quarta-feira, 27 de junho de 2018

QUARTETO NOVO


Vamos mudar um pouco o foco essa semana. Eu vou apresentar um grupo de música instrumental chamado Quarteto Novo, formado no ano de 1966, na capital do estado de São Paulo.

Inicialmente era originalmente um trio, o Trio Novo, que acompanhava o cantor e compositor Geraldo Vandré num programa de tevê patrocinado pela farmacêutica Rhodia. Que no ano seguinte não renovaria seus contratos publicitários, deixando o grupo à sorte, Vandré resolveu bancar do próprio bolso ensaios e turnês do grupo. O Trio novo era composto pelo carioca Théo de Barros (contrabaixo e violão); o pernambucano Heraldo do Monte (viola e guitarra); e o catarinense Airto Moreira (bateria e percussão).
Vandré
Com a entrada do flautista alagoano Hermeto Pascoal, nascia então o Quarteto Novo. Em 1967 o conjunto gravou seu único LP: Quarteto Novo, pela Odeon. Neste mesmo ano, participou como grupo de apoio para Edu Lobo e Marília Medalha na apresentação da música Ponteio, que venceu o 3º Festival de Música Popular Brasileira.


O grupo foi dissolvido em 1969, viveu pouco, porém forte contribuição para o repertório fonográfico nacional, tanto que o LP foi reeditado em 1973.

O álbum apresentou ao público nacional e internacional, o baião, estilo regional do nordeste brasileiro, um estilo pouco conhecido fora do Brasil. Para alguns talvez seja o melhor disco de música instrumental feito no Brasil em todos os tempos.

Se, sempre o se, tivessem gravado outros álbuns, com certeza seriam reconhecidos como uma das principais referências do jazz tupiniquim.

As faixas:
O ovo (Geraldo Vandré e Hermeto Pascoal)
Fica mal com Deus (Geraldo Vandré)
Canto Geral (Hermeto Pascoal e Geraldo Vandré)
Algodão (Luiz Gonzaga e Zé Dantas)
Canta Maria (Geraldo Vandré)
Síntese (Heraldo do Monte)
Misturada (Airto Moreira e Geraldo Vandré)
Vim de Sant'Anna (Théo de Barros)

Os integrantes:
Teófilo Augusto de Barros Neto, nascido no Rio de Janeiro em 10 de Março de  1943, mais conhecido como Théo de Barros, compositor, violonista, cantor e arranjador. Parceiro de Geraldo Vandré em Disparada e Menino das Laranjas.

Heraldo do Monte, nascido no Recife em 01 de Maio de  1935, compositor, arranjador e instrumentista, toca guitarra, cavaquinho, viola e contrabaixo. Músico de grande importância na história da música brasileira instrumental.

Airto Guimorvan Moreira, nascido em Itaiópolis no dia 05 de Agosto de 1941, baterista, percussionista e compositor, conhecido simplesmente por Airto Moreira, considerado como um dos melhores percussionistas do mundo.

Hermeto Pascoal, nascido em Lagoa da Canoa ou Olho d'Água Grande no dia 22 de Junho de 1936 é um compositor, arranjador e multi-instrumentista, com uma carreira internacional muito reconhecido por seu talento, qualidade e criatividade.

A linguagem do jazz se adapta tanto à marcação de samba quanto ao 2/4 do baião; as linhas de flauta substituem os trompetes tradicionais (e a voz — lembrem que era 1967 e a bossa nova mandava e desmandava); a guitarra vai dar norte a Pat Metheny e, quando sai de lado para a viola ou violão de 12 cordas, se ouve tudo que Duofel vai fazer nos próximos 40 anos. (Blue Dog – Pqpbach).

Boa diversão!

quarta-feira, 20 de junho de 2018

ALBINONI



Tomaso Giovanni Albinoni foi um compositor barroco italiano, nascido na República de Veneza no dia 08 de junho de 1671, filho de Antonio Albinoni, rico comerciante de papel em Veneza.

Pietro Ottoboni
Estudou violino e canto. Sabe-se relativamente pouco de sua vida ao se levar em conta a importância que conquistou como compositor e o fato de que viveu durante um período relativamente bem documentado.

Não pensava em seguir a carreira artística e muito menos em ganhar dinheiro com ela.
Decidiu mais tarde, por dedicar-se às composições musicais para violino, deixando a responsabilidade por gerir a herança do pai e a responsabilidade da fábrica para os seus dois irmãos mais novos.
Alexandre VII

Em 1694 dedicou seu Opus I ao compatriota veneziano Pietro Ottoboni, sobrinho-neto do papa Alexandre VIII e mecenas de outros compositores em Roma como Arcangelo Corelli. É provável que Albinoni tivesse sido contratado em 1700 como violinista por Fernando Carlo, duque de Mântua, a quem dedicou sua coleção de peças instrumentais Opus 2. Em 1701 compôs suas muito populares suítes Opus 3, dedicando tal coleção ao grão-duque Fernando III da Toscana.

Em 1705 contraiu matrimônio. Antonino Biffi, mestre-capela da Basílica de  São Marcos em Veneza foi testemunha de seu casamento, por ser, evidentemente, amigo de Albinoni.

J.S. Bach
Antes de 1705, escreveu, sobretudo, sonatas para trio e concertos para violino, porém entre 1705 e 1719 dedicou-se particularmente a sonatas para instrumento solo e concertos para oboé.

Tomaso Albinoni foi um dos primeiros compositores a escrever concertos para violino solo. Sua música instrumental atraiu a atenção de Johann Sebastian Bach, que escreveu pelo menos duas fugas sobre temas de Albinoni (Fuga sobre um tema de Albinoni em lá, BWV950, Fuga sobre um tema de Albinoni em si menor, BWV951) e constantemente usava seus baixos como exercícios de harmonia para seus pupilos.

Vivaldi
Corelli
Diferentemente da maior parte dos compositores de sua época, parece que jamais buscou um posto na igreja ou na corte, porém é certo que era um homem independente com recursos próprios. Em 1722, Maximiliano II da Baviera, a quem Albinoni havia dedicado um conjunto de doze concertos, o convidou para dirigir duas de suas óperas em Munique.

Conseguiu fama precoce como compositor de ópera em muitas cidades da Itália, incluindo, além de Veneza, Gênova, Bolonha, Mântua, Udine, Piacenza e Nápoles. 

Durante essa época compôs abundante obra instrumental. Tendo sido muito famoso em sua época como compositor de óperas, tendo composto cerca de oitenta peças, destas 28 foram produzidas em Veneza entre 1723 e 1740, aproximadamente setenta dessas partituras foram destruídas na Segunda Grande Guerra Munida, com a destruição da Biblioteca Estadual da Saxônia, durante o bombardeio de Dresden, em Fevereiro de 1945 e atualmente é mais conhecido por sua música instrumental. Ele foi tão popular em sua época quanto Arcangelo Corelli e Antonio Vivaldi.
Dresden bombardeada
Em torno de 1740, uma coleção de sonatas para violino foi publicada na França como obra póstuma. Durante muito tempo, acreditou-se que tivesse morrido perto dessa data. Entretanto parece que continuou vivendo em Veneza, sem que tenha legado para a posteridade nenhuma composição no último período de sua vida. Um arquivo da paróquia de San Bernabé indica que Tomaso Albinoni faleceu em Veneza no dia 17 de janeiro de 1751, de diabetes.

Remo Giazotto
Sua obra mais conhecida pelo grande público, o "Adágio de Albinoni" (Adágio em sol menor para violino, cordas e órgão), não foi escrito por ele, trata-se de uma "reconstrução" de 1945, feita por Remo Giazotto, musicólogo e autor de uma biografia do compositor, a partir de um fragmento manuscrito que recebeu da direção da Biblioteca Estadual da Saxônia que fora encontrado entre as ruínas do prédio após a Segunda Guerra, e que seria parte do movimento Adagio de uma sonata da chiesa (possivelmente a Op.4), composta por Albinoni por volta de 1708.

Cenas finais do filme THE DOORS de 1.991 dirigido por Oliver Stone, antes dos créditos são do túmulo de Jim no cemitério Père Lachaise em Paris, enquanto "The Severed Garden (Adagio)" toca no fundo.



Aprecie

quinta-feira, 14 de junho de 2018

DVORAK


Antonín Leopold Dvořák, membro da chamada escola nacionalista do período romântico, consagrou-se como um dos principais nomes da música clássica do século 19, e a figura mais representativa da composição tcheca, aplicou algumas das características da música popular da Morávia e da sua terra natal, a Boêmia (então parte integrante do Império Austro-Húngaro e atualmente parte República Checa).
Casa onde nasceu Dvorak

Filho de uma modesta e numerosa família, Dvorák nasceu no dia 8 de setembro de 1841, em Nelahozeves, um pequeno povoado próximo a Praga.

Foi batizado na igreja católica de St. Andrew na mesma aldeia. Os anos que Dvořák passou em Nelahozeves nutriram a forte fé cristã e o amor pela sua herança boêmia que tão fortemente influenciou a sua música.
Igreja St. Andrew

O mais velho de oito irmãos, desde criança demonstrou interesse pela música, seu pai, Frantisek Dvořák era dono de um açougue e de uma pensão, tocava órgão e piano em uma banda. 

Aos 11 anos, Dvorák foi enviado a uma escola da região para aprender alemão. Foi onde entrou em contato com a viola e logo desenvolveu grande intimidade com o instrumento. No entanto, devido à má situação econômica da família, quando tinha 15 anos teve de interromper os estudos para ajudar o pai nos negócios.

Smetana
Mesmo assim, continuou alimentando a paixão pela música. Fazia apresentações aos hóspedes da pensão, começou a tocar em igrejas e em bandas de vilas vizinhas. Chegou a aprender o ofício de açougueiro, mas, embora o pai quisesse que ele herdasse os estabelecimentos, não pôde deixar que o talento do filho fosse desperdiçado. Em 1859, terminou o curso de órgão em Praga.

as irmãs Josesphina
e Anna
Ao longo da década de 1860, tocou viola na Orquestra Provisória do Teatro da Boêmia, que em 1866 era regida por Bedřich Smetana. Quando tinha dezoito anos, Dvořák era um músico em tempo integral. Recebia cerca de 7,50 dólares por mês. A constante necessidade de complementar sua renda levou-o a ensinar lições de piano. 

Foi através dessas aulas de piano que conheceu sua esposa. A princípio, ele se apaixonou por sua pupila Josefina Čermáková, para quem ele compôs Cypress Trees. No entanto, ela nunca correspondeu a esse amor e acabou casando com outro homem.
Anna

Em 1873, Dvořák casou-se com a irmã de Josefina, Anna. Eles tiveram nove filhos, sendo que três morreram antes de completar cinco anos.
Brahms

Deixou a orquestra para seguir a carreira de organista de igreja. Escreveu várias composições durante este período. A música de Dvořák atraiu o interesse de Johannes Brahms, que o ajudou na sua carreira; também recebeu a ajuda do crítico Eduard Hanslick.

Hanslick
Seu primeiro sucesso foi Hymnus, uma espécie de hino dedicado ao povo tcheco, baseado numa obra de Vítězslav Hálek, famoso poeta de seu país. Assim conseguiu a colocação de organista na Igreja de Saint-Ethelbert, que ocupou até 1877. Datam desses anos Stabat Mater e outras obras sinfónicas, vocais e, sobretudo, de câmara. Em 1875 obteve uma renda do Estado.

A obra de Dvořák conheceu um sucesso cada vez maior: surgiram as Danças eslavas (1878), Quarteto op. 51 (1879) e as primeiras sinfonias. O compositor foi diversas vezes para a Inglaterra, onde recebeu o título de doutor honoris causa da Universidade de Cambridge em 1891. Obteve o mesmo título também da Universidade de Viena e da Universidade de Praga.

Hálek
Em 1892 aceitou o convite para dirigir o Conservatório Nacional de Música de Nova York, onde teve contato com a espiritualidade dos negros e a música típica norte-americana. Foi neste período que compôs duas de suas obras mais famosas: a Sinfonia nº 9 ("Sinfonia do Novo Mundo") e o Quarteto em fá maior, conhecido como "Quarteto americano", ambas em 1893. No entanto, a saudade de seu país fez com que o compositor retornasse para o lugar de professor de composição que obtivera em 1891.

Túmulo de Dvorak
Quando deixou Nova York, voltou a Boêmia, onde foi nomeado diretor do Conservatório de Praga até 1901. Dvorák morreu em 1º de maio de 1904, aos 63 anos, em Praga. A morte do compositor desencadeou uma jornada de luto por toda a região da Boêmia. O corpo de Dvorák está enterrado no cemitério de Vysehrad, em Praga.

As composições de Dvořák têm estilos muito próprios, com grande riqueza melódica e colorido orquestral.

A produção de Dvořák foi numerosa. Ele abordou todos os gêneros, revelando-se um especialista em música de câmara.

As nove sinfonias são obras primas do conjunto sinfônico romântico do século XIX.

Ouça

quarta-feira, 6 de junho de 2018

LOCATELLI



Pietro Antonio Locatelli foi um compositor barroco italiano e violinista, nascido em Bergamo, República de Veneza, atual Itália, no dia 03 de setembro de 1695. 


Pouco se sabe sobre a sua infância. Na juventude, foi treinado nas "cantileiras" da Basílica de Santa Maria Maggiore, como violinista.

Seus primeiros professores de violino, provavelmente, foram Ludovico Ferronati e Carlo Antonio Marino. O mestre de capela, Francesco Ballarotti, pode ter-lhe ensinado composição.
Corelli

Ele era uma criança prodígio e graças às suas habilidades excepcionais, um talento para tocar violino, foi a Roma para aprofundar seus estudos musicais, durante o Outono de 1711, supostamente com Antonio Montanari ou Giuseppe Valentini e, talvez, por um curto tempo com Arcangelo Corelli. Para um violinista no limiar de sua carreira, Roma era o lugar para se estar.

Numa carta datada de 17 de marco de 1714, Locatelli escreveu a seu pai em Bergamo informando que conseguira ser um membro da Accademia di vari instrumenti, os músicos domésticos do príncipe Michelangelo Caetani, onde Valentini tinha trabalhado como um violinista e compositor.
Camillo Cybo
Pietro Ottoboni
Entre 1716 e 1722, Locatelli foi também membro da Congregazione generale dei musici di S. Cecilia, e, assim, sob a proteção do mordomo do Papa, monsenhor Camillo Cybo. Prestou serviços em outras casas nobres romanas, inclusive a do cardeal Pietro Ottoboni, na igreja de San Lorenzo e San Damaso, provavelmente até 7 de fevereiro de 1723.

Foi em Roma que Locatelli estreou como compositor. Em 1721, os Doze Concertos grosso, Op. 1, dedicado ao Camillo Cybo.

De 1723-1728, o compositor viajou pela Itália e Alemanha. Mântua, Veneza, Munique, Dresden, Berlim, Frankfurt e Kassel são os lugares que existem registros de sua visita. A maioria de seus concertos foi escrita neste período.

A atividade de Locatelli na corte do regente de Mântua, Philipp von Hessen-Darmstadt, é atestado por um documento 1725 em que há referência a seu nome como "nosso virtuoso".

Pisendel
Em maio 1728, Locatelli visitou a corte prussiana, em Berlim. Mudou-se de Dresden para Potsdam com Augusto II e cerca de 500 pessoas, incluindo Johann Georg Pisendel, JohannJoachim Quantz e Silvius Leopold Weiss.

Em 1729, Locatelli mudou-se para Amsterdã, onde permaneceu até sua morte. Em Amsterdã, que era conhecida em toda a Europa por sua cena musical, Locatelli pôde trabalhar como músico livre, sem restrições para uma igreja ou um tribunal. Ele poderia compor o que e quando quisesse. 
Giovanni B. Martini

Para um compositor do século XVIII, isso foi altamente excepcional. Ele participou pouco da cena musical da cidade. Não tinha alunos e nunca tocou em público. Na noite de quarta-feira, porém, ele dava concertos em casas particulares, que eram muito populares na cidade. Ele não compunha tanto como anteriormente, mas pode editar seus Opus 1-9 e os trabalhos de outros músicos, como Op de Giovanni Battista Martini.

Foi considerado o Paganini do Século XVIII.

L'Arte del Violino, impresso em Amsterdã em 1733, foi uma das publicações musicais mais influentes do início do século XVIII. É uma coleção de doze concertos para violino solo, cordas e baixo contínuo, com um "capricho" para violino desacompanhado inserido no primeiro e último movimento de cada concerto como uma espécie de cadência.

Ele também escreveu sonatas para violino, uma sonata para violoncelo, trio sonatas, concerti grossi e um conjunto de sonatas para flauta (sua Op. 2). Seus primeiros trabalhos mostram a influência de Arcangelo Corelli, enquanto as peças posteriores estão mais próximas de Antonio Vivaldi em grande estilo. 

Como compositor, Locatelli foi mais atraído pelas formas de sonata e concerto. Ambos revelam que ele foi capaz de uma melodia elegante e expressiva.

Nos círculos aristocráticos ele era um reconhecido, admirado e virtuoso e compositor. Em 1741 ele montou um negócio de venda de cordas de violino de sua casa.

Locatelli faleceu no dia 30 março 1764 em sua casa em Prinsengracht, Amsterdã.

Os Estados da Holanda e da Frísia Ocidental concederam permissão a Locatelli para imprimir sua própria música e vendê-la de casa. Além de vender suas composições, ele também vendia livros que adquirira de toda a Europa. Como compositor e comerciante, ele foi capaz de se sustentar. 

Dada a sua riqueza quando ele morreu uma enorme biblioteca foi descoberta em sua casa com mais de mil documentos que demonstra o interesse de Locatelli na literatura e ciência. Todas estas coisas, bem como seus instrumentos e muito mais, foram leiloadas em agosto de 1765.

Aproveite!


quinta-feira, 17 de maio de 2018

CARULLI


Ferdinando Maria Meinrado Francesco Pascale Rosario Carulli nasceu em Nápoles no dia 9 de fevereiro de 1770, filho de um literato, Michele Carulli.

Foi um dos mais famosos compositores clássicos e violinistas da história, além de ser o autor do método completo para violão mais conhecido no mundo, o qual continua a ser usado.

Fernando Sor
Aprendeu muito cedo solfejo e teoria musical com um padre, que também era um músico amador. 

Teve o violoncelo como seu primeiro instrumento musical, até que aos vinte anos descobriu o violão e desenvolveu seu próprio estilo de tocar. Não há notícias de bons mestres de violão em Nápoles naquele tempo. No entanto, como observa Sávio em seu artigo sobre Carulli (Violão e Mestres nº 5): "Sem dúvida deve ter encontrado professores de pouca projeção que lhe ensinaram os primeiros passos no instrumento".

Carulli era um artista talentoso. Suas apresentações em Nápoles eram tão populares que logo iniciou turnê pela Europa.

Em 1.801, Carulli casou-se com a francesa Marie-Josephine Boyer com quem teve um filho, Gustavo. Anos mais tarde começou a compor em Milão, onde contribuiu com as publicações locais.

Visitou Paris pela primeira vez em 1808, tendo sido recebido com entusiasmo comparável àquele dispensado pelo público parisiense a Sor e a Giuliani. Como concertista, Carulli foi exímio. Na época a cidade era conhecida como a "capital mundial da música".

Gragnani
Estabeleceu-se em Paris pelo restante de sua vida e contribuiu para a fama e a popularidade do violão entre a classe rica parisiense.

Seus contemporâneos elogiaram, entre outras qualidades, sua execução ágil e fluente.

Também em Paris que se tornou seu próprio editor e publicou a maioria de suas obras, aquelas que ele considerava seguras, para a aceitação de outros editores e para o ensino técnico aos iniciantes, além de obras de outros violonistas proeminentes, incluindo Filippo Gragnani de quem era amigo e que mais tarde dedicou três duetos de violão para Carulli, entretanto acredita-se que uma grande parte de suas grandes obras nunca foi publicada.

Pierre Rene Lacote
Carulli foi um dos compositores mais prolíficos do seu tempo, e deixou mais de 300 obras que vão desde os "Solfejos com acompanhamento de violão", passando por concertos para violão e pequena orquestra, até um método para acompanhar o canto ao violão. 

Também compôs algumas peças para violão e piano com seu filho Gustavo. Ele escreveu obras para orquestra de câmara e outros conjuntos.

Carulli propôs mudanças na construção do violão. Com Pierre Rene Lacote, um luthier francês, elaborou mudanças no instrumento, melhorando sua sonoridade.
Violonistas clássicos gravaram muitas de suas obras. Indiscutivelmente a sua peça mais famosa é um dueto de violão e flauta, que foi gravada por Alexandre Lagoya e Jean-Pierre Rampal, embora o Duo Op.34 tenha alcançado fama na Grã-Bretanha como um tema cultuado da ficção científica em "The adventure game" (O Jogo de Aventura - 1980) na TV britânica. O Duo Op. 34 tem muitas versões, sendo a de Julian Bream e John Williams, a mais famosa.

Focado em peças simples, em 1825, Carulli escreveu seu método mundialmente famoso de violão clássico, "Harmonia aplicada ao violão". No momento da publicação, o método era muito popular e teve várias reedições.

Como didata, Carulli inova e seus estudos são ricos de musicalidade espontânea. A inclusão, no seu método, de duos para serem executados por professor e aluno, representa uma nova abordagem didática. 


Sendo o violão um instrumento autossuficiente, o instrumentista é, quase sempre, um solitário em sua arte e por isso a música de conjunto, além de melhorar seu senso rítmico e sua leitura à primeira vista, certamente lhe trará vantagens de ordem psicológica, tirando-o, ainda que ocasionalmente, de sua solidão quase que compulsória.

Escreveu um número considerável de duos para dois violões, alguns dos quais gozam de grande popularidade até em nossos dias. Os 24 estudos que se encontram em seu método são progressivos e excelentes para iniciar o aluno no aprendizado da dinâmica e do fraseado, bases de uma boa interpretação.

Na década de 1830, muitos violonistas europeus seguiram para Paris, aparentemente, "atraídos pela sua personalidade". Com tantos outros músicos em Paris, Carulli trabalhou mais com o ensino, e logo teve membros da nobreza parisiense entre seus alunos.


Carulli faleceu em 17 de fevereiro de 1.841.

Curiosidade:

Conheça um pouco de sua obra

quarta-feira, 9 de maio de 2018

MARCUS VIANA



Marcus Viana, nascido em Belo Horizonte no dia 13 de agosto de 1953, é um compositor e multi-instrumentista que desde a década de 70 desenvolve uma significativa produção musical, tanto no Brasil quanto no exterior. Filho de Sebastião Viana, um flautista e maestro que foi assistente e revisor das obras de Villa Lobos, recebeu no lar sua iniciação na música.
Sebastião Viana

Carl Flesch
Mesmo em contato com a música desde nascido, foi apenas aos 13 anos de idade que Marcus iniciou o estudo do violino, através do professor húngaro Gabor Buza, um discípulo de Carl Flesh.

Entre 1972 e 1973, Marcus viveu no estado norte-americano da Pensilvânia, participou da Orquestra Sinfônica de Harvertown coincidindo com o momento em que deu seus primeiros passos como compositor.

De volta ao Brasil, Marcus classifica-se como violinista titular da Sinfônica de Minas Gerais, lá permanecendo por sete anos. Ao mesmo tempo, incursa no rock progressivo, inspirado em bandas como Yes e outras que ao longo da década de 1970 atingiam seu auge. 

Ingressou na banda progressiva Saecvla Saecvlorvm, que contava com os também virtuosos Giácomo Lombardi (teclado e piano) e José Audísio (guitarras) e, posteriormente nas bandas Conclave dos Druidas e Ícaro.

Em 1979, fundou o grupo Sagrado Coração da Terra com a proposta de misturar vocal e instrumental sinfônico numa linha pop progressiva. 

A banda enfatizava questões ecológicas, ambientais e espirituais, proposta esta que até hoje rege a banda, que se tornou ícone do movimento progressivo nacional e internacional, embora desde meados dos anos 1990 divide sua importância com a carreira solo de Marcus, que atua como compositor de trilhas para TV, cinema, teatro, ballet e musicais infantis.

Nos anos 80, participou de tournées e gravações com Milton Nascimento e outros membros do “Clube da Esquina 2” como Beto Guedes, Lô Borges e Flavio Venturini.

Fundou sua própria gravadora, Sonhos & Sons, na primeira metade da década de 1990.

Fundou também a Transfônica Orkestra, grupo de música instrumental que funde elementos sinfônicos às raízes brasileiras e afro-ameríndios.


Seu trabalho paralelo aos grupos é reconhecido internacionalmente, expressando-se, por exemplo, com sua indicação ao Grammy Latino de 2001 pelo o disco Música das Esferas - Terra na categoria de "Melhor Álbum Instrumental Pop", um disco inspirado na natureza feito sem qualquer pretensão comercial.



Música de cura e esoterismo - O disco Terra é parte de uma série de álbuns sobre os elementos da natureza intitulada Música das Esferas. Os outros são: Canções do Éden, Acqua, Aere, Ignis. "Terra muda a frequência vibratória de um ambiente. Esse disco está sendo adotado por vários especialistas como música de cura, e é muito usado no meio holístico para meditação.''


Em 2007, voltou a atuar com os músicos Giácomo Lombardi e José Audísio na banda Saecvla saecvlorum, com nova formação, em um show na Praça do Papa, em Belo Horizonte – MG.

Um dos principais compositores da música instrumental brasileira, principalmente de trilhas sonoras para cinema e TV, com as quais alcançou projeção nacional. Marcus Viana é o músico brasileiro independente com maior número de CDs lançados no mercado nacional e internacional, com quase 50 títulos que vão desde música instrumental, MPB e trilhas sonoras passando pela música infantil, new age, clássica, contemporânea e rock progressivo.


Entre seus maiores sucessos para TV brasileira destacamos as trilhas compostas para as novelas “Pantanal”, “Ana Raio e Zé Trovão”, “Chiquinha Gonzaga”, “Terra Nostra”, “Aquarela do Brasil”, “O Clone” e “A Casa das Sete Mulheres” e para os filmes “Olga”, “Filhas do Vento” e “O Mundo em Duas Voltas”.


Criou uma distribuidora de música independente, a “Sonhos e Sons”, que hoje tem em seu catálogo mais de 300 títulos e congrega artistas brasileiros dos mais variados estilos musicais. A Sonhos e Sons é hoje distribuída na América do Norte, Europa e Ásia e aos poucos se firma como um dos grandes canais da música brasileira no exterior.

Para Marcus, a música é uma ferramenta de cura psíquica e emocional para o ser humano e seus planos para o futuro se inclinam nessa direção: a Pharmácia de Música e a Música das Esferas, projetos onde a arte e a ciência se unem para impulsionar nossa civilização a um novo patamar de consciência.

Relaxe!

quinta-feira, 3 de maio de 2018

AKHENATON



Amenófis era filho de Amenófis III, o nono rei da XVIII dinastia e da rainha Tiy, nasceu no ano de 1372 a.C. 

Amenófis III e Tiy
Cresceu no palácio de Malaqata, localizado a sul da cidade de Tebas. 

Durante o reinado do seu pai o Egito viveu uma era de paz, prosperidade e esplendor artístico. 

Não se sabe muito sobre a sua infância, dado que não era hábito entre os antigos Egípcios documentar a vida das crianças da família real. 

Ao que parece enquanto jovem era fisicamente débil, não lhe agradando as atividades relacionadas com a caça e o manejo de armas. 

Amenófis tinha sido criado para ser sacerdote do templo de Heliópolis, cidade do Baixo Egito que era o centro do culto do deus solar Rá. 

Nefertiti
O trono do Antigo Egito estava destinado ao seu irmão mais velho, o príncipe Tutmés, que era filho de Amenófis III com Giluchipa, uma esposa secundária filha do rei de Mitanni.

Todavia, Tutmés morreu antes do ano 30 do reinado do pai (possivelmente no ano 26) e Amenófis tornou-se herdeiro do trono.

Amenófis IV governou o Egito Antigo entre os anos de 1352 a.C. e 1336 a.C. Foi casado com Nefertiti, que, segundo historiadores, teve grande influência política no reinado do faraó.

No ano 5 do seu reinado o jovem rei decide mudar de nome. De Amen-hotep, nome que significa "Amon está satisfeito" muda para Akhenaton que significa "o espírito atuante de Aton", o que representou o seu repúdio ao deus Amon. 

O rei declarou-se também filho e profeta de Aton, uma divindade representada como um disco solar.

Passou para a história como aquele que fez importantes transformações sociais no Egito, além de ter realizado uma reforma no campo religioso. 

Tutancamon
É considerado o primeiro reformador religioso da história da humanidade, pode ser considerado o criador da ideia do Monoteísmo.

Faleceu no ano de 1336 a.C. Com sua morte, as reformas consideradas impopulares, a obrigação de culto e adoração a um único deus e a reforma religiosa realizada duraram até o início do reinado do faraó Tutancâmon (filho de Akhenaton). 

Os sacerdotes egípcios, que tinham muito poder, retomaram o politeísmo e o culto aos vários deuses do panteão egípcio.

Fontes:sua pesquisa e wikipedia


Um dos compositores mais influentes do final do século XX, Philip Glass descreve-se como um compositor de “música com estruturas repetitivas”.

Philip Glass

A música composta por Philip Glass (31/01/1937 Baltimore, EUA) e o texto vocal extraído de fontes originais por Shalom Goldman. 
Shalom Goldman

O Libretto de Philip Glass com colaboração de Shalom Goldman, Robert Israel e Richard Riddell. Akhnaten é uma ópera em três atos baseados na vida e convicções religiosas do Faraó Akhenaton (Amenhotep IV), a ópera foi escrita em 1983. 

Teve sua estréia mundial em 24 de março de 1984 no Staatstheater Stuttgart, Alemanha.

O texto da ópera, retirado de fontes originais, é cantado nas línguas originais (egípcio, arcadiano, hebraico e linguagem do público), vinculado com o comentário de um narrador em uma linguagem moderna, como inglês ou alemão.

Os textos egípcios do período são tirados de um poema do próprio Akhenaton do Livro dos Mortos e de extratos de decretos e cartas do período de dezessete anos do governo de Akhenaton. 


O Hino de Akhnaten para o Sol é cantado na língua da audiência (faixa 10). Música e músicos de altíssima qualidade muito inspirados, logo no início (faixa 03) temos cerca de 9 minutos ininterruptos com as batidas de tambores (incrível o ritmo perfeito e agressivo em toda a cena). Gosto muito desta ópera moderna, recomendo sem medo.

A ópera é dividida em três atos:

Ato 1: Ano 1 do reinado de Akhnaten em Tebas
Tebas, 1370 a.C.

Prelúdio, verso 1, verso 2, verso 3
As cordas iniciam a ópera dando um clima místico. O escriba recita textos funerários das pirâmides. “Aberto são as portas duplas do horizonte, desbloqueadas estão suas trancas”.

Cena 1: Funeral do pai de Akhnaten - Amenhotep III
A cena apresenta o funeral do pai de Akhenaton, Amanhotep III. Como ponto de partida do trabalho, representa o momento histórico imediatamente anterior ao “período de Amarna” ou ao reino de Akhenaton Ele retrata a sociedade em que as reformas de Akhenaton foram realizadas (reformas tão extremas que pode ser chamado de revolucionário). A ação da cena se concentra nos ritos funerários do Novo Reino da XVIII dinastia. Eles são dominados pelos sacerdotes de Ammon e aparecem como rituais de caráter extraordinariamente tradicional, derivada do livro egípcio dos mortos. A procissão do funeral entra na cena liderado por dois bateristas e seguido por um pequeno grupo de sacerdotes Ammone que era dele O tempo é precedido por Aye (pai de Nefertiti, conselheiro do faraó falecido e do futuro Faraó). Aye e um pequeno coro masculino cantam um hino funerário em egípcio. A música é basicamente uma marcha, e cresce até a intensidade de êxtase no final.

Cena 2: A Coroação de Akhnaten
Após uma longa introdução orquestral, durante a qual Akhnaten aparece, anunciada por uma trombeta solo, o Sumo Sacerdote, Aye e Horemhab cantam um texto ritual. Depois disso, o Narrador recita uma lista de títulos reais concedidos a Akhnaten, enquanto ele é coroado. Após a coroação, o coro repete o texto ritual desde o início da cena.

Cena 3: A janela
Depois de uma introdução dominada por sinos tubulares, Akhnaten canta um louvor ao Criador (em egípcio) na janela de aparições públicas. Esta é a primeira vez que ele canta, depois de já estar no palco há 20 minutos (e 40 minutos para a ópera) e o efeito de sua voz, contratenor,é surpreendente. Ele é acompanhado por Nefertiti, que na verdade canta notas mais baixas do que ele, e mais tarde pela Rainha Tye, cuja soprano sobe bem acima das vozes entrelaçadas do casal real.

Ato 2: Anos 5 a 15 em Tebas e Akhetaten

Cena 1: o templo
A cena abre com o Sumo Sacerdote e um grupo de sacerdotes cantando um hino para Amun, deus principal da velha ordem, em seu templo. A música torna-se cada vez mais dramática, já que Akhnaten, juntamente com a Rainha Tye e seus seguidores, ataca o templo. Esta cena tem apenas um canto sem palavras. As harmonias crescem muito cromáticas. O telhado do templo é removido e o sol deus que os raios de Aten invadem o templo, terminando assim o reinado de Amun e sentando os alicerces para o culto do único deus Aten.

Cena 2: Akhnaten e Nefertiti
Dois solistas introduzem um “tema do amor”. Acompanhado por um trombone solo o Narrator recita um poema parecido com a oração ao deus do sol. As cordas suavemente assumem a música, e o mesmo poema é recitado de novo, desta vez como um poema de amor de Akhnaten para Nefertiti. Então Akhnaten e Nefertiti cantam o mesmo texto um para o outro (em egípcio), como um dueto de amor íntimo. Depois de um tempo, a trombeta associada a Akhnaten se junta a eles como a voz mais alta, transformando o duo em um trio.

Cena 3: A Cidade – Dança
O Narrador fala um texto tirado das pedras da nova capital do império, Akhet-Aten (The Horizon of Aten), descrevendo a construção da cidade, com espaços grandes e cheios de luz. Depois de uma fanfarra de bronze, a conclusão da cidade é celebrada em uma dança alegre, contrastando com a música ritual e ritual com a qual este ato começou. (Na estréia de Stuttgart, a dança realmente descreveu a construção da cidade)

Cena 4: Hino
O que agora segue é um hino ao único deus Aten, uma longa ária de Akhnaten. É excelente, pois é o único texto cantado na linguagem da platéia, louvando o sol dando vida a tudo. Após a aria, um coro fora do palco canta o Salmo 104 em hebraico, datando cerca de 400 anos depois, que tem fortes semelhanças com o Hino de Akhnaten, enfatizando assim Akhnaten como o primeiro fundador de uma religião monoteísta.

Ato 3: Ano 17 e presente
Akhnaten, 1358aC

Cena 1: a família
Dois oboe d’amore interpretam o “tema do amor” do ato 2. Akhnaten, Nefertiti e suas seis filhas, cantam sem palavras em contemplação, são alheios ao que acontece fora do palácio. À medida que a música muda o Narrador lê cartas de vassalos sírios, pedindo ajuda contra seus inimigos. Como o rei não manda tropas, sua terra está sendo apreendida e saqueada por seus inimigos. A cena se concentra novamente em Akhnaten e sua família, ainda inconsciente do país se destruindo.

Cena 2: Ataque e Queda da Cidade
Horemhab, Aye e o Sumo Sacerdote de Aten começam a instigar as pessoas (coro), cantando parte das cartas do vassalo até que finalmente o palácio seja atacado, a família real morreu e a cidade do sol destruída .

Cena 3: as ruínas
A música do início da ópera retorna. O escriba recita uma inscrição no túmulo de Aye, louvando a morte do “herege” e o novo reinado dos deuses antigos. Ele então descreve a restauração do templo de Amun pelo filho de Akhnaten, Tutenkhamun. A música Prelúdio cresce e a cena se move para o atual Egito, para as ruínas de Amarna, a antiga capital Akhet-Aton. O Narrador aparece como um guia turístico moderno e fala um texto de um guia, descrevendo as ruínas. “Não resta nada desta gloriosa cidade de templos e palácios”.

Cena 4: Epílogo
Os fantasmas de Akhnaten, Nefertiti e Rainha Tye aparecem, cantando sem palavras entre as ruínas. A procissão fúnebre do início da ópera aparece no horizonte, e eles se juntam a ela.


Act I: Year 1 of Akhnaten’s Reign – Thebes
1. Prelude: Refrain, Verse 1, Verse 2 10:44
2. Prelude: Verse 3 0:40
3. Scene 1: Funeral of Amenhotep III 8:59
4. Scene 2: The Coronation of Akhnaten 17:15
5. Scene 3: The Window of Appearances 9:03

Act II: Years 5 to 15 – Thebes and Akhetaten
6. Scene 1: The Temple 12:47
7. Scene 2: Akhnaten and Nefertiti 10:10
8. Scene 3: The City 2:30
9. Scene 3: Dance 5:10
10. Scene 4: Hymn 13:35

Act III: Year 17 and the Present – Akhetaten
11. Scene 1: The Family 11:36
12. Scene 2: Attack and Fall 7:43
13. Scene 3: The Ruins 7:28
14. Scene 4: Epilogue 10:37

Akhnaten – Paul Esswood
Paul Esswood
Neferetiti – Milagro Vargas

Queen Tye – Melinda Liebermann
Horemhab – Tero Hannula
Amon High Priest – Helmut Holzapfel
Aye – Cornelius Hauptmann
Scribe – David Warrilow
Dennis Russel Davies e Philip Glass

The Stuttgart State Opera Orchestra & Chorus
Dennis Russel Davies – Maestro

Texto copiado do blog - PQPBACH

Ouça sem parcimônia!