quinta-feira, 5 de maio de 2016

Yo-Yo Ma


Hiao-Tsiun Ma
Yo-Yo Ma, nascido em 07 de Outubro de 1955, é um músico norte-americano nascido na França, de origem chinesa, considerado um dos melhores violoncelistas da história.

Yo-Yo Ma nasceu numa família de origem chinesa com forte influência musical. Sua mãe, Marina Lu, era cantora, e seu pai, Hiao-Tsiun Ma, era maestro, violinista e compositor. 

Yo-Yo Ma começou estudando violino e depois viola, antes de se interessar pelo violoncelo, instrumento que começou a manipular aos quatro anos de idade, com seu pai. 

Depois de um primeiro concerto em Paris, aos seis anos de idade, a família de Yo-Yo Ma se muda para Nova York.


Leonard Rose
Yo-Yo Ma era uma criança prodígio, tendo aparecido na televisão norte-americana com oito anos de idade, em um concerto conduzido por Leonard Bernstein. 

Ele entrou para a Juilliard School (na qual tinha aulas com Leonard Rose), e passou um semestre estudando na Universidade de Columbia antes de se matricular na Universidade de Harvard, mas se questionava sobre se valeria a pena continuar a estudar até que, nos anos 70, o estilo de Pablo Casals o inspirou. 

Myung-Whun Chung
Retorna à França para tocar com a Orquestra Nacional da França e com a Orquestra de Paris, sob a direção de Myung-Whun Chung.


Já desde sua infância e adolescência, Yo-Yo Ma possuía uma fama bastante estável e havia tocado com algumas das melhores orquestras do mundo.

Suas gravações e interpretações das Suítes para violoncelo solo de Johann Sebastian Bach são particularmente aclamadas.



Yo-Yo e sua irmã


Sua irmã mais velha, Yeou-Cheng Ma, também nascida em Paris, é violinista e junto com Yo-Yo coordena um projeto chamado Children’s Orchestra Society (COS) em Long Island, nos EUA.







Em 1978, Yo-Yo Ma se casou com a violinista Jill Hornor. Eles têm dois filhos, Nicholas e Emily. 

Foto de família
Em janeiro de 2006, Yo-Yo Ma recebeu o título de Mensageiro da Paz ONU, a exemplo de vários outros músicos.

Ele foi premiado com a Medalha Nacional de Artes em 2001, [3] Medalha Presidencial da Liberdade em 2011, e o Polar Music Prize em 2012.
Silk Road Project
Atualmente, Yo-Yo Ma toca com o Silk Road Project, que visa juntar músicos de vários lugares do mundo de países pelos quais passava a histórica Rota da Seda. 


Além de gravações do repertório clássico padrão, ele gravou uma grande variedade de música popular, como blues de raiz norte americano “bluegrass”, melodias tradicionais chineses, os tangos de Astor Piazzolla, e música brasileira. Ele também colaborou com o cantor de jazz Bobby McFerrin.


Apresento aqui o álbum Yo-Yo Ma plays Ennio Morricone de 2004 com gravações de várias trilhas sonoras de filmes de Morricone interpretadas pelo violoncelista e produzido pelo próprio Ennio Morricone
Ennio Morricone

O álbum foi gravado com a Roma Sinfonietta Orchestra e com Gilda Buttà no piano. Morricone foi o responsável também pela orquestração e regência. O disco foi lançado em 28 de setembro de 2004.
Gilda Buttà

O álbum ficou 105 semanas na parada de álbuns clássicos Billboard Top.
As canções apresentadas são:

The Mission

"Gabriel's Oboe"
"The Mission: The Falls"

Giuseppe Tornatore Suite
"The Legend of 1900: Playing Love"
"Cinema Paradiso: Nostalgia"
"Cinema Paradiso: Looking for You"
"Malèna: Main Theme"
"A Pure Formality: Main Theme"

Sergio Leone Suite
"Once Upon a Time in America: Deborah's Theme"
"Once Upon a Time in America: Cockeye's Song"
"Once Upon a Time in America: Main Theme"
"Once Upon a Time in the West: Main Theme"
"The Good, the Bad, and the Ugly: Ecstasy of Gold"

Brian De Palma Suite
"Casualties of War: Main Theme"
"The Untouchables: Death Theme"

Moses and Marco Polo Suite
"Moses: Journey"
"Moses: Main Theme"
"Marco Polo: Main Theme"

The Lady Caliph
"Dinner"
"Nocturne"

Cello & Piano
Legend of 1900 - Playing Love
The Mission - Gabriel's Oboe

quarta-feira, 27 de abril de 2016

BY THE THROAT

Ben Frost

Nascido em 1980, Ben Frost é um compositor e produtor australiano, radicado em Reykjavík, Islândia. Frost compõe música minimalista, instrumental e experimental, com influências que abrangem do minimalismo clássico ao punk rock e black metal.

Capas dos álbuns Steel Wound, School of Emotional Engineering, Theory of Machines e Aurora (da esquerda para direita)

Dentre seus álbuns destacam-se: Steel Wound (2003), School of Emotional Engineering (2004), Theory of Machines (2007), By The Throat (2009), Sólaris (2011) em parceria com Daniel Bjarnason, e Aurora (2014).
Capa do álbum Sólaris - com Daniel Bjarnason
Ele é colaborador dos seguintes grupos de dança:
- Companhia de Dança Contemporânea de Chunky Move,
- Companhia de Dança Islandesa, e;
- Com o coreógrafo britânico Wayne McGregor.

O que irei destacar foi o disco que me fez conhecer este compositor, trata-se do álbum By the Throat de 2009, uma obra atemorizadora, angustiante e claustrofóbica. O som dos lobos é impressionante. Não é para todos os ouvidos. A faixa cinco traz uma dúvida: se está defeituosa ou se é proposital, é proposital. Algumas vezes nos remete a Vangelis, outras Angelo Badalamenti em TWIN PEAKS, outros momentos lembra Brian Eno, mas a obra completa fala por si só. A partir deste ponto vou recorrer ao texto que me apresentou este álbum escrito por Luke D. Chevalier no blog PQPBACH


BY THE THROAT – por Luke D. Chevalier
Muitas obras musicais são caixinhas de surpresa de sentimentos: felicidade, melancolia, nostalgia, tristeza, raiva, euforia, entre outros. A maioria se situa entre a felicidade, que geralmente (mas nem sempre) está atrelada aos tons maiores (ré maior, fá maior, etc.) e a tristeza (ré menor, dó menor, etc.).
Se navegarmos pelas músicas do período clássico e romântico, é muito fácil identificar os sentimentos da música em algum lugar entre esses dois polos, felicidade e tristeza. Na virada para o século XX, isso fica mais difícil entre os românticos tardios. No início do século XX, os compositores modernos nos deleitam com novos sentimentos até então pouco explorados, o suspense na Sagração de Stravinsky, e não bem um sentimento, mas imagens nostálgicas, nas obras de Debussy.
Mas o que até então eu nunca tinha experimentado, embora trilhas sonoras de filmes já tenham chegado perto, é terror. Terror no sentido mais puro da palavra, terror de verdade, da morte, da dor, uma mistura de medo e desespero em algo muito pior. Isso puramente a partir da música, não da mistura de sensações que os filmes nos trazem.

Ben Frost

BY THE THROAT, lançado em 2009, pelo compositor e produtor musical Ben Frost, que apesar de ser australiano, vive na Islândia, é uma experiência musical ímpar. Este álbum une a beleza de uma melodia levemente nostálgica com o terror de um ambiente criado pela música.
Um internauta descreveu soberbamente essa experiência auditiva:
“(…)And with this latest [album], the chills rise up my spine and hold me, in perpetual, electric shock. The cover art alone puts into my mind the images of my final moments, lying naked on the snow, steam rising from the breath of a hungry wolf, his teeth sunk into my throat. And the track titles do not let up. Through The Glass Of The Roof, Through The Roof Of Your Mouth, Through The Mouth Of Your Eye. And the music? Dark grinding metallic strings scratched through distorted pads, deep breaths, growls, and choking melodies. The intensity of the bass and guitar riffs create instant goose bumps, tickling the inside of my ears, and clawing at my chest. White knuckled at the seat, I think I accidentally scratched a healing scab off of my back and now I’m bleeding through this white collar shirt, the tie restricting my cries. Let me out! I’ve heard some dark and terrifying ambiance in my lifetime, but Frost’s onslaught is incredible(…)”
Recomendo que os senhores ouçam sozinhos, em casa e principalmente, no escuro. Como diz no final de seu comentário o ouvinte que citei acima, após terminar, vocês vão desejar voltar à sentir a angústia da melodia do piano, e o terror de toda essa experiência.

Ben Frost (1980): BY THE THROAT
01 Killshot
02 The Carpathians
03 Ó God Protect Me
04 Híbakúsja
05 Untitled Transient
06 Peter Venkman Part I
07 Peter Venkman Part II
08 Leo Needs A New Pair Of Shoes
09 Through The Glass Of The Roof
10 Through The Roof Of Your Mouth
11 Through The Mouth Of Your Eye

O álbum é produzido pelo próprio músico e por Valgeir Sigurdsson.
Valgeir Sigurdsson

Os músicos participantes são:


Nico Muhly – cravo e piano; Jeremy Gara – Percussão; Russell Fawcus – Cordas;


Quarteto Amiina - Cordas; Borgar Magnason – Baixo;


Paul Corley – Percussão e Programações e Sam Amidon - Cordas

quinta-feira, 21 de abril de 2016

THE MASONICS

Uma postagem diferente para o feriado de Tiradentes.



Conheci recentemente em um dos vários blogs que visito a banda THE MASONICS, sugestivo esse nome.

O encontro foi no blog Lágrima Psicodélica (http://lagrimapsicodelica3.blogspot.com.br/2016/03/the-masonics.html), onde consta a seguinte descrição:

“Banda inglesa que tem sua sonoridade voltada ao garage-rock, R&Blues, Punk, com poderosos instrumentais entrelaçados por baladas beat. Para variar, não são divulgados por aqui. À pedidos do blogueiro Skin”. E dispõe os links para vários discos dos rapazes.

Fiz o download de todos, e gostei do que ouvi, assim decidi compartilhar a título de curiosidade algumas faixas.

Antes pesquisei um pouco sobre eles... 

São originários de Rochester e Londres. Com influências musicais de The Kinks, The Beatles, Bo Didley, Chuck Berry dentre outros.


A banda é formada atualmente por:

- Mickey Hampshire: Guitarra e Voz
- John Gibbs: Baixo e
- Bruce Brand: Bateria.

Em alguns discos há uma mulher entre eles: Miss Ludella Black.

Já participaram da banda outros quatro baixistas:
Liam Watson, Johnny Barker, Johnny Johnson e Nick Brown.

No FanPage no Facebook da banda eles se apresentam da seguinte maneira:

- MICK (the Milk) HAMPSHIRE: yelping, crooning, cheesewire disassembly and guitaring.
- JOHN (Fist of Fury) GIBBS: pounding, debassing and caterwauling.
- BRUCE (Bash) BRAND: thwacking, tubthumping and traprattling, with the odd bit of squealing and squawking.

Miss LUDELLA BLACK: Occasional honorary superstar girl type all-singing facesaver.

DISCOGRAFIA:
ALBUMS:


1991 - THE MASONICS 
1998 - SILENTLY BY NIGHT
2003 - THE MASONIC MACHINE TURNS ON YOU!


1998 - DOWN AMONG THE DEAD MEN
2004 - LIVE IN LONDON
2005 - OUTSIDE, LOOKING IN


2007 - ROYAL & ANCIENT
2009 - FROM THE TEMPLE VAULTS
2011 - IN YOUR NIGHT OF DREAMS AND OTHER FOREBODING PLEASURES


SINGLES & EPs:


1994 - Empty Shell Of A Man/You Just Dont Care/Tell That To A Hungry Man/Why Did She Have To Go (Wonderlamp)
1995 -In A Mans Heart/Hey Calinda / She Cut Me To The Bone
1995 - Mumbo Jumbo/Good Or Bad Don’t Complain/Creature Called Doubt
1997 - The Earl Of Hell/Upside Down Man / Never So Sad


2005 - Skull Of A Man (featuring Miss Ludella Black)
2006 - When You Cry At Night / Where's Johnny Moped Now?

2009 - Sometimes Friend (feat. Ludella Black) / Hungry Monkey


quarta-feira, 13 de abril de 2016

GEORG ANTON BENDA

GEORG ANTON BENDA, cujo nome original era Jiří Antonín Benda, foi um compositor, violinista e mestre de capela do período clássico, amplamente admirado durante a sua vida. Tem como data de batismo o dia 30 de junho de 1722. Nascido em Staré Benátky, na Bohemia, atual República Tcheca.
Franz Benda
Foi o quarto dos seis filhos de Jan Jiří Benda, músico e tecelão de linho, e Dorota Brixi, descendente de uma família de músicos bem conhecidos, ele e František Benda, o mais velho, foram os mais famosos dentre todos os irmãos.
Seus outros irmãos são: Jan Jiří Benda, Viktor Benda, Josef Benda e Anna Františka Hatašová, sendo os dois últimos mais novos que Georg.
Foi iniciado na música com o seu pai. Estudou no Piarist Gymnasium (escola secundária) em Kosmanos e posteriormente foi seminarista no Jesuit Gymnasium em Gitschin de 1739 a 1742, que era conhecido por sua intensa música vocal e instrumental, retórica, e, especialmente, o seu teatro.

Aos dezenove anos, se juntou aos demais membros da família que estavam em Berlim, na corte de Frederico, o Grande, da Prússia, um amante da música, que lhe concedeu o título de segundo violinista na Capela de Berlim. No ano seguinte, a convite de seu irmão mais velho, Franz foi para Potsdam onde trabalharia como compositor e arranjador. 
Friedrich III
Em 1750, recebeu o cargo de Mestre de Capela na Corte de Friedrich III, Duque de Saxe-Gotha, permaneceu no cargo por trinta anos, foi onde ele desenvolveu o seu talento para a composição, especializando-se em música instrumental e religiosa. O clero local proibia qualquer ideia de formar um teatro musical, exceção feita para o aniversário da Duquesa Luisa Dorotea em 1765, ocasião em que escreveu sua primeira ópera Xindo reconnosciuto.
Com o sucesso desta obra e vários pequenos intermezzos que compôs, O Duque concedeu-lhe uma bolsa para que estudasse na Itália, onde teve contato com vários compositores de ópera da época, influenciando assim o seu estilo de composição, no seu retorno dedicou-se à composição de óperas populares.
Como um membro da orquestra da corte, ele aprendeu as composições de Johann Joachim Quantz.
Com a morte da duquesa em 1767 e do próprio Duque em 1772, passou a prestar serviços ao sucessor Duque Ernst II, a partir dai começa a escrever um novo estilo que fundia o drama falado com a música.
Esta foi sua contribuição mais importante, o desenvolvimento dos melodramas alemães, uma forma de entretenimento musical que influenciou Mozart. O (das) Melodram, um recurso dramatúrgico-musical em meio à ópera, designando um trecho ou cena em que há execução falada do texto com acompanhamento simultâneo de música instrumental.
Casou-se e teve cinco filhos, todos com talento musical, destacando-se Friedrich Ludwig Benda. Os demais foram Heinrich, Catharina Justina, Hermann Christian, Carl Ernst Eberhard.
Em 1774, o diretor da companhia teatral Abel Seyler chegou a Gotha, e encomendou alguns melodramas, incluindo Ariadne auf Naxos, Medea e Pygmalion. Ariadne auf Naxos é considerado seu melhor trabalho. 
Johann Christian Brandes

Com texto de Johann Christian Brandes (1722-1795) e música incidental de Benda. Diferente da ópera homônima de Richard Strauss, essa peça setecentista é um duodrama (obra teatral para dois personagens) que havia sido escrito entre 1772 e 1773, recebendo alguns poucos números musicais de Anton Schweitzer (1735-1787), mas teve sua música finalizada Benda, que compôs claros acompanhamentos simultâneos a alguns dos trechos falados. Na sua estreia em 1775, a ópera recebeu críticas entusiasmadas na Alemanha e depois, em toda a Europa, com os críticos de música chamando a atenção para a sua originalidade, doçura, e execução engenhosa. Logo começou a ser imitado. Ao mesmo tempo, Benda ganhou uma reputação como compositor de Singspiel (um subgênero alemão da ópera), tornando-se o compositor mais popular do gênero do tempo. A disputa com a rival Anton Schweitzer o levou a renunciar ao posto de Kappeldirector que o Ernest II havia lhe concedido, e deixar Gotha, viajando por um ano para Hamburgo e Viena.

Além disso, ele escreveu muitas peças instrumentais, incluindo sinfonias e algumas sonatinas.
Jean Jacques Rousseau
Os melodramas nasceram da ideia de alternância entre a música e a palavra falada, influencia de J. J. Rousseau, tanto em termos práticos e artisticamente. Rousseau queria que a música criasse uma base para o discurso do ator, Benda tinha como requisito básico a veracidade dramática - ele queria criar um novo drama musical.

Também escreveu músicas para rituais maçônicos, Benda foi iniciado maçom e membro da Loge Archimedes zu den drei Reissbrettern em Altenburg

Fama crescente provocada por seus melodramas permitiu-lhe visitar vários centros musicais, como Paris, em 1781- onde estreou sua opereta Romeu e Julieta, uma versão com final feliz, e Mannheim em 1787, onde formalmente se aposenta. Seu último trabalho, ironicamente, é uma cantata intitulada Bendas Klagen (Lamentações) de 1792.
Estabeleceu-se na pequena aldeia de Köstritz na atual Alemanha, aonde aos 73 anos de idade, no dia 06 de Novembro de 1795, veio a falecer, deixando seu filho, Friedrich Ludwig Benda (1752-1796), que continuou a tradição musical familiar, servindo como diretor musical em Hamburgo e mais tarde em Mecklenburg, antes de finalmente se tornar o concertino em Königsberg. Ele morreu menos de um ano depois de seu pai.
Benda foi uma das pessoas mais famosas no final século 18, compositor conhecido principalmente por sua música sacra e inovações no teatro musical. Em seus melodramas, em particular, pode-se notar uma sensibilidade harmônica e melódica que faz ressaltar o texto. Seus singspiels são mais complexos e tom sério é frequentemente muito mais progressista do que em trabalhos semelhantes feitos por Johann Adam Hiller. Sua música instrumental é tranquila ainda mantendo elementos do estilo galante, com temas sequenciados e motivos rítmicos curtos.

Sua obra inclui:
- 13 óperas (incluindo música incidental e duodramas);
- 166 cantatas (Principalmente Luterana);
- duas missas;
- um oratório;
- seis cantatas seculares;
- cerca de 25 canções;
- 30 sinfonias;
- 23 concertos (principalmente de violino e cravo);
- 54 sonatas para teclados sonatas;
- várias outras sonatas para violino e flauta;
- também um grande número de obras para teclado.


Alguns de seus descentes ainda hoje são atuantes no meio musical europeu, observe o nome do regente da Prague Chamber Orchestra - Christian Benda.


Para ouvir e baixar algumas de suas obras, clique aqui.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

KRUMPHOLTZ

Jean-Baptiste Krumpholz, versão francesa para o nome de Jan Křtitel Krumpholtz, compositor e harpista nascido em 08 de Maio de 1742 em Budenice, nas proximidades de Zlonice, na região da Boêmia Central, na atual República Tcheca, sua família era musical, sua mãe era harpista e seu pai, Jan, era oboísta e maestro militar que servia a um regimento francês.
Algumas fontes alteram a data para o dia 05 de Agosto de 1747 e local de nascimento sendo Praga.
O pequeno Jean cresceu na França e ali aprendeu com o seu pai a tocar trompa, violino e viola, o garoto queria ter aulas de composição e principalmente harpa. O seu primeiro professor foi M. Saladin.
Para seu desenvolvimento musical foi estudar em Paris, aos catorze anos de idade, com Christian Hochbrucker, sobrinho do inventor do sistema de pedais do instrumento, Jacob Hochbrucker. Posteriormente mudou-se para Lile na tentativa frustrada de estudar composição, após cinco anos, sobrevivendo à custa de tocar trompa retornou a Praga.
Georg Christoph Wagenseil
Viajou para Viena e lá, motivado pelas tentativas de ter aulas com Georg Christoph Wagenseil, escreveu o seu primeiro concerto para harpa, auxiliado na pontuação por seu compatriota Václav Pichl. A apresentação da peça em Julho de 1773, na Corte do Conde Esterházy impressionou Joseph Haydn que se predispôs a tê-lo como aluno, e músico na corte, Jean Baptiste permaneceu durante três anos. Decidiu então seguir com uma série de apresentações por algumas cidades europeias tais como: Leipzig, Frankfurt e por fim Paris.
Em 1776, no verão, conheceu em Metz suas duas futuras esposas, na oficina de cravo de Simon Gilbert nas proximidades da Catedral de St. Etienne, Marguerite filha de Gilbert com quem se casou. Em 14 de Fevereiro de 1777, o casal chega a Paris e trazendo com eles a filha de um marceneiro da oficina, então com dez anos, Anne-Marie Stecker, uma brilhante harpista.
Dussek
A Paris era naquela época o centro de desenvolvimento da harpa, afinal Marie Antoniette era também harpista. Jean logo se tornou conhecido por seu talento como harpista, compositor, professor e inventor. Krumpholtz empreendeu uma carreira de concertista intensa, apoiado pelo ensino e composição. Suas obras, dedicadas à aristocracia, foram publicados em sua maioria pelos editores Cousineau e Nadermann. Krumpholtz e Nadermann, eram vizinhos na Rue de l'Argenteuil, também Dussek e Mozart, residiam nas proximidades.
Krumpholtz ensinou harpa Mademoiselle de Guines, dedicando a ela Douze préludes et petits airs . Op. 2, no mesmo ano Mozart escreveu o Concerto para flauta e harpa K299 também dedicado a mesma mulher.
Mozart
A jovem aluna de Krumpholtz, Anne-Marie Steckler fazia progressos. Com treze anos, no dia 13 de Dezembro de 1779, ela tocou antes Marie Antoinette no Spirituel. Em 1781, era considerada "um talento extraordinário" e "um fenômeno", ela tocou os cinco concertos em sua cidade natal de Metz. Marguerite Krumpholtz, sua primeira esposa, tinha morreu em trabalho de parto em Paris, no início de Janeiro de 1783.
Pouco tempo depois, no dia 26 de Fevereiro de 1783, Jean-Baptiste Krumpholtz casou com Anne-Marie Steckler. Ela tinha dezesseis anos, ele trinta e seis anos, apenas um ano mais novo do que o pai da jovem musicista, aquilo foi um escândalo. Apresentando-se como Madame Krumpholtz-Steckler, ela desafiou a convenção, tocando em público grávida de oito meses, atraindo comentários negativos da imprensa.
Seu primeiro filho, Louis-Armand-Jean-Baptiste, nasceu em novembro de 1783, seguido por Charlotte-Esprit em 1785 e Antoine-Philippe em 1787. Todas as crianças foram batizadas na igreja paroquial de St Roch.

Ele desenvolveu diversas melhorias e adaptações para ajudar as mudanças dinâmicas, meticulosamente indicados na partitura, inventou o mecanismo para um pedal adicional com função de amortecedor para aplicar a harpa. Ainda insatisfeito na harpa mecânica geral, os luthiers Nadermann, Beaumarchais e Erard. Suas invenções foram finalmente aprovados pela Académie des Sciences et des Arts em Paris, em 1787.
Em 1788, quando Anne-Marie deixa Krumpholtz sozinho em Paris que ele escreve algumas frases sobre sua vida triste. No final de sua curta autobiografia, publicada postumamente, há uma nota do curador, Jean-Marie Plane, estudante Krumpholtz: "ser uma vítima da inveja que o deixou sem fôlego, ele passou o fim do amor à devoção. A má sorte que havia perseguido tanto tempo convenceu-o a escolher como um guia um padre fanático e ignorante, cujos conselhos inúteis, em vez de tranquilizar a sua alma perturbada, só serviu para exacerbar suas dúvidas. Com o início da Revolução Francesa, este evento, que teve lugar diante de seus olhos, que acabou confundindo o seu pobre cérebro. No final, não foi capaz de suportar o fardo de seus problemas, encerrando a sua vida".
Ponte Neuf pintada por Raguenet
Krumpholtz cometeu suicídio 19 de fevereiro de 1790, saltando do parapeito do Pont-Neuf e morrendo afogado no rio Sena.
Ele tinha um irmão mais novo chamado Wenzel que foi compositor violinista e bandolinista. Um dos primeiros a apoiar Beethoven.
Sua obra consta de 52 sonatas, 6 concertos e vários prelúdios e variações para harpa, compôs também duetos e quartetos, além de 4 sonatas para harpa, 2 para violinos, 2 trompas e violoncelo.

Ele foi iniciado em Paris na Loja Saint-Jean d’Écosse.


quinta-feira, 31 de março de 2016

VIOTTI


Área destacada: Piemonte
Giovanni Battista Viotti, nascido em Fontanetto Po no Reino da Sardenha, hoje província de Vercelli, Piemonte, Itália, no dia 12 de maio de 1755 foi um compositor, maestro e violinista e produtor teatral. Reconhecido por seu virtuosismo.

Sua família era de origem humilde, seu talento musical precoce advém do interesse de seu pai, Felice Viotti, casado com Madalena Milan, um ferreiro e músico amador, que realizava noites musicais na casa da família, tocando trompa, com ele Giovanni deu os primeiros passos de sua formação.

Convidado a participar de um festival religioso em 1766 em Strambino, foi notado pelo bispo, Dom Francesco Rora, que o aconselhou a mudar-se para Turim para estudar na casa da Marquesa de Voghera.

Gaetano Pugnani
Revelando talento musical desde cedo, foi recebido pelo príncipe Alfonso dal Pozzo della Cisterna em Turim onde recebeu uma educação musical que o preparou para ser um aluno de Gaetano Pugnani passou um importante legado cultural para o jovem João Batista, especialmente para a predileção por um tratamento violino particularmente expressivo. 

A primeira atribuição profissional de Viotti remonta à temporada 1773-1774, em que aparece entre os violinos da orquestra do Teatro Regio. Serviu na corte de Savoia, pelo período de 1773 a 1780, Gaetano Pugnani, mestre de Viotti, o levou em uma turnê européia em 1780, tocando pela primeira vez em Genebra e Berna. Com os concertos realizados na Suíça, e estimulado pela fama obtida, Viotti decide continuar a viagem, atuando em Dresden uma audição para o príncipe da Saxônia Frederico Augusto III, e em Berlim, em abril de 1780, na presença de Frederick II e do Príncipe Frederick William Depois de Berlim, Viotti, segue para a Polónia, São Petersburgo, a partir de janeiro 1781 por quase 10 meses, tocando na corte de Catherine II, e em concertos públicos. 

Uma curta passagem em Berlim, Viotti publicou seu primeiro concerto para violino em lá maior, este momento marcou sua separação final de Pugnani, que seguiu o caminho de Turim, enquanto Viotti dirigiu-se para Paris.

Claude Joseph Rouget de Lisle
Em 1781 compôs o Tema e Variações em C maior, uma pontuação que em 1792 ele seria reutilizado por Claude Joseph Rouget de Lisle para a Marselhesa, o hino nacional francês; a paternidade de Viotti foi reconhecido na verdade, apenas em 2013.

Sua primeira aparição pública foi no Concerto Spirituel em 17 de Março de 1782, conhecendo sucesso imediato, foi contratado pela corte de Versalhes. Também em 1782 ele foi iniciado na Maçonaria em Paris Lodge Saint-Jean d'Écosse. 

Fundou a sua própria casa de ópera, o Teatro de Monsieur em 1788, com o patrocínio de Louis-Stanislas-Xavier, conde de Artois, irmão do rei, onde montou várias obras de Luigi Cherubini.

Johann Peter Salomon
Com o advento da Revolução Francesa, ocorre uma guinada radical e, embora tenha rebatizado sua casa de ópera como Théâtre Feydeau suas ligações com a realeza tornaram perigosa sua permanência na França.

Viotti se mudou para Londres, na Inglaterra em Julho de 1792, estreou em 07 de Fevereiro de 1793, no Hanover Square de Johann Peter Salomon, seu sucesso foi ainda maior, dando concertos e recitais como solista e atuando como empresário de óperas.

Quando as relações entre a Inglaterra e a França se deterioraram, foi acusado de jacobinismo e expulso do país, sua saída ocorreu no dia 08 de Março de 1798.

Foi para Hamburgo, onde viveu por quase dois anos, recusando-se a apresentar em público e dedicando-se à atividade de ensino e composição. 

Em julho de 1799, deixou a Alemanha e, em 1801, retornou a Londres, onde dedicou suas energias exclusivamente ao comércio do vinho, que oscilava repetidamente entre sucesso e dificuldades financeiras.

Viotti voltou à vida pública somente em 1813, quando ele apareceu, ao lado de Muzio Clementi e W. Cramer, na lista dos fundadores da Sociedade Filarmônica de Londres, patrocinada pelo Duque de Cambridge, seu amigo e dedicatória do Concerto para Violino No. 27.

Em 1818, graças a um velho conhecido, Monsieur Conde de Provence, ele assumiu o Théâtre Italien, e foi nomeado diretor do muito desejado Opéra de Paris, em 13 de Novembro 1819, trinta anos após o seu primeiro pedido.

Retornou a Londres em 1823, para visitar amigos, ali faleceu no dia 03 de Março de 1824.

Pierre Baillot
Pierre Rode

Viotti foi um grande violinista, mas deixou poucos alunos, entre eles Pierre Rode, August Duranowski e Pierre Baillot, e foi uma influência para Rodolphe Kreutzer.




Tocava em um violino Stradivarius, hoje conhecido como Stradivarius Viotti. 

Stradivarius Viotti
Entre suas composições mais notáveis estão os concertos para seu instrumento, que influíram na produção de Beethoven. Também deixou quartetos de cordas, canções, sonatas e música de câmara em várias formações.

Para ouvir e fazer download de composições de Viotti