Nicola Sala e performances frequentava nas casas de ópera napolitana.


Napoleão
Haydn

Visitou Paris, em 1789, onde conheceu Napoleão antes da Revolução.

Descobriu que algumas peças suas foram publicadas como obra de Joseph Haydn, que tinha melhores vendas, conseguindo comprovar a sua autoria.



Pleyel
Salomon
Viajou para Londres em 1791, lá conheceu Ignaz Pleyel e JosephHaydn, a quem ele idolatrava e cujo estilo e harmonias influenciou na produção de sua música de câmara. 

Também foi contratado por Johann Peter Salomon para compor sinfonias a serem realizadas na sala de concertos Hanover Square de Salomon. Voltou a Boêmia em 1793.

Em 1804 foi nomeado para o prestigiado cargo de Vice-Kapellmeister do Teatro da Corte de Viena, sendo responsável por compor e executar uma nova ópera e ballet cada ano. 
Beethoven

Esta posição trouxe uma mudança fundamental nos gêneros praticados pelo compositor, se concentrando em obras para o teatro. Gyrowetz era um fã precoce de Beethoven. 

A admiração não era correspondida, mas Beethoven, provavelmente, invejava sua posição na corte, que lhe dava prioridade em projetos de teatro importantes.
Schiller

Quando a ocupação de Viena de Napoleão terminou em Novembro de 1809, o governo comemorou a ocasião com encenação da peça de Friedrich Schiller "Guilherme Tell", com música incidental escrita por Gyrowetz – algo que Beethoven queria, em vez disso, coube-lhe musicar o drama de Goethe "Egmont".


Chopin
Em 1818, uma criança de oito anos de idade, Frederic Chopin, fez sua estreia em concerto na cidade de Varsóvia na Polônia executando o Concerto para Piano Nº 1 de Gyrowetz, composto em 1796, que demonstra como sua música era amplamente divulgada naquela época.

Romani
 Ainda em 1818, Gyrowetz escreveu uma ópera cômica para o La Scala, em Milão, "Il finto Stanislao", do libretista italiano, Felice Romani. 

Giuseppe Verdi reutilizaria o texto para sua segunda ópera "Un giorno di regno" (1840).

Quando Beethoven faleceu em 1827, foi um dos carregadores do caixão no funeral do compositor.

Mesmo com a sua aposentadoria, em 1831, e, ele continuou a escrever música, entretanto sua fama como compositor foi diminuindo gradualmente, seu estilo clássico tornou-se ultrapassado, e ele viveu o suficiente para ver-se esquecido.

Um editor convenceu-o a publicar sua autobiografia, ele escreveu Biographie des Adalbert Gyrowetz, lançado em Viena no ano de 1848; a crônica de seus encontros com muitos grandes nomes culturais foi colocada em dúvida pelos historiadores desde então por se tratar de um relato subjetivo, de qualquer forma é também um documentário sobre os eventos musicais da época, afinal foi parte importante da sociedade musical vienense da década de 1820.


Gyrowetz faleceu em 19 de março de 1850, na cidade de Viena, aos 87 anos, foi sepultado no Währinger Friedhof, quando este cemitério foi convertido em um parque em 1923, Gyrowetz não foi considerado notável o suficiente para que seus restos mortais fossem transferidos para uma sepultura de honra no Zentralfriedhof de Viena, entretanto o seu túmulo foi preservado no local como "historicamente significativo".

Em seu tempo ele foi extraordinariamente bem sucedido e certamente sabia como tirar proveito de cada ocasião que lhe fosse oferecida. De certa forma contribuiu para a formação das bases para a música romântica. Jírovec ou Gyrowetz foi notavelmente crítico de si mesmo e, obviamente, consciente dos limites de seus próprios dons, admitindo que a sua extraordinária fama, mas de curta duração foi em parte devido a circunstâncias favoráveis e boa sorte.

Um catálogo temático de suas obras foi compilado pelo musicólogo norte-americano John A. Rice (1982). Ele se considerava um compositor alemão e usou uma forma alemã de seu nome, Adalbert Gyrowetz, e ela está listada como tal, tanto em enciclopédias estrangeiras como em partituras impressas.


Em sua obra constam: Quase trinta óperas, alguns balés, mais de sessenta sinfonias, mais de uma centena de obras para música de câmara, entre trios, quartetos, quintetos e sonatas.

Um pouco de sua obra

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

PRIMAVERA


Hoje, 22/09/2016 às onze horas e vinte e um minutos inicia a Primavera no Hemisfério Sul.

O balé celeste da Terra em torno do Sol atinge um novo ponto de equilíbrio, o dia e a noite com a mesma duração, e agora a presença do Sol no nosso dia se tornará cada vez mais longa atingindo o seu ápice no Solstício de Verão em Dezembro.


Agora é a hora de deitar a semente no solo, este que foi revolvido e preparado durante os últimos dias do inverno. A semente será colocada em berços onde dormirá por alguns dias e então germinará. Com seu próprio esforço buscará a luz. E assim surgira do seio da Terra. É a vida que se renova.

Aproveitemos esta data e façamos o mesmo conosco, preparemos o nosso corpo material, para que a semente dos bons exemplos e bons hábitos possa germinar e nos levar em busca da Luz Suprema do Criador.

Para essa data pesquisei algumas obras que remetam ao período em que o homem dava muito mais atenção a natureza e as suas manifestações.


Adrian von Ziegler é um compositor que nasceu 25 de dezembro de 1989 em Zurique, na Suíça, onde ainda reside. Ele ganhou popularidade no site de compartilhamento de vídeo YouTube. Em janeiro de 2014, seu canal no YouTube adquiriu mais de 200.000 assinantes. Adrian compõe várias melodias vocais e não-vocais. No entanto, a maioria de suas canções são não-vocais, porque ele diz que "não quer adicionar nenhuma letra para (suas) músicas, já que (ele) pensa que o ouvinte deve interpretá-los em seu próprio caminho". Adrian usa um "teclado muito velho" e o software Magix Music Maker, entre outros, para compor sua música. Embora haja poucos sinais de atenção da mídia, Adrian tem destaque em um artigo na revista Magix.



BlackSheep 806 –Originário de Oulu na Finlândia é o nome adotado por Henrik Airaksinen para divulgar a sua música na internet, se apresenta como Sou um músico independente e eu componho muitos estilos diferentes de música, suas principais influências são a música celta, new age, trilhas sonoras, e Heavy Metal Sinfônico.


Brandon Fiechter é um compositor sem maiores informações de sua origem, segundo sua biografia em seu site diz que seu objetivo é compor música para louvar e glorificar a Deus. 
Aos interessados:


Koechlin já apresentado nesse blog, visite:


Vivaldi numa interpretação de Sarah Chang, nascida na Filadélfia em 09 de Dezembro de 1980, reconhecida como uma das grandes violinistas do mundo. Desde a sua estreia com a Filarmônica de Nova Iorque aos oito anos de idade, já tocou com as mais renomadas orquestras, maestros e instrumentistas estrangeiros em uma carreira de mais de 20 anos.


Robert Alexander Schumann, nascido em Zwickau, no dia 8 de junho de 1810 e falecido em Endenich, Bona, no dia 29 de julho de 1856, foi um compositor alemão. Era casado com a pianista (e também compositora) Clara Wieck Schumann.



quarta-feira, 14 de setembro de 2016

ROSETTI

Continuando a série dos Contemporâneos de Mozart, apresentamos:


Francesco Antonio Rosetti


Seu nome original no idioma checo é Frantisek Antonn Rosety ou na forma germânica Franz Anton Rösler, nascido numa data incerta no ano de 1.750, em Leitmeritz, (atual: Litoměřice) uma cidade ao norte da Boêmia.

Leitmeritz

Foi um compositor, contrabaixista da era clássica, contemporâneo de Joseph Haydn e claro de Wolfgang Amadeus Mozart.

Litomerice (em azul escuro)
Seu nome de nascimento não pode ser determinado exatamente, então ele também poderia ter sido chamado de "Anton Ros (s) ler" ou "Rusizscka" ou algo similar, ainda mais falta uma folha no livro de batismo na freguesia de sua cidade natal.

Aleksei Orlov
Pretendia-se que seguisse o sacerdócio, assim cumpre seus primeiros estudos musicais e teológicos no Colégio dos Jesuítas, em Praga, onde entrou com a idade de sete anos. Ele foi ordenado sacerdote, mas ele preferiu a carreira musical.

Ao sair do Colégio levou uma vida itinerante por algum tempo. Há evidências de que Rosetti esteve na Rússia no início da década de 1770 a serviço do Conde Aleksei Orlov, como compositor em um regimento de infantaria russa do Conde que mais tarde seria o príncipe Česmenského.

Kraft Ernst
Em Setembro de 1773, fixa residência na Baviera, ao sul da Alemanha quando passa a trabalhar como baixista, compositor eventual e líder da orquestra da corte de Louis Kraft Ernst, Príncipe von Öttingen-Wallerstein, a quem ele serviu por dezesseis anos. Foi nessa época que adotou a versão italiana do seu nome.

De acordo com os documentos do príncipe, embora inicialmente constasse apenas como um membro dos servos, somente a partir de julho 1774 Antonio Rosetti aparece nos registros das contas como baixista.

Em Março de 1776, escreveu seu famoso Réquiem, por ocasião da morte da primeira esposa de seu patrono, esta peça foi também executada em um memorial a Wolfgang Amadeus Mozart em Praga em 14 de Dezembro de 1791.

Em 28 de Janeiro de 1777, casou-se com Rosina Neherovou, filha de um estalajadeiro de Wallerstein, o casal teve três filhas.

Na época já era um renomado compositor e suas composições impressas em Frankfurt, Mainz, Viena e Amsterdã, Paris e Praga com excelentes vendas.

No final de 1781 foi-lhe concedida permissão para passar cinco meses em Paris, numa viagem de estudo. Oportunidade em que suas composições foram apresentadas pelas melhores orquestras da cidade, apresentadas no famoso Spirituel Concert, e foram muito bem sucedidas. Ali conheceu Gluck e Piccinni. Houve também uma oportunidade de publicar alguns de seus trabalhos, incluindo suas seis sinfonias. 

Em Maio de 1782, retornou ao seu posto, com a garantia de reconhecimento como um compositor talentoso, tornando-se um dos compositores mais populares do seu tempo. Sua música era tão apreciada que foi publicada pelas melhores editoras musicais europeias.

Na década de oitenta aumentou sua atividade como compositor na corte, entre 1783-1784, ele viaja por toda a Alemanha, e em 1785 Rosetti foi nomeado maestro da capela da corte Wallerstein, sucedendo Joseph Reicha.

Em 1786, ele visitou Munique, Augsburg várias vezes entre 1788 e 1789.

Apesar da posição de prestígio que ocupou, foi constantemente atormentado por problemas financeiros, então em 1789, ele decidiu deixar Wallerstein e parte para o Norte da Alemanha, para servir como Kapellmeister do Duque Friedrich Franz I de Mecklenburg-Schwerin em Ludwigslust. Ali, ele poderia contar não só com uma boa orquestra, mas também o Duque manteve um grande coro.

Nesta nova casa, graças à boa recompensa, seus anos foram menos frustrantes que em Wallerstein e o crescimento de sua reputação lhe permitiu obter encomendas importantes.

Na primavera de 1792, ficou gravemente doente, morrendo no dia 30 de junho daquele ano, pouco mais de seis meses após Mozart, aos 42 anos de idade. A casa príncipe expõe uma pensão, para as filhas de Rosetti e elas foram empregadas como cantoras mais tarde no Hofsängerinnen. O jurista Karl Prosch era seu neto.

Rosetti escreveu uma grande quantidade de música instrumental, incluindo muitas sinfonias e concertos. Rosetti também compôs um número significativo de obras vocais e corais, especialmente nos últimos anos de sua vida. 

Entre estes estão oratórios alemãs, incluindo Der sterbende Jesu e Jesus no Getsêmani (1790) e um Aleluia alemão.

Suas primeiras composições são caracterizados por um estilo agradável, embora repetitivo e previsível, enquanto que em trabalhos posteriores, compostas após 1784, denota uma grande influência sobre a melodia cromática e uma rica linguagem harmônica.

HC Robbins Landon
Foi o primeiro compositor de abordar como o quinteto de sopros.


Ele é talvez mais conhecido por seus concertos para trompa (horn), que HC Robbins Landon (estudioso da obra de Mozart) sugere em “O companheiro de Mozart” podem ter sido um modelo para quatro concertos de Mozart para o mesmo instrumento. Faltava-lhe o gênio de Mozart e viveu em sua sombra.


Para conhecer um pouco de sua obra

terça-feira, 6 de setembro de 2016

GOTTSCHALK


Sete de Setembro, uma data que remete à Independência do Brasil, afinal foi quando Dom Pedro I rompeu com Portugal decidindo que a então Colônia seria um País Livre e Independente.

Poderia dedicar esta postagem para falar sobre o Hino Nacional, mas como ele já foi comentado aqui


Usarei este espaço para expor um pouco sobre Louis Moreau Gottschalk, pianista e compositor norte-americano, nascido no dia 08 de Maio de 1829 em New Orleans, na Louisiana, nos Estados Unidos.

Planta de New Orleans
Filho de pai judeu alemão e mãe pertencente à pequena nobreza francesa.

Em sua cidade natal teve contato com uma grande variedade de influências musicais.

 Aprendeu a tocar piano muito cedo e logo foi reconhecido como um prodígio neste instrumento. 
St. Charles Hotel

Em1840 deu seu primeiro concerto público no hotel St. Charles.

Em 1842 foi para a Europa se aperfeiçoar em música erudita. 

Sua matrícula foi rejeitada inicialmente pelo Conservatório de Paris e seu reconhecimento no meio musical francês só foi alcançado através de amigos.

Em 1853 retornou à América. Esteve em Cuba em 1854 e a partir desta época iniciou uma série de viagens à América Central e América do Sul. Na década de 1860, era considerado o mais importante pianista do Novo Mundo.
Louisiana em vermelho ao lado do Texas e abaixo de Arkansas
Era um sulista que apoiava a causa da União durante a Guerra Civil Americana. Mesmo retornando à sua cidade com pouca frequência, ele sempre se apresentava como nativo de Nova Orleans.

Nas suas composições apresentava a música folclórica e popular dos Estados Unidos, das Antilhas através de um arranjo erudito em peças para piano. Foi o precursor do nacionalismo nas Américas.

Em Setembro de 1865 ele foi forçado a deixar os Estados Unidos como resultado de um caso escandaloso com uma estudante do seminário feminino de Oakland na California.

Dom Pedro II
Com isso iniciou uma viagem pela América do Sul, passando por Santiago no Chile, Buenos Aires e Rio de Janeiro, onde se apresentava em recitais de sucesso.

Foi um dos primeiros artistas estrangeiros a empolgar o público brasileiro no tempo de D.Pedro II.

Estava em temporada no Rio de Janeiro, tocando no Teatro Lírico Fluminense, quando se sentiu mal, vítima de malária, em 24 de novembro de 1869.

Um fato muito comentado à época é que ele acabara de tocar sua peça romântica “Morte!!“ logo antes de seu colapso, mas de fato o incidente ocorreu quando ele iniciava a interpretação da peça “Tremolo”. Não conseguindo se recuperar.

Seu médico recomendou uma temporada num hotel no alto da Tijuca (atual Alto da Boa Vista). Ali ficou por cerca de três semanas, vindo a morrer logo após, no dia 18 de dezembro de 1869, em seu quarto no hotel, provavelmente em decorrência de doses excessivas de quinino.

Gottschalk foi sepultado com grande honra no Cemitério de São João Batista e posteriormente seus restos mortais foram trasladados para seu país de origem e se encontra atualmente enterrado no Green-Wood Cemetery no Brooklyn, Nova York.

Bom, mas por que falar desse tal de Louis Moreau Gottschalk? Vocês devem estar se perguntando...

Pirncesa Isabel e Conde d'Eu
A resposta é bastante simples:

Uma de suas composições mais conhecidas no Brasil é a "Grande Fantasia Triunfal Sobre o Hino Nacional Brasileiro", uma série de variações sobre a música de Francisco Manuel da Silva. A composição foi dedicada à Condessa d’Eu, a Princesa Isabel, filha de D. Pedro II.

A “Grande fantasia Triunfal” estreou no Rio de Janeiro em 1869, num concerto com a participação de 650 músicos.

Segundo carta que escreveu para seus amigos nos Estados Unidos, afirmou :
“Os meus concertos no Brasil são um verdadeiro furor… o Imperador, a família Imperial e a Corte não perderam um só dos meus concertos e a minha “Fantasia Triunfal” agradou a D. Pedro II. Cada vez que me apresento, tenho que tocar essa obra“.

A “Grande Fantasia Triunfal com Variações sobre o Hino Nacional Brasileiro” é uma das mais empolgantes exaltações musicais de brasilidade.

Entretanto, em 1973, uma consulta de origem desconhecida à Comissão Nacional de Moral e Civismo, ameaçou por algum tempo de proibição a peça de Gottschalk. O processo rolou por alguns anos até que, graças principalmente ao parecer do musicólogo Alfredo Melo, que esclareceu devidamente a diferença entre “arranjo” e “variação”, e condenou “essa interdição como um “crime de lesa-cultura”, a “Grande fantasia Triunfal”, foi liberada. Finalmente, a 7 de setembro de 1981, junto ao Monumento do Ipiranga, ela foi executada em apoteose para 800 mil pessoas, no melhor estilo “gottschalkiano”.

É um grande sucesso no repertório de pianistas brasileiros e também de outros países.
Esquecida por muitos anos, esta peça tornou-se novamente popular ao ser utilizada pela Rede Globo na transmissão do cortejo fúnebre de Tancredo Neves em 1985. Além disso, sua introdução foi ouvida por diversas vezes no início de programas televisivos do PDT, mais precisamente, de Leonel Brizola. Editada no final do século XIX pela Casa Levy,foi, muitos anos depois, gravada pela pianista Eudóxia de Barros.


Baseado no texto de Roberto Muggiati.

Apresento nesta postagem:

01. Grande Fantasia Nacional sobre o Hino Nacional Brasileiro, op. 69.
02. “The Union” Concerto-Paráfrase sobre Árias Nacionais Norte-Americanas, op. 48.
03. Marcha Solene Brasileira, para orquestra e banda militar.

04. Grande Tarantela para piano e orquestra.

Aproveitem o feriado