quarta-feira, 22 de abril de 2015

CARL FRIEDRICH ABEL

Viola da Gamba
O último dos virtuoses de viola da gamba antes que o instrumento fosse esquecido por um período aproximado de 150 anos. Abel nasceu em uma dinastia da realeza musical alemã; seu avô, Clamor Heinrich Abel, era músico da corte de Hanover e compositor. Seu pai, Christian Ferdinand Abel, era um amigo próximo de Johann Sebastian Bach. É possível que a parte de violoncelo no Concerto de Brandenburgo No. 6 tenha sido escrito por ele.

Carl Friedrich Abel nasceu em Köthen, uma pequena cidade alemã no ducado de Anhalt-Köthen, no dia 22 de Dezembro de 1.723, no mesmo ano em que a família Bach partiu para Leipzig, e com a morte de seu pai, em 1.737, aos 13 anos de idade Carl foi morar com a família Bach, e foi aluno de Johann Sebastian Bach.

      Johann Adolf      Wilhelm Friedman
Hasse                          Bach     
Foi recomendado pelo seu professor ao diretor da Orquestra da Corte de Dresden, Johann Adolf Hasse, onde permaneceu entre 1743 e 1758. Na época em que integrou a orquestra além da viola da gamba, tocava também violoncelo e cravo. Também neste período conheceu o filho mais velho de Bach, Wilhelm Friedemann.

No inverno de 1758-1759, Abel chegou a Londres, onde passou o resto de seus dias, com exceção de um período na década de 1780, quando Abel visitou sua terra natal.

Abel com o Pentacorde
e o seu inventor 
Nesse período apresentou suas próprias composições tocando vários instrumentos, dentre os quais um violoncelo de cinco cordas conhecido como um pentacorde, recentemente inventado por John Joseph Merlin.
Quando Johann Christian Bach chegou a Londres em 1762, eles se tornaram amigos, e em 1764, os dois homens estavam a trabalhar como músicos de câmara na corte da rainha Charlotte.

Em 1765, eles apresentaram o seu primeiro concerto conjunto na Casa Carlisle em Londres, estabelecendo assim a série de concertos Bach - Abel, o precursor de concertos públicos modernos vendidos.
Johann Christian            Theresa  
           Bach                      Cornelys      
Durante dez anos, os concertos foram organizados pela Sra. Theresa Cornelys , uma cantora de ópera veneziana aposentada que era dona de uma sala de concertos em Carlisle House em Soho Square.
Em 1775 se tornaram independentes dela. No entanto, a concorrência de série similar começou uma tendência de queda para os concertos Bach - Abel. Por volta de 1780, Abel prosseguia a série sem Bach, que combatia o declínio de sua saúde e fortuna jogando todos os seus esforços em produções de ópera e de publicação; ele morreu em 1782, aos 46 anos. Com a morte do parceiro, Abel ainda permaneceu como organizador e músico de vários instrumentos novos e antigos. Abel decidiu tirar umas férias e revisitar a família e os amigos na Alemanha; ele não retoma a série de concertos até ao seu regresso a Londres em 1785.
Abel sentiu a ausência de seu parceiro de negócios; aliado a sua tendência ao alcoolismo o que provavelmente contribuiu para sua morte relativamente cedo, aos 64 anos, que ocorreu em Londres, no dia 20 de junho de 1787.
  Rainha Charlotte                  Sir Edward Walpole               Thomas Erskine
Carl Friedrich Abel foi estimado por toda a sociedade britânica; tinha entre seus amigos, a Rainha Charlotte, Sir Edward Walpole, Thomas Erskine, Conde de Kelly, Laurence Sterne, e Elizabeth, condessa de Pembroke. Alguns deles tinham sido alunos de Abel. Thomas Gainsborough pintou dois retratos dele.
    Laurence Sterne                          Thomas Gainsborough
Abel deixou cerca de 30 sinfonias e concertos para flauta, violoncelo e violino e uma grande quantidade de música de câmara, marchas militares, e várias peças de música de câmara para a viola da gamba. Grande parte dessa música foi escrita para cumprir as obrigações profissionais - shows, contratos publicitários e afins, muitas de suas publicações foram concebidas para uso por amadores.
Condessa de Pembroke

Dois manuscritos que pertenceram à Condessa de Pembroke, apresentam uma visão muito diferente do compositor, revelando uma voz musical muito pessoal, emocional eficaz e disciplinada, um verdadeiro "filho" de Johann Sebastian Bach , apesar de não estar relacionado a ele por sangue.



Curiosidade:
Mozart
Abel e Bach conheceram o Wolfgang Amadeus Mozart quando ele tinha por volta dos seus oito anos, na época em que excursionou por Londres. Este encontro tornou uma das obras de Abel muito famosa, fama conquistada por um equívoco, um manuscrito de Mozart foi catalogado como sua Sinfonia nº 3 em Mi Bemol, K18 na primeira edição completa das obras de Mozart por Breitkopf & Härtel, posteriormente descobriu-se que a obra pertencia a Carl Friedrich Abel e que o menino Mozart havia copiado provavelmente para estudo. Essa obra foi publicada originalmente como o trabalho de conclusão de Abel em seis sinfonias, Op. 7.


Em tempo, assim como Johann Christian Bach, Louis Spohr, Carl Friedrich Abel também pertenceu à Sublime Ordem.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Ludwig (Louis) Spohr

Ludwig Spohr, nascido em 05 de Abril de 1784, 231 anos no domingo de páscoa, mais um alemão, oriundo do ducado de Brunswick-Lüneburg, filho de Karl Heinrich Spohr e Juliane Ernestine Luise Henke. Adotou o nome francês Louis fora da Alemanha.
Na infância demonstrou interesse e habilidade com o violino, tendo aulas como Maestro Dufour, que recomendou à família que o enviasse para estudar em Braunschweig. Foi lá que, aos quinze anos, impressionou o Duque Herzog Ferdinand, que o contratou para fazer parte do seu grupo musical de câmara.
Duque Herzog Ferdinand
Aos dezoito anos foi enviado para uma viagem que durou um ano inteiro, patrocinada pelo Duque de Brunswick, a São Petersburgo acompanhando o violinista virtuoso Franz Anton Eck, então seu professor. Nesta época compôs o seu primeiro concerto para violino. Ao retornar, o duque concedeu-lhe uma licença para uma turnê pelo norte da Alemanha.
Aos vinte anos, em Dezembro de 1804, em Leipzig um influente crítico musical, Johann Friedrich Rochlitz, ficou impressionado não só com a sua habilidade técnica ao violino como também por sua música.
Johann Friedrich Rochlitz
Com o sucesso de sua turnê e a fama que alcançara na Alemanha, em 1805, Spohr foi contratado como mestre de concerto na corte de Gotha, cargo que ocupou até 1812.
Apaixonou-se pela bela harpista de 18 anos Dorette Scheidler, filha de um dos cantores da corte. Casaram-se no ano seguinte, para ela escreveu algumas peças pelo obscuro instrumento. No dia 27 de Maio de 1807 nasce a sua primeira filha Emilie Zahn. No ano seguinte em 06 de novembro, nasce  Johanna Sophia Luise Wolff.
De 1813 a 1815, trabalhou como regente no Theater an der Wien, Viena, onde conheceu e se tornou amigo de Ludwig van Beethoven.
Entre 1816 e 1817 viajou com a esposa pela Itália apresentando-se juntos como um duo de violino e harpa, com muito sucesso.
Foi o diretor de ópera em Frankfurt pelo período de 1817 até 1819, produzindo suas próprias óperas, sendo a primeira delas, Faust, que havia sido rejeitada em Viena. Nesta época nasce a sua terceira filha, Therese em 29 de Julho de 1818.
Da esquerda para a direita: Dorette Scheidler (primeira esposa) e suas filhas: Emilie Zahn, Johanna Sophie e Therese, Marianne Pfeiffer (segunda esposa)
Resolveu apresentar-se novamente com a esposa visitando a Inglaterra (1820) e Paris (1821), foi então que durante as viagens, Dorette decide abandonar a carreira de harpista e se concentrar na criação das filhas.
Carl Maria Von Weber
Com a decisão da esposa, ele decide aceitar o cargo de diretor de música na corte de Kassel, que foi mais longo cargo de Spohr, de 1822 até a sua morte, posição oferecida a ele por sugestão de Carl Maria von Weber.
Dorette Scheidler morre em 1834. A dor da perda só é apaziguada ao conhecer a pianista Marianne Pfeiffer, de 29 anos de idade, com que se casa em 03 de Janeiro de 1836. Em Junho de 1838, falece sua filha caçula, Therese.
Em 1857, ele foi aposentado, contra a sua própria vontade, e no inverno do mesmo ano, quebrou o braço num acidente que pôs fim a sua forma de tocar violino. No entanto, ele conduziu sua ópera Jessonda no cinquentenário do Praga Conservatorium, no ano seguinte, com toda a sua antiga energia.
O compositor faleceu em Kassel, no dia 22 de Outubro de 1859.
Escreveu música em todos os gêneros. Produziu mais de 150 obras catalogadas com número Opus e outra centena não catalogada.
Dentre elas:
- 20 concertos, sendo quatro para clarineta e dezesseis para violino;
Os quatro concertos de clarineta, foram todos escritos para o virtuoso Johann Simon Hermstedt.
- 10 sinfonias, sendo a décima inacabada;
- 36 quartetos de corda, como também quatro interessantes quartetos duplos para dois quartetos de cordas.
- Também escreveu uma variedade de outros quartetos, duetos, tercetos, quintetos e sextetos, um octeto e um noneto, obras para violino solo ou para harpa solo, e obras para violino e harpa para serem executadas por ele e sua esposa conjuntamente.
Embora obscuras hoje, as melhores óperas de Spohr são Faust (1816), Zemire und Azor (1819) e Jessonda (1823), sendo a última proibida pelos Nazistas pelo fato de ela mostrar um herói europeu apaixonado por uma princesa indiana.
Escreveu dúzias de canções, muitas delas colecionadas como Deutsche Lieder (Canções alemãs).
Spohr também, como também uma missa e outras obras corais. Os seus oratórios, particularmente Die letzten Dinge (O Juízo Final) (1825—1826), foram grandemente admirados durante o século XIX.
Além de obras musicais, Spohr escreveu um método de ensino chamado Escola de Violino, publicado em 1832 e uma interessante e informativa autobiografia, publicada após sua morte em 1860.
Spohr era um conceituado violinista, e inventou a queixeira para violinos por volta de 1820. Ele também era um regente significativo, sendo um dos primeiros a usar a batuta e também inventando letras de ensaio que são postas periodicamente do início ao fim de uma partitura de maneira que o regente possa economizar tempo pedindo a orquestra ou cantores para começar a executar a partir de uma letra específica.
Para além de compositor Spohr foi também um notável violinista e professor. Como violinista diz-se que apenas teve paralelo em Paganini e como professor o seu método de ensino fez escola.
A sua sexta sinfonia "Histórica" é uma paródia a vários géneros musicais.
Em Kassel existe um museu dedicado à sua memória.

Assim como Haydn, Mozart e seu contemporâneo Johann Nepomuk Hummel, Spohr era ativo como maçom.

Para ouvir parte de sua obra:
https://drive.google.com/drive/folders/0B9F356bpnhA-fml0MjVYNC1HRDhnTlhxNUJhLXlCZG1FZUNRYUVyMEVsZnprVjlvNloza1E?resourcekey=0-40A8Ie-Z3KwIaLX_BVVqMg&usp=sharing

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Johann Christian Bach - J.C. Bach

Johann Christian Bach, com um pouco de sua história encerro o ciclo Bach. Nascido em Leipzig no dia 05 de setembro de 1735, o mais novo dentre os filhos de Johann Sebastian com Anna Magdalena Wülken.
Apenas uma pequena parte de sua educação musical foi com o seu pai, acredita que o Livro II de O Cravo Bem Temperado tenha sido escrito e utilizado na sua instrução e também com seu primo Johann Elias. Christian tornou-se copista de seu pai até 1750, ano em que Johann Sebastian Bach faleceu, a partir de então se tornou aluno de seu meio-irmão, Carl Philipp Emanuel Bach, na cidade de Berlim. Apenas em suas primeiras composições existem a influência deste seu irmão, havendo pouquíssima referência de seu pai em toda a sua obra.
Giovanni Battista Martini
Em 1754, foi à Bolonha na Itália, aperfeiçoar-se na arte do contraponto com o padre Giovanni Battista Martini. Posteriormente estudou em Nápoles e Milão. Nesta última cidade, converteu-se ao catolicismo e foi admitido como organista da catedral da cidade, em 1760, atuando no cargo por dois anos. Lá, escreveu duas Missas, um Réquiem, um Te Deum, entre outras obras.
Compôs algumas árias que seriam inseridas em obras de outros autores, prática comum, conhecida com pasticci. Foi o único dos quatro filhos músicos de Johann Sebastian Bach a escrever peças em italiano. 
Interior do Teatro Regio de Turim
O Teatro Regio em Turim ofereceu um contrato para que compusesse uma ópera séria, ARTASERSE, com estreia em 1760. Em virtude do grande sucesso da obra, os teatros de Veneza e de Londres ofertaram contratos para outros trabalhos. Johann preferiu a oferta da casa londrina e rumou para Inglaterra em 1762, fixando-se na capital do reino, o contrato previa a composição de duas óperas para o King’s Theatre of London. 
Catedral de Milão - século XVIII

O cargo de organista foi mantido em aberto pela Catedral de Milão na expectativa de seu retorno, o que nunca ocorreu.


Carl Friedrich Abel
Em Londres, teve início sua carreira de músico de aluguel, sem um empregador definido. Foi um dos primeiros músicos autônomos, ora como prestador de serviços, ora como empresário do entretenimento. Fortalecendo-se nesta posição com o advento dos concertos e apresentações públicas, em 1765, ano em que J.C. conheceu o músico Carl Friedrich Abel, e juntos fundaram uma empresa de concertos públicos, empreitada imitada em muitas outras capitais europeias, surgindo um novo ramo de negócio, que decretaria o fim da música escrita para câmara de príncipes e aristocratas, tirava das mãos dos nobres e dos clérigos o papel de produtores musicais. Alcançou grande reconhecimento artístico e ganhou a alcunha “Bach Inglês”. Com Abel, apresentava o Bach Abel Concerts, entre 1764 e 1779, viajando por toda a Europa.
Sua maneira de compor era altamente melódica e brilhantemente estruturada, o que diferenciava de seu pai e dos irmãos mais velhos. Em suas composições há destaque para a melodia e para o acompanhamento, sem muita ênfase na complexidade contrapontística.
Johann Christian foi designado Mestre de Música da Rainha e seus deveres incluíam ministrar aulas de música a ela e seus filhos e acompanhar o Rei Jorge III ao piano, enquanto o rei tocava flauta.
W.A.Mozart - circa 1765
Foi em Londres, entre 1764 e 1765, J. C. fez amizade com o pré-adolescente Wolfgang Amadeus Mozart, que visitava a cidade dentro do roteiro de apresentações do menino prodígio, organizadas por seu pai, Leopold Mozart. Quando Mozart e J. C. Bach se encontraram pela primeira vez, Leopold relatou que os dois eram inseparáveis. Ambos sentavam-se ao órgão, Mozart no colo de Johann Christian, ambos tocando durante várias horas. J.C. Bach teria sido uma das mais importantes influências de Mozart.
Sua primeira ópera londrina, Orione, foi uma das pioneiras no uso da clarineta. Sua ópera La Clemenza di Scipione escrita em 1778 foi uma das mais populares entre os londrinos por muitos anos e tem paralelos interessantes com a última obra de W.A.Mozart desse gênero: La Clemenza di Tito de 1791.
Foi através de Christian que surgiram algumas importantes inovações tais como a distinção entre a sinfonia e a abertura de ópera que durante o barroco eram a mesma coisa, bem como o formato sonata, base da revolução feita pelo classicismo. A forma sonata aparece em algumas de suas sinfonias no primeiro movimento.
Faleceu pobre, no dia 01 de Janeiro de 1782, foi sepultado numa vala comum para indigentes, na igreja de St. Pancras Old, no registro de seu enterro seu sobrenome estava grafado com Back.
St. Pancras Old Church

Mozart, numa carta a seu pai, disse que "foi uma perda para o mundo da música". Na ocasião em que Johann Christian faleceu, Mozart estava compondo seu "Concerto para Piano nº 12, em Lá maior, K 414, o Andante do segundo movimento tem um tema semelhante ao encontrado na abertura da ópera La calamità del cuore de J. C. Bach.
Somente no século XX foi que o mundo musical começou a entender que os filhos de Johann Sebastian Bach tinham o direito de compor num estilo diferente do de seu pai sem que, com isso, seus idiomas musicais fossem inferiores ou sem qualidade, e que compositores como Johann Christian passaram a ser vistos com um interesse renovado. Ele foi um dos primeiros compositores a dar preferência ao recém desenvolvido pianoforte em detrimento dos antigos instrumentos de teclas, como o cravo.
Embora a fama de J. C. Bach tivesse declinado nas décadas após sua morte, sua música ainda era apresentada nos concertos de Londres com alguma regularidade, frequentemente junto com as obras de Haydn.
Um relato completo da carreira de J. C. Bach é fornecido no quarto volume de History of Music de Charles Burney.
Na árvore da família Bach existem mais dois Johann Christian Bach, mas nenhum deles foi compositor.
Foi o único da família a realmente ter feito parte da Sublime Instituição.

https://drive.google.com/drive/folders/0B9F356bpnhA-eEhqVTBsS1V4Tm8?resourcekey=0-rVLkLFOaDVFIXqHxRyw5Zw&usp=sharing

quarta-feira, 11 de março de 2015

Johann Christoph Friedrich (J.C.F.) Bach


Johann Christoph Friedrich Bach nasceu em Leipzig no dia 21 de Junho de 1732, foi o nono filho de Johann Sebastian Bach com Anna Magdalena, sua segunda esposa, e o segundo a atingir a idade adulta. Suas primeiras aulas de música foram com o pai, assim como os outros filhos compositores, posteriormente foi aluno de um primo distante, Johann Elias Bach.
Estudou na Escola St. Thomas, e em 1749, iniciou seus estudos na Universidade de Leipzig, mas teve de abandoná-los no ano seguinte devido à morte de Johann Sebastian. Aos dezoito, aceitou o cargo de músico da corte do conde de Bückeburg, casa que serviria até sua morte. Como o conde era um apreciador da música italiana da época, teve que adaptar-se ao estilo, entretanto guardando o estilo de seu pai e de seu irmão Carl Phillip.
No ano de 1755 casou com a cantora Lucia Isabel Munchhunsen, filha do organista da corte, Ludolf Munchhausen. No ano de 1759, tornou-se Konzertmeister, cargo que agregava as obrigações de compor e reger a orquestra da corte. No ano seguinte tiveram um filho chamado Wilhelm Friedrich Ernest Bach, que fora batizado pelo conde Wilhem, e que no futuro seria diretor música de Frederico Guilherme II da Prússia.
Em 1778, acompanhado do Conde Wilhelm, ausentou-se por um tempo da corte para visitar os irmãos Carl Philipp, em Hamburgo, e Johann Christian, em Londres, levou na viagem também o seu filho, Wilhelm Friedrich Ernst, que necessitava novas influências musicais. Conheceram então a música de Mozart e Gluck, que também influenciaram a obra de Johann Christophe, tornando-se então mais clássico no final da carreira, diferentemente do início de suas obras marcadas pelo estilo do norte da Alemanha, influência paterna, e pelo italiano, dominante na corte onde trabalhava.
Em 26 Janeiro de 1795, Johann Christoph Friedrich faleceu em Buckeburgo. Seu corpo foi enterrado em 31 de Janeiro no cemitério de Jetenburger, onde também jaz sua viúva Lucia Isabel desde 1803.
Foi o último filho de Johann Sebastian a tornar-se compositor. Deixou como legado uma obra que reflete sem nenhum descrédito o nome da família. Ele era um virtuoso marcante do teclado, com amplo repertório, incluindo vinte sinfonias, pouco mais de trinta sonatas para cravo, uma dezena de sonatas para flauta, perto de vinte concertos para piano, algo em torno de vinte obras sacras, e outros tantas formas de composição.
Uma parte significativa de sua obra estava arquivada no Instituto Estadual de Pesquisa Musical (Staatliches Institut für Musikforschung) e se perdeu durante um bombardeio na Segunda Grande Guerra Mundial. Conhecido como o Bach de Bückeburg, não devendo ser confundido com o primo de seu pai Johann Christoph Bach.



quinta-feira, 5 de março de 2015

Carl Philipp Emanuel (C.P.E.) Bach

Deus é a minha consolação, a minha confiança, minha esperança e minha vida.

Paixão segundo S. Mateus por C.P.E. Bach
Carl Philipp Emanuel Bach nascido em Weimar no dia 8 de Março de 1714 é o segundo filho de Johann Sebastian Bach e Maria Barbara Bach. Possivelmente o compositor mais importante de sua geração, elo entre o estilo barroco de J.S.Bach, e o estilo clássico de Haydn e Mozart.
Os pais Maria Barbara e Johann Sebastian

Aos dez anos de idade, ingressou na Escola de São Tomás em Leipzig, por vontade do pai, foi estudante de Direito nas Universidades de Leipzig (1731) e Frankfurt (1735), graduando-se em 1738, porém decide abandona a carreira jurídica e dedicar-se exclusivamente à música.
Frederico II
De 1740 a 1768 esteve em Berlim, a serviço da corte de Frederico - o Grande. Sua reputação foi estabelecida devido às suas séries de sonatas, a primeira delas contendo seis peças, as Sonatas Prussianas dedicadas a Frederico II publicadas em 1742. Em seguida, dois anos depois, por outra série de seis sonatas, Sonatas Württemberg; dedicadas ao grão-duque de Württemberg. Neste período escreveu o Magnificat, no qual aparece a influência de seu pai; o que não era comum em sua obra, uma cantata de Páscoa; várias sinfonias; pelo menos três volumes de canções; e algumas cantatas seculares e outras peças ocasionais.
Seu trabalho principal concentrou-se na composição para cravo, para o qual compôs, em toda a sua vida, cerca de duzentas sonatas e outros solos, incluindo o conjunto Mit veränderten Reprisen (1760-1768). Emanuel Bach tinha preferência pelo clavicórdio ao invés do cravo por considerá-lo mais suave e intimista, entretanto em meados do século XVIII este instrumento perde a popularidade na Alemanha sendo gradualmente substituído pelo pianoforte. As últimas cinco séries de sonatas escritas entre 1780 e 1787, foram para este instrumento.
Cravo                              Clavicórdio                            Pianorte
Uma das obras mais importantes de C.P.E. Bach é a Versuch über die wahre Art das Clavier zu spielen (Ensaio sobre a maneira correta de tocar teclado), que versa sobre a boa execução do instrumento. É um guia para a ornamentação, fundamentos estéticos, dedilhado, baixo contínuo e improvisação e que serviu de alicerce aos métodos de Muzio Clementi e Gabriel Cramer.
Em 1768, sucedeu Georg Philipp Telemann, seu padrinho, como Mestre de Capela de Hamburgo e, assim passou a dedicar-se à música sacra. No ano seguinte, produziu seu oratório Die Israeliten in der Wüste (Os Israelitas no Deserto), uma composição memorável não só por sua beleza, mas também pela semelhança com o oratório Elijah de Felix Mendelssohn. Entre 1769 e 1788, foram escritas mais de 20 peças para a Paixão e cerca de 70 cantatas, litanias, motetos e outras obras litúrgicas.
Carl Philipp Emanuel Bach introduziu em suas obras instrumentais seções de diálogo e passagens de recitativo. Seu estilo expressivo e de muitos de seus contemporâneos era marcado principalmente pela surpresa, mudanças bruscas na harmonia, modulações estranhas, pausas tensas e mudanças de textura. Características do chamado Empfindsamer Stil (Estilo Sensível) que teve seu auge nas décadas de 1760 e 1770, estilo também conhecido por Sturm und Drang (Tempestade e Ímpeto) termo utilizado para denominar a literatura alemã do mesmo período, era um estilo sensível e dramático. Com influência das ideias iluministas, a música como veículo do sentimento. Carl Philip Emanuel Bach participou intensamente do movimento musical de seu tempo, e contribuiu para a criação de um estilo musical que foi se afastando cada vez mais do Barroco. Neste estilo é possível encontrar elementos que predizem não só o Classicismo, mas também o Romantismo.
Dentre os seus alunos mais famosos estão Johann Christian Bach, seu irmão, e Frantz Xaver Dussek.
Ele morreu em Hamburgo em 14 de Dezembro de 1788.
Influenciou vários outros compositores, dentre eles:
- Wolfgang Amadeus Mozart disse a seu respeito, "Ele é o pai, nós somos os filhos".
A maior parte da formação de Haydn derivou de um estudo de sua obra. 
Ludwig van Beethoven expressou acerca dele a mais cordial admiração e respeito.
Durante o século XIX, ficou esquecido... Robert Schumann dizia que "como um músico criativo ele permaneceu muito longe de seu pai".
Já Johannes Brahms considerava muito a obra de Emanuel Bach e interpretou algumas de suas composições.
Jean Pierre Rampal
Atualmente, recomenda-se aos estudantes de música que conheçam e interpretem as Sonaten für Kenner und Liebhaber (Sonatas para Conhecedores e Amantes), que ouçam seus oratórios Die Israeliten in der Wüste (Os Israelitas no Deserto) e Die Auferstehung und Himmelfahrt Jesu (A Ressureição e Ascensão de Jesus). Enquanto que o seu Concerto para Flauta em Ré Menor tem sido interpretado pelos maiores flautistas do mundo, incluindo Jean-Pierre Rampal.
“Um músico não pode mover os sentimentos a menos que ele também seja movido. Ele deve necessariamente sentir todos os afetos se ele espera despertá-los na sua audiência. O revelar do próprio humor estimulará o humor no ouvinte. Se a música tem passagens tristes, o artista tem que se adoecer e tem que se sentir triste. Da mesma forma, em passagens vivamente joviais o executante têm que se pôr novamente no humor apropriado e, assim, constantemente variando as paixões, ele conseguira despertar os afetos nos outros.”

https://drive.google.com/drive/folders/0B9F356bpnhA-SzZtZ2hlMC0tc3c?resourcekey=0-P4IqHHvJmv4lAkqfQR1fwg&usp=sharing


quarta-feira, 4 de março de 2015

Wilhelm Friedman (W.F.) BACH

Johann Sebastian e seus filhos: Carl Phillip Emanuel, Johann Christian, Wilhelm Friedman e Johann Christophe Friedrich.

Desta vez falarei sobre os filhos de Johann Sebastian Bach, que teve sete filhos com Maria Barbara, sua primeira esposa e treze filhos com Anna Magdalena, sua segunda esposa, sendo que desta extensa prole, quatro foram compositores e instrumentistas, são eles: Wilhelm Friedman Bach, Carl Phillip Emmanuel Bach, do primeiro matrimônio, Johann Christian Bach e Johann Christophe Friedrich Bach, do segundo.
WILHELM FRIEDMANN BACH
Nascido em 22 de novembro de 1710, na cidade de Weimar na Alemanha, foi o segundo filho de Johann Sebastian e de Maria Barbara, o primeiro dos meninos. Era o preferido do mestre Bach.
Desde cedo seu pai encarregou-se de sua formação musical e especialmente para ele compôs Os Pequenos Prelúdios e Fugas (o Klavierbüehlein vor Wilhelm Friedmann Bach), além de seis sonatas para órgão e os primeiros prelúdios e fugas de O Cravo Bem Temperado.
Na segunda metade da década de 1720, foi enviado a Merseburg para estudar violino com Johann Gottlieb Graun. Ao terminar a escola, em 1729, matriculou-se na Universidade de Leipzig, onde durante quatro anos estudou direito, filosofia e matemática, parecia ter um futuro promissor. Trabalhou como ajudante do pai, dando aulas particulares, ensaiando com os músicos da orquestra. Graças à influência de seu pai foi aprovado nos testes para organista da Igreja de Santa Sofia em Dresden em 1.733, cargo que ocuparia por treze anos. Posteriormente foi ser diretor de música na Chantre de Notre Dame de Halle, tendo à sua disposição excelentes conjuntos e assim a sua fama de virtuoso tomou notoriedade. Em 1762, foi convidado para ser mestre de capela em Darmstadt, entretanto não existe comprovação se chegou a ocupar o lugar. Demitiu-se das suas funções em Halle em 1764 e, a partir daí, e até o final da vida, passou a dedicar-se exclusivamente à composição e ao ensino, levando uma vida independente, sem emprego fixo, primeiro em Halle e, depois, em Brunswick e Berlim.
Os seus recitais de órgão causaram sensação, arranjou alguns alunos influentes. Wilhelm, apesar de talentoso, parece ter-se tornado sombrio e pouco regrado na sua vida social, principalmente pelo alcoolismo. Rapidamente caiu em desgraça na Berlim do século XVIII. Nos últimos vinte anos da sua vida, a sua situação material tornou-se cada vez mais precária, passou por dificuldades financeiras sendo obrigado a vender bens pessoais e manuscritos paternos recebidos em herança para poder subsistir. A grande influência musical de seu pai se revela, em algumas passagens de suas composições, por isso atribuía a seu pai algumas das suas composições, na esperança de facilitar a sua venda. Perdeu ou vendeu cerca de 100 Cantatas de seu pai. Ficou na história como uma espécie de vilão. Mas é um estigma injusto, pois foi um excelente compositor.
Morreu na miséria, devido a uma infecção pulmonar em 01 de Julho de 1784. Ignora-se a localização da sua sepultura.
Embora as suas composições, sejam pouco conhecidas do grande público, retratam a forte personalidade que o destaca entre todos os seus irmãos. Em sua obra aliou o contraponto e uma inspiração romântica e até impressionista, principalmente em suas Fantasias. Oscilando entre o velho e o novo, com características que, não raro, antecipam a tensão emocional do romantismo, ao lado de elementos barrocos “arcaicos”, intimamente relacionado à estética da escola de organistas do norte da Alemanha do final século XVII. Apesar dessa ambivalência estética deixou boa quantidade de peças de excelente qualidade e foi muito apreciado há seu tempo pela notável capacidade de improvisação.
Ao todo foram: Uma Missa alemã em ré menor, 21 cantatas, 9 sinfonias, obras para órgão (fugas, prelúdios de coral), música de instrumentos de tecla (12 sonatas, 8 fugas, 42 polonesas, 10 fantasias, uma dezena de concertos).

Para ouvir algumas peças de sua obra acessem ao link: 





sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Beatles - parte final

Encerrando o tema!
Assim como o Rifkin e Bayless, Peter Breiner ampliou a obra dos Beatles no movimento Barroco com The Beatles Go Baroque, juntamente com a sua Chamber Orchestra, em 1992, este foi o álbum que motivou a procurar por outros no gênero. E dentre os três é o mais “fraco”.



Peter Breiner, nascido em 03 de julho de 1957, na antiga Tchecoslováquia, atual Eslováquia é pianista, maestro e compositor.
Breiner com mais de 150 álbuns como maestro ou pianista. Ele popularmente conhecido por seus arranjos, como versões barrocas dos Beatles e de Elvis Presley – esse eu ainda não ouvi - bem como arranjos de canções natalinas populares.

O álbum Beatles go Baroque, a obra foi dividida em quatro partes:
The Beatles Concerto Grosso nº 1 no estilo de Haendel em cinco movimentos:
I - She Loves You - A tempo giusto
II - Lady Madonna – Allegro – que lembra Hallellujah de Messias
III - Fool on the Hill - Adagio
IV - Honey Pie - Allegro
V - Penny Lane – Allegro

The Beatles Concerto Grosso no 2 no estilo de Vivaldi também dividido em cinco movimentos, lembrando bastante As Quatro Estações:
I - A Hard Day's Night
II - Girl
III - And I Love Her
IV - Paperback Writer
V - Help

The Beatles Concerto Grosso no 3 no estilo de J.S. Bach este dividido em seis movimentos:
I - The Long and Winding Road - Overture
II - Eight Days a Week - Rondeau
III - She's Leaving Home - Sarabande
IV - We Can Work It Out - Bourree
V - Hey Jude - Polonaise
VI - Yellow Submarine

The Beatles Concerto Grosso no 4 – com quatro movimentos e sem qualquer referência ao compositores:
I - Here Comes the Sun
II - Michelle
III - Goodnight
IV - Carry that Weight



quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

The Beatles - parte 2

Como prometido na postagem anterior:


John Bayless, pianista e arranjador norte americano, nascido em Borger uma cidadezinha a cerca de 60 quilômetros ao norte de Amarillo, no Texas. Aos quatro anos tocava piano de ouvido, com a mãe teve as primeiras noções de música, seus ídolos na época era Leonard Bernstein e Liberace. Aos treze já era organista mais jovem da igreja batista de sua cidade natal. Conquistou uma bolsa de estudos aos quinze anos na Escola de Música de Aspen, posteriormente mudou-se para Nova York estudando na Juilliard School of Music com o professor Adele Marcus. Fez mestrado ma Universidade de Nova York com vários professores dentre eles o seu ídolo de infância Leonard Bernstein. Demonstrava muita facilidade na improvisação musical, com isso Bayless imaginou um encontro entre Johann Sebastian Bach e o quarteto de Liverpool, lançando em 1984 o álbum Bach meets The Beatles, neste álbum Bayless reuniu algumas de suas músicas prediletas dos Beatles e criou improvisos no estilo do mestre do barroco.

Uma forma interessante e divertida de escutar este álbum é tentando reconhecer as músicas nos arranjos de Bayless, tanto dos Beatles quanto de Bach.
São quinze faixas presentes no álbum as faixas de abertura e encerramento são versões para Imagine de John Lennon, a primeira em forma de sinfonia e a segunda em forma de ária. Seguem-se faixas de toda a fase dos Beatles, tais como All you need is love, Hey Jude, Because, Let it be, The long and winding road, Penny Lane, Yesterday, Michelle, Nowhere man, And I love her, Golden slumbers, Something e Here, there and everywhere.
Em 1987 lançou outro álbum intitulado Bach on the Abbey Road, e posteriormente outros com a mesma temática, embora repetindo as músicas.


Na próxima postagem completarei a matéria com outro álbum.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

THE BEATLES

Creio que dizer algo sobre este quarteto inglês seria redundância, pois quase tudo já foi dito...


John Winston Ono Lennon, James Paul McCartney, George Harrison e Richard “Ringo Starr” Starkey Junior formaram a banda mais influente da cultura pop internacional. Além dos quatro músicos, foram também integrantes da banda em seus primórdios Stuart Fergusson Victor Sutcliffe e Randolph Pete Best.

Pete Best                         Stu Sutcliffe
Antes do nome The Beatles, tiveram outros nomes, tais como: The Quarrymen, The Rainbow, Johnny and the Moondogs, Long John and the Silver Beetles, The Silver Beatles.

Na época do The Silver Beatles usavam pseudônimos assim Jonh era Johnny Silver, Paul era Paul Ramon, George era Carl Harrison e Stu era Stu Stäel.


Mas o que gostaria de publicar desta vez são três trabalhos de exercício de imaginação... Como seriam as músicas dos Beatles se eles tivessem nascido no século XVIII e fossem contemporâneos de Haendel, Vivaldi e Johann Sebastian Bach, em pleno período Barroco da Música Erudita.

O primeiro: THE BAROQUE BEATLES BOOK

Joshua Rifkin
Jac Holzman

Joshua Rifkin imaginou os Beatles em pleno movimento Barroco com o álbum The Baroque Beatles Book lançado em 1965.

Joshua Rifkin, maestro e pianista, norte-americano, nascido em 22 de Abril de 1944 em Nova York, estudou a música vocal de Bach, responsável pela redescoberta da obra de Scott Joplin, nos anos 70, lançou o disco no auge da beatlemania, por sugestão de Jac Holzman, fundador da editora Nonesuch Records.

Os Beatles lideravam o movimento conhecido nos EUA como "invasão britânica", tantas que foram as bandas inglesas que, depois deles, então ganharam notoriedade. Na mesma época que a música barroca também reconquistava as atenções. Diria Rifkin: Porque não somar as duas parcelas, em busca de uma ideia apelativa?

Assim aos 21 anos, o recém-formado em musicologia e fã dos Beatles, aceitou o desafio e propôs a Holzman, que ele mesmo faria e assinaria todos os arranjos.
Juilliar School - NY
Gravou com antigos colegas da Juilliard School um versão em trio para Eight Days A Week e apresentou a Jac Holzman, que aprovou e autorizou que o projeto prosseguisse.



The Baroque Beatles Book nasce como uma paródia feita com relativa seriedade musical, mas não perde o desejo de brincar quando, no texto que logo em 1965 acompanhava a edição, se explicava, ao jeito do que seria o discurso de um compositor do século XVIII, que era possível comparar as canções de Lennon e McCartney aos grandes mestres do barroco. 

E a própria orquestra ao serviço da gravação foi batizada com humor como Baroque Ensemble of the Merseyside Kammermusikgesellschaft, conforme consta na contracapa do disco. O álbum foi lançado em Novembro de 1965.

Roger Hane
A capa do disco foi assinada pelo ilustrador Roger Hane, retratando compositores clássicos revendo a música "I Want to Hold Your Hand", um deles com uma camisa escrito I like the Beatles.


O número Opus “MBE" remetem à condecoração que os Beatles receberam da Rainha Elizabeth – Ordem do Império Britânico. As duas primeiras partes são inteiramente de variações instrumentais.

A terceira Rifkin conecta o número de 58.000 a uma referência ao público presente ao show dos Beatles no Shea Stadium. 
A ária "Help!" começa com um recitativo tirado de dois livros de John Lennon, In His Own Write e A Spaniard In The Works. O álbum termina com uma sonata para oboé, baixo contínuo, e violino.
I – The Royale Beatleworks Musique, MBE 1963
Overture: I wanna hold your hand e "You gonna lose that girl
Réjouissance: I’ll cry instead
La Paix: Things We Said Today
L'Amour s'en cachant: You’ve got to hide your love away e Les Plaisirs: Ticket to Ride
II - Epstein Variations, MBE69A
Hold me tight
III - Last Night I Said... Cantata for the 3rd Saturday after Shea Stadium, MBE58.000
Chorus: "Last Night I Said"
Recitativo: In they came jorking" Aria: When I was younger – Help!
Coral: You know, if you break my heart – I’ll be back
IV - Trio Sonata – Das Käferlein, MBE0041/4
Grave Allegro Grave: Eight Days a Week
Quodlibet: She Loves You / Thank You Girl / A hard day’s night

Na próxima postagem falarei de outro álbum semelhante a este.

Divirtam-se:
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