quinta-feira, 6 de março de 2014

Mendelssohn-Bartholdy


Em Hamburgo no dia 03 de fevereiro de 1809, nasce Jakob Ludwig Felix Mendelssohn Bartholdy, filho de Abrahan Mendelsshohn e Lea Salomon. Neto do filósofo judeu Moses Mendelssohn e, desde cedo, teve uma educação esmerada, sua mãe desempenhou um papel importante, sempre atenta à educação dos filhos, e foi ela quem deu as primeiras lições de piano, a Jakob e sua irmã Fanny, que desde cedo revelou um extraordinário talento musical tornando-se uma grande pianista e compositora.
Alto: Moses
Centro: Abraham e Lea
Abaixo: Fanny


Em 1816, o pai viajou para Paris juntamente com os filhos. Na capital francesa, os dois receberam aulas de piano com Marie Bigot de Morogues, grande pianista da época.
Alto: Marie Bigot de Morogues - Terêncio - Carl Friedich Zelter
Abaixo: Johann Sebastian Bach - Goethe - Hegel
Em 1818, aos nove anos de idade, Jakob, publicou uma tradução de Andria, obra clássica de Terêncio, célebre poeta da Roma antiga e fez sua primeira apresentação em público, em Berlim, começando sua carreira como instrumentista, maestro e compositor.
Aos dez anos, em 1819, teve com professor Carl Friedich Zelter aulas de composição e foi o responsável por apresentar-lhe a obra de Johann Sebastian Bach.
Aos 12 anos, tocou especialmente para o poeta alemão Johann Wolfgang von Goethe, e apesar da enorme diferença de idade - Goethe então tinha 72 anos, tornaram-se grandes amigos.
Mais tarde, na Universidade de Berlim, seria aluno do filósofo Georg Friedrich Hegel, ao mesmo tempo em que estudava desenho e pintura na Escola de Belas Artes.
Com apenas 17 anos, compôs uma obra-prima: a abertura para Sonho de uma noite de verão (A Midsummer Night's Dream), baseada na obra de William Shakespeare.
Um ano antes, compusera um octeto para cordas. Aos 20 anos, já havia composto uma boa quantidade de cantatas, sinfonias, óperas, quartetos e concertos. Mendelssohn era considerado um novo gênio da música.
Quando completou integralmente seus estudos acadêmicos, Mendelssohn recebeu a permissão do pai, para, enfim, dedicar-se em tempo integral à música, sua maior paixão. Também com a devida autorização e o financiamento paterno, empreendeu uma série de longas viagens pela Europa, com o objetivo de ampliar ainda mais seu universo cultural e musical. Esteve na Inglaterra, Irlanda, Áustria, Itália e França. Pelo caminho, fez amizades com vários compositores, a exemplo de Fryderyk Franciszek Chopin, Franz Liszt e Louis Hector Berlioz
 Fryderyk Franciszek Chopin - Franz Liszt - Louis Hector Berlioz
Heinrich Heine e Mozart
 a quem comparava o talento de Mendelssohn
Ao conhecê-lo, Berlioz escreveu: "O que ouvi dele me entusiasmou, estou fortemente convencido de que é um dos maiores talentos musicais de nosso tempo e é também uma dessas almas cândidas que raras vezes encontramos". Já o poeta Heinrich Heine o trataria como um "segundo Mozart": "Excetuando-se o jovem Mendelssohn, que é um segundo Mozart --e sobre isso todos os músicos estão de acordo-- não conheço nenhum outro músico genial em Berlim", disse Heine.
Além do mérito de sua própria obra, Mendelssohn também foi responsável pela redescoberta de outro gênio da música universal.
Trecho da partitura da Paixão Segundo São Matheus
No Natal de 1823, ganhou de sua tia-avó, Sara Levy, a partitura completa da Paixão segundo São Mateus, de Bach. Mendelssohn estudou-a nos mínimos detalhes e, depois de cinco anos, e após convencer músicos e cantores a participarem, apresentou a obra em Berlim, no dia 11 de março de 1829. A Paixão segundo São Mateus era apresentada na íntegra, pela primeira vez após a morte de Bach, ocorrida 79 anos antes. O público recebeu-a com entusiasmo. A partir daí, Bach retornava para o público e as audições de suas obras se multiplicariam com o tempo. Nos anos seguintes, Mendelssohn divulgou outras partituras do compositor, durante suas viagens, à frente de várias orquestras.
Estas experiências fizeram crescer em seu coração uma vontade imensa de trazer para a linguagem musical as histórias de personagens bíblicos. Mendelssohn já havia composto “Paulus” que teve sua primeira apresentação em Dusseldorf (Alemanha) em 1836, e planejou compor uma obra sobre o apóstolo Pedro para acompanhar o primeiro. Porém a diversidade, o drama e a grandiosidade dos acontecimentos da vida de Elias o tocaram profundamente. Estas características são transmitidas musicalmente por toda a obra de forma magistral. Desde sua premiére, no dia 26 de agosto de 1846, na cidade de Birmingham (Inglaterra), o “Elias” tomou o vulto de uma das mais ricas e dramáticas obras musicais da forma de Oratório, tendo sua popularidade superada somente pelo Messias de Handel

O amor de Mendelssohn pela música barroca de Bach levaria o amigo Berlioz a comentar: "O único defeito de Mendelssohn é que ele ama demasiadamente os mortos".
Mendelssohn era também admirador de Handel, de quem recebeu notória influência. Além disso, foi um dos primeiros músicos a valorizar os últimos quartetos de cordas compostos por Beethoven, composições consideradas um tanto quanto herméticas naquele tempo.
Georg Friedrich Händel - o logo da Orquestra Gewandhaus - Ludwig Van Beethoven
Em 1835 assumiu a regência da orquestra Gewandhaus, de Leipzig. Sob sua direção, esta sociedade musical teve seus melhores momentos e tornou-se um verdadeiro centro musical da época, com a mais importante orquestra de toda a Europa.
Cécile Jeanrenaud - Robert Alexander Schuman
Em 1837, Mendelssohn casou-se com Cécile Jeanrenaud, filha de um clérigo da igreja francesa, com quem teve cinco filhos. Mendelssohn continuava a trabalhar incansavelmente, divulgando as obras dos contemporâneos, compondo, regendo, lecionando, dando recitais de piano e difundindo os autores do passado (Bach, Haendel e Mozart). Em 1843, fundou o prestigioso Conservatório de Música de Leipzig, onde junto com outros mestres, como Robert Schumman, dava aulas de composição e piano. Tudo isso começa a minar sua saúde, as inúmeras tarefas e as viagens constantes causam-lhe intensa fadiga e dores de cabeça.
Em 14 de maio de 1847, sua irmã morre subitamente. O compositor estava em Frankfurt, regressando da nona viagem à Inglaterra, quando recebe a notícia, desmaiando e sofrendo uma trombose cerebral. Consegue se recuperar, mas deixa de ser o jovem forte e cheio de vitalidade; tomado por violentas crises nervosas, passa uma temporada de repouso na Suíça. O tratamento não deu muito resultado. De volta a Leipzig, pede demissão de seu cargo de diretor Conservatório de Música. Em 04 de novembro de 1847, com apenas 38 anos, morreu em meio a um ataque de apoplexia (perda temporária da função cerebral).
Um eclético. Além de compositor, ele era também pintor, escritor, esportista --praticava natação, esgrima e equitação- e, segundo consta, era exímio dançarino. Homem refinado, poliglota, membro de uma rica família de banqueiros e intelectuais judeus convertida ao cristianismo.
Foi idolatrado como gênio por seus contemporâneos germânicos. Sua música, porém, foi banida do país durante o nazismo, devido às suas origens judaicas.
Talvez não haja na história da música um compositor tão leve e pitoresco como Mendelssohn. Dotado de uma elegância singular, foi sempre um músico meticuloso, pianista vibrante e um maestro audaz. Seu perfil musical contrasta com o romantismo da época em que viveu. Mendelssohn é mais sentimento que paixão. São melodias límpidas e plenas do sentimento da natureza. Todas estas particularidades da personalidade do compositor encontraram suas bases na sua infância e no seu posterior desenvolvimento.
A sua popularidade se deve exatamente ao fato de que Mendelssohn foi um músico cujas características técnicas eram essencialmente clássicas, mas com um profundo sentimento romântico; uma mistura cujo produto final era sempre o bom gosto e a sutileza.
Grande viajante, teve a alma aberta ao folclore, à natureza e aos costumes dos países que visitou. E sua música realmente reflete isso.

Diversos autores o relacionam entre os maçons famosos da Alemanha.

https://drive.google.com/drive/folders/0B9F356bpnhA-Y2oxOGJKSERhOWc?resourcekey=0-yxcWN-qantlVN0ioywPMTQ&usp=sharing

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

JOSEPH HAYDN

Joseph Haydn, nascido em Rohrau, Baixa Áustria no dia 31 de Março de 1732, filho de Mathias Haydn e Maria Koller, sendo o segundo de filho em uma família de doze irmãos.
Em 1736 teve sua instrução inicial em Hainburg, posteriormente foi admitido no coro da Catedral de Santo Estevão em Viena, onde concluiu sua educação musical.
Niccolo Porpora
Durante alguns anos atuou como músico de taverna e serenatas populares. Através de Niccolo Porpora entrou em contato com o grande mundo da música, em 1759 foi nomeado diretor musical da câmara do conde Morzin da Boêmia.

Casou-se em 1760 com Maria Anna Keller, este matrimônio não durou um único ano. A partir desta data o compositor passou pelo menos 30 anos de sua vida prestando serviços aos membros da família Eszterházy, grandes apreciadores de música. Apesar do árduo trabalho, Haydn se dava por feliz com esse emprego. Na corte, ele dispunha de bons cantores e instrumentistas que interpretavam as suas obras. Como empregado dos Eszterházy, seguiu a família por onde fossem: viveu em Eisenstadt, palácio de inverno em Viena, e em Eszterháza, o grande palácio da família, na Hungria.
Sentido horário:
Busto na cidade natal Rohrau;
Placa na entrada de Eisenstadt
reverenciando a Joseph Haydn;
Catedral de Santo Estevão em Viena.

Datam da década de 1760, suas primeiras sinfonias, que não sobreviveram no repertório. Nelas são utilizados elementos da música barroca, conjugando, em pequenas orquestras, instrumentos de sopro e cordas.
A partir de 1768, atingindo a maturidade, o estilo de Haydn se transforma, tornando-se mais expressivo com o uso de modulações e contrastes entre os movimentos. Nessas obras predominam o gosto pela assimetria formal, a nobreza aristocrática e a jovialidade popular. As seções mais importantes da música instrumental de Haydn são as sinfonias e quartetos.
Realizava curtas viagens à Viena, onde tinha amizade com Mozart. Por influência de Leopold Mozart foi iniciado na mesma Loja que Mozart frequentava, Verdadeira Harmonia, no dia 11 de Fevereiro de 1786.
Em 1791, com a morte do príncipe e gozando de mais liberdade na corte, Haydn realizou inspiradoras viagens à Inglaterra, onde compôs 12 famosas sinfonias. Aclamado pela sociedade britânica, recebeu da conceituada Oxford University o título honorário de Doutor em Música.

A repercussão de sua obra foi grande. Na Áustria todos eram Haydnianos, inclusive o jovem Mozart. Terminou os seus dias cercado de constantes visitas, admiração e respeito, transmitindo seus ensinamentos aos jovens, dentre os quais o mais ilustre foi Beethoven.
Beethoven
 Antes de morrer, Haydn ditou suas lembranças e preparou o catálogo de suas obras. Faleceu em 31 de maio de 1809, em Viena, quando a cidade foi ocupada pelas tropas de Napoleão. Foram os próprios oficiais franceses que formaram a guarda de honra no seu enterro.
No decorrer de uma importante cerimônia em sua memória, no dia 15 de Junho de 1809, foi executado o Réquiem de seu amigo Mozart. Os restos mortais de Haydn jazem no túmulo, localizado na Igreja do Monte (Bergkirche), em Eisenstadt, próximo do Palácio Esterházy, onde viveu e trabalhou para música.
Túmulo de Joseph Haydn

Homem do século aristocrático que não abandonou as raízes populares, católico ligado ao ambiente racionalista da maçonaria. Assim era Haydn, com personalidade ambígua que refletia nas tensões dramáticas da forma-sonata. Suas últimas sinfonias são mais complexas, com o emprego da percussão e novos timbres.
Não há exagero ao afirmar que Franz Joseph Haydn é um dos maiores compositores do período clássico. Haydn é o primeiro nome da Tríade Clássica, seguido de Mozart e Beethoven. A influência que exerceu no desenvolvimento da sonata foi marcante. Esta era uma das formas mais importantes do classicismo, e continuou a ser utilizada nos períodos seguintes, tanto no romantismo quanto por compositores do Século XX.
A produção de Haydn foi imensa, abrangendo cerca de meio século de atividade. Embora tenha sido compositor essencialmente instrumental, sua produção compreende todos os gêneros instrumentais e vocais, sacros e profanos. À quantidade enorme se superpõe à dificuldade de, não se tendo ainda estabelecido uma edição completa de suas obras, muitas atribuições serem errôneas. Não sendo possível percorrer uma evolução cronológica, sua obra deve ser considerada em uma divisão básica: instrumental e vocal. Compôs ao longo de cerca de 50 anos: 104 sinfonias, 83 quartetos, além de dezenas de aberturas, marchas e divertimentos para pequenas orquestras, vários concertos para cravo e orquestra.
Em suas obras vocais Haydn não é inovador como foi na música instrumental. Segue, relativamente, a tradição. Filho de século profano foi também operista. Mas é na música litúrgica que se destaca mais. Curiosamente, embora cristão fervoroso, não fez muita distinção entre religioso e o profano. Suas missas estão carregadas de elementos profanos. Eram consideradas inconvenientes para liturgia.
Mozart

As missas de Haydn, da última fase, revelam a influência de Mozart, não tendo aspecto litúrgico, mas de sinfonias corais.
Destaque para o oratório A Criação de 1798, sua maior obra vocal, de grande complexidade emotiva, demonstra a fração de Tempo em que, no Espaço do Caos, a Luz se fez. 

Trecho da partitura de A Criação
Haydn deixa nesta obra o seu mais alto tributo para o brilhante acervo artístico da Augusta Ordem. (A abertura desta peça está entre as disponíveis no link).

Segue o link com algumas de suas obras, destaque para Quarteto de Cordas - O imperador - 2º mov 'Poco adagio cantabile' - que é o hino da Alemanha:

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

STEVE HACKETT


Stephen Richard Hackett, ou simplesmente Steve Hackett, é um compositor e guitarrista, nascido no dia 12 de fevereiro de 1950 em Londres, no distrito de Pimlico, Inglaterra.
Foi integrante da banda de rock progressivo Genesis, tornou-se membro em 1970, substituindo Anthony Phillips, onde permaneceu até 1977, gravou com o grupo seis álbuns, a partindo para projetos solos.
Genesis
Formação de 1970 a 1975
Phil Collins, Mike Rutherford, Tony Banks, Peter Gabriel e Steve Hackett
Steve Hackett tem um estilo refinado e elegante de se tocar guitarra. Sua obra solo é mais interessante do que o período em que pertenceu ao Genesis, pois construiu uma carreira de qualidade e aliada à versatilidade e extremo bom gosto.
Capas dos três primeiros álbuns solos de Steve Hackett
O seu primeiro álbum solo Voyage Of The Acolyte lançado enquanto ainda pertencia à banda e contou com a presença de Phil Collins e Mike Rutherford, seus companheiros no grupo.
Em Maio de 1978 lança o seu segundo álbum, intitulado “Please Don’t Touch”, entre os músicos participantes está seu irmão John Hackett, neste álbum homenageou sua esposa Kim na faixa de mesmo nome.
O terceiro álbum Spectral Mornings, para aqueles que gostam de rock progressivo um disco excelente da primeira à última faixa. “Every Day” faixa de abertura demonstra toda uma habilidade de Hackett que nunca foi destaque, o vocal, além dos solos de guitarra mais belos da carreira do músico.
Steve Hackett e sua paixão
o violão com cordas de nylon

Para a finalidade que tenho apresentado , destaco alguns álbuns:

-Bay of Kings, de 1983, com John Hackett na flauta e Nick Magnus nos teclados. Um disco acústico, onde demonstra sua paixão pelo violão de cordas de nylon.

-Momentum, de 1988, outro álbum acústico, apenas os irmãos John e Steve.
-A Midsummer Night’s Dream, de 1997, acompanhado pela Royal Philharmonic Orchestra, baseado na obra de Sheakspeare, “Sonho de uma Noite de Verão”. Apesar de orquestral trata-se de uma obra dedicada ao violão e à guitarra.

- Sketches of Satie, de 2000, outro trabalho com o seu irmão John uma releitura para flauta e guitarra clássica, das peças mais conhecidas de Erik Satie.

Metamorpheus - de 2005, inspirado na lenda de Orfeu e a sua passagem pelo submundo, é indicado a qualquer um que queira se deliciar com uma boa música clássica através de instrumentos acústicos e cordas.

Tribute, de 2008, um álbum solo, apenas guitarrista interpretando o seu repertório de violão clássico, dentre elas peças de Johann Sebastian Bach.
Steve e seu irmão John

Curiosidades:
Steve Hackett é o criador da famosa técnica de tapping, muito popularizada por Eddie Van Halen.
Técnica tapping

Participou na faixa-título do álbum Vôo de Coração, de seu conterrâneo, Ritchie, gravou o solo de guitarra, que diz ser um de seus favoritos.

Em 1986, uniu-se ao também guitarrista Steve Howe e fundaram o supergrupo GTR.
Os Steves:
Hackett e Howe


Em 2012, uniu-se a Chris Squire, baixista do Yes e lançou Squackett - A Life Within A Day.
Hackett e Squire

Para ouvir:
https://drive.google.com/drive/folders/0B9F356bpnhA-QUVJQmk2dVBOazQ?resourcekey=0-0wHqN7MgLnOR2jV2HnfC3Q&usp=sharing

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

MARK KNOPFLER

Mark Freuder Knopfler nascido em 12 de agosto de 1949, na cidade de Glasgow na Escócia. 
Na adolescência seu sonho de consumo era uma Fender Stratocaster Fiesta Red, similar a utilizada pelo guitarrista Hank Marvin, mas acabou no lugar adquirindo uma Hofner Super Solid por, na época, 50 libras.

Hank Marvin e a Fender Stratocaster Fiesta Red - o sonho de consumo, e a Hofner Super Solid sua primeira guitarra.
Durante os anos 60 participou de bandas de jovens, enquanto era influenciado pelo estilo de cantores como Elvis Presley e guitarristas como Scotty Moore, James Burton que tocavam com Elvis, B.B. King, Django Reinhardt, Hank Marvin, e Chet Atkins, com quem mais tarde trabalharia.

Elvis, Scotty Moore e James Burton
B.B. King e Django Reinhardt

Cursou jornalismo durante um ano, foi contratado como repórter júnior em Leeds para o Yorkshire Evening Post. Dois anos mais tarde, decidido a concluir seus estudos, integrou a turma de Inglês na Universidade de Leeds, graduando-se em 1973. Então se mudou para Londres.
Nessa época entrou para a banda Brewer’s Droop. Uma noite quando estava com seus amigos, o único instrumento disponível era um violão velho com o braço empenado e com cordas ‘extra-light’ para torná-lo tocável. Mesmo assim, Mark achou que era impossível de tocar a não ser que ele usasse os seus dedos da mão direita de uma forma diferente. Ele disse numa entrevista anos depois, “Foi quando eu encontrei a minha ‘voz’ na guitarra”.
O estilo de tocar sem palhetas seria um dos mais definitivos traços de seu trabalho. Knopfler é um dos melhores guitarristas que tocam fingerstyle, sem palheta. Sua técnica pouco comum o colocou na 26° posição da lista dos “100 Melhores Guitarristas de Todos os Tempos”,lançada pela revista Rolling Stone.
Em meados dos anos 70, Knopfler devotava a maior parte das suas energias musicais ao grupo Café Racers, tempos depois, com Pick Withers como baterista, David Knopfler na guitarra rítmica e John Illsley como baixista eles mudaram o nome para Dire Straits devido a situação financeira dos integrantes da banda na época. Dire Straits significa algo como ‘Tremendos Apuros’.
Mark e David Knopfler, Pick Withers e John Ilsley
a primeira formação do Dire Straits

A banda alcançou sucesso primeiro fora do Reino Unido, incluindo Europa e América do Norte após o lançamento do primeiro álbum.
Durante 1983 e 1984 Knopfler esteve envolvido com projetos paralelos, incluindo a composição e produção da trilha sonora do filme Local Hero, que obteve excelente recepção crítica , seguido pelas trilhas dos filmes Cal e Comfort and Joy.
Produziu o álbum Infidels, de Bob Dylan, além de Aztec Camera e Willy DeVille; ele também escreveu Private Dancer para o álbum de Tina Turner, do mesmo nome.
O maior sucesso do Dire Straits estaria no quinto álbum de estúdio, Brothers in Arms lançado em maio de 1985, o álbum alcançou status internacional, vendendo mais de 30 milhões de cópias no mundo todo . Credita-se ao álbum também o fato de ter sido o primeiro CD a vender mais de um milhão de cópias, contribuindo de sobremodo a popularização deste tipo de mídia.



Em 1989 Knopfler formou o conjunto de "The Notting Hillbillies", com Brendan Croker, Steve Phillips e Guy Fletcherque estaria no lado oposto do espectro comercial. Fortemente alinhado com a música norte-americana de raiz, como folk, blues e country, o conjunto resultaria em um álbum, "Missing... Presumed Having a Good Time" e uma turnê de pequeno porte, durante os anos 1990.

A ênfase de Mark na música country o levaria à participação do álbum conjunto "Neck and Neck", ao lado de Chet Atkins; o álbum mais tarde receberia 3 premiações Grammy.


A espécie de dinossauro Masiakasaurus knopfleri recebeu seu nome em homenagem a Mark Knopfler. Os paleontologistas estavam ouvindo um CD do Dire Straits com descobriram a espécie.

Guitarra Favorita: Entre as suas 70 guitarras, está uma Fender Stratocaster de 1954, uma das primeiras a serem feitas, a qual ele deu o nome de “Jurassic Strat.


Mark Knopfler segue em carreira solo, lançando discos, produzindo trilhas sonoras, e participações em diversos shows e eventos com outros artistas.

Para ouvir algumas músicas das trilhas sonoras e albuns solos, acesse ao link abaixo:
https://drive.google.com/drive/folders/0B9F356bpnhA-V2R5eVlDeGVsOGs?resourcekey=0-kwlKRA8KtlQ3zDy_EMHkwg&usp=sharing

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Jean Phillippe RAMEAU

Johann Sebastian                 François
Bach                                      Couperin
JEAN PHILIPPE RAMEAU, foi um músico e compositor do período Barroco, contemporâneo de Johann Sebastian Bach e François Couperin é considerado o maior compositor do Barroco Francês. Tem em sua obra, uma reação classicista e nacionalista àquela invasão italiana.

Nascido em Dijon no dia 25 de Setembro de 1682. Filho de Jean Rameau, organista naquela cidade, distinguiu-se desde cedo como organista e com especial talento para a composição musical à qual sempre deu atenção quanto a sua estrutura lógica.
Iniciou seus estudos musicais com o seu pai. Estudou até os 16 anos no colégio jesuíta, onde adquiriu seus conhecimentos gerais, até os quarenta anos viveu uma vida relativamente itinerante.
cravo
Exerceu a atividade de organista em muitas cidades francesas: tais como Avignon, Clermont, Paris, Dijon e Lyon. Os resultados de um conhecimento pleno estarão fixados na produção para cravo, iniciada em 1706 e estendendo-se até 1747.

Em 1715, quando era organista em Clermont-Ferrand escreveu seu famoso tratado de harmonia. Era também muito conhecido como professor de cravo, bastante em moda na Paris de sua época. A técnica da dedilhação dos instrumentos de teclado deve muito a Rameau com o uso mais efetivo do polegar, que só foi modificada por Johann Sebastian Bach.
Em 1733, já com cinqüenta anos, começa uma frutífera carreira operática. Escreveu várias óperas, dentre as quais Hippolyte et Aricie, que não obteve grande sucesso. Compôs peças para teclado em geral e dominava com perfeição a orquestração, que é usada de forma muito completa, Rameau é um orquestrador: não distribuindo as vozes pelos instrumentos de forma estereotipada, como se fazia até então. É autor de cerca de vinte óperas. No final de sua vida, tornou-se “compositor do rei”.


Igreja de Santo Eustáquio
Em 12 de Setembro de 1764 faleceu em virtude de uma febre tifoide complicada pelo escorbuto aos 81 anos de idade. Teve todas as honras da nobreza e funeral público com grande pompa. Foi sepultado na Igreja de Santo Eustáquio em Paris.

Jean Philippe Rameau foi um inovador, as suas óperas constituem uma renovação total da ópera francesa clássica, em especial pela importância dada à orquestra, com a introdução de verdadeiras peças de música descritiva e de dificuldade técnica muito elevada para os instrumentos da época, sendo célebre a cena do tremor de terra na Ópera Indes Galantes. 
Haydn                   Mozart


Suas peças de concerto para cravo, pelo caráter virtuoso dado ao instrumento solista, prenunciam o tratamento que dele farão Joseph Haydn e Wolfgang Amadeus Mozart.




Algumas de suas Óperas foram influenciadas pela Maçonaria, tais como Castor e Polux (1737) e Zoroastro (1749), porém ele não pertenceu à Augusta Ordem.


No link constam trechos de três obras: La Naissance d'Osiris, Abaris ou Les Boréades e Pièces de Clavecin. 

Para ouvir: