quinta-feira, 22 de novembro de 2018

MOLINO



Francesco Molino, músico, compositor e professor, nascido ao norte da Itália, em Ivrea, uma comuna italiana da região do Piemonte, na Província de Turim, no dia 4 de junho de 1768 filho de Giuseppe Ignazio que também era músico, um oboísta a serviço da banda de tropas piemontesa.

Francesco seguiu seu pai na escolha de uma carreira militar, com a idade de 15 anos, ele se juntou ao Regimento Piemontês como voluntário, assim, também aprendendo o instrumento de seu pai, o oboé. Ali se familiarizou com os rudimentos da música. 

Aprendeu a tocar viola e com 18 anos, fazia parte como violista na orquestra do Teatro Real de Turim.

Em 1817 publicou dois métodos de violão.

Em 1818, Francesco Molino foi para Paris, onde se apresentou como um músico de cordas, no entanto, ele estava adentrando ao mundo do violão. Ferdinando Carulli e outros construíram uma considerável cultura de tocar violão na capital francesa e foi nessa tradição estabelecida que Molino começou a trabalhar.

Ele construiu uma carreira de sucesso para si mesmo, contando com seus alunos de violão membros dos estratos mais altos da sociedade parisiense, e atraindo a admiração de outros como a duquesa de Berry, que também foi sua aluna.

A maior parte de suas composições de violão foi publicada durante este período em Paris de 1820 a 1835. 

O violão sofreu um declínio na popularidade por volta de 1840, e isso se reflete no fato de que as composições posteriores de Molino foram para violino. 

Ele morreu em Paris em 1847.

No total, Molino escreveu sessenta obras para violão. Seu método estabeleceu novos conceitos na técnica de violão e alcançou um sucesso substancial.

Dentre as peças mencionáveis incluem sua Sonata Brilhante Sonata, op. 51; uma série de trios de câmara e noturnos para dueto de violão e flauta; e seu Concerto para Violão e Orquestra op. 56.

Rodolphe Kreutzer
O seu segundo concerto para Violino e Orquestra, Op. 25 foi dedicado a Rodolphe Kreutzer, um violinista virtuoso com quem Molino teve uma profunda amizade.

Houve alguma discordância entre os vários professores de violão quanto à correção das técnicas utilizadas.

Em particular, Fernando Carulli e Molino abordaram o uso do polegar da mão esquerda de maneira diferente. Carulli defendeu o uso do polegar para tocar notas graves dizendo:

"Em alguns métodos, os autores absolutamente proíbem os alunos de fazer uso do polegar da mão esquerda, do lado oposto aos outros dedos, na sexta corda e às vezes na quinta. Como a música é mais agradável quando é mais rica com harmonia, 4 dedos não são suficientes para a sua execução e, ao mesmo tempo, uma melodia exige suas notas graves em casas diferentes, portanto, deve-se usar o polegar, portanto, convido todos aqueles que desejam tocar com maior facilidade, use-o."

Enquanto Molino afirmou que todas as possibilidades musicais estão "à mão" sem o uso do polegar da mão esquerda:

"Eu aconselho os alunos a nunca usarem o polegar da mão esquerda porque é possível produzir no violão toda a harmonia de que ele é capaz, sem usar o polegar, porque para usá-lo, é necessário perturbar completamente a posição da mão. Além disso, o uso do polegar é muito desconfortável para quem tem mãos pequenas, considere a música do Sr. Sor, tão cheia de harmonia que pode ser tomada para a música de piano, e ao mesmo tempo ele a executa sem o uso do polegar."

O famoso Charles de Marescot caricaturou essa diferença de opinião em seu livro La Guitaromanie, no qual aparece uma imagem hilária que descreve uma "discussão" entre os apoiadores dos dois campos de ensino. 

Os guitarristas estão acostumados a ter uma troca acalorada, usando suas guitarras Lacote para superar as opiniões de seus oponentes da maneira mais vigorosa!


A imagem é rotulada "Uma discussão entre os carolinistas e os molinistas"! .

Conheça um pouco de sua obra

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

BUXTEHUDE



Compositor e organista teuto-dinamarquês do período barroco nascido provavelmente em Helsingborg, 1637, na época pertencente à Dinamarca.
Igreja St. Olaf

Buxtehude era de ascendência alemã e é considerado um dos representantes mais importantes do período barroco alemão. 
Placa comemorativa em Helsingør
Seu nome original era Diderich Buxtehude, filho de Hans Jensen Buxtehude e Helle Jespersdatter, seu pai foi organista na Igreja de Saint Olaf e professor em Bad Oldesloe, mudou-se para Hälsingburg, na Suécia, quando Buxtehude tinha um ano de idade.

Seu pai, também seu único professor de música por toda a vida, depois mudou-se para Helsingor, na Dinamarca, onde morreu em 1674. Esta foi a cidade na qual Buxtehude cursou a Lateinschule.

Igreja St Maria em Lubeck
Buxtehude assumiu a função do pai, de organista na igreja em Hälsingburg em 1658 e, em 1660, foi para Helsingor, e, posteriormente, para Lübeck, na Alemanha, onde foi nomeado Werkmeister (gerente geral) e organista da Marienkirche em 11 de abril de 1668, após concorrido concurso para um dos cargos mais cobiçados do norte do país.

Placa de terracota
para os organistas
Franz Tunder
 e Dietrich
Buxtehude
Casou, em agosto daquele ano, com Anna Margarethe Tunder, filha de Franz Tunder, seu antecessor nesta igreja. Esse era o costume da época, no qual o sucessor do organista da igreja deveria se casar com a filha do seu antecessor. 

A partir daí, e nos 40 anos seguintes, Buxtehude entraria na parte mais prolífica de sua carreira, principalmente considerando que sua obra era praticamente nula até então.

Buxtehude ganhou prestígio com a retomada da tradição dos Abendmusik, que eram saraus vespertinos organizados na igreja, idealizados por seu antecessor inicialmente apenas como entretenimento para os homens de negócios da cidade, previstos para ocorrerem em cinco domingos por ano, precedendo o Natal. 

Mas Buxtehude ampliou grandemente o escopo destes saraus e para eles compôs algumas de suas melhores obras, em forma de cantata, das quais se preservam cerca de 120 em manuscrito, com textos retirados da Bíblia, dos corais da tradição Protestante e mesmo da poesia secular. Também se dedicou a outros gêneros, como solos para órgão (variações corais, canzonas, toccatas, prelúdios e fugas) e os concertos sacros. Todos os oratórios se perderam, mas guardam-se os registros de que existiram.
Handel
Mattheson
Em diversas ocasiões, foi visitado por compositores promissores da época, como Georg Friedrich Händel e Johann Mattheson, que o procuravam principalmente quanto à sua fama de organista. 
De todas as visitas, a mais notável foi a de Johann Sebastian Bach, grande admirador de sua obra, que viajou cerca de 320 quilômetros para ouvir Buxtehude. 

Bach prorrogou a estada inicialmente planejada de quatro semanas para quatro meses.
Johann Sebastian Bach (jovem)
Em 1703, após 35 anos de serviço, Buxtehude teve a oportunidade de se aposentar precocemente, seguindo um grande interesse em seu cargo por dois famosos organistas, Georg Frederic Handel e Johann Matheson. 

Entretanto a tradição, conforme relatado, obrigava o pretende ao cargo a casar-se com a filha mais nova de Buxtehude, Anna Margareta, que era pouco atraente, afastando o pretendente à nomeação, uma vez que ninguém aceitava a ideia de contrair matrimônio com ela.

Assim sendo, Dietrich Buxtehude permaneceu organista em St. Mary’s até sua morte. A filha que ele deixara para assustar os aspirantes a candidatos não se demorou muito. O antigo assistente de Buxtehude, um certo JC Schieferdecker, que é famoso por nada mais, casou com ela. Sua ação ficou conhecida na época como “erhielt den schönen Dienst” (o belo trabalho)!

Buxtehude, a despeito da importância para a música alemã e de sua origem também alemã (a família era de Buxtehude, uma cidade a sudoeste de Hamburgo), sempre se considerou dinamarquês.

Dietrich Buxtehude faleceu a 7 de maio de 1707, em Lübeck, na Alemanha.

Buxtehude compôs perto de 100 peças para igreja, entre as quais se contam diversas cantatas, vinte sonatas para cordas e diversas obras para órgão e cravo, muito poucas delas foram incluídas nas importantes coleções de manuscritos alemães do período. Só no século XX foram organizadas edições de suas obras. As composições para órgão, consideradas o ápice de sua arte revelam imaginação estranha e sombria, bem como virtuosismo.

Em sua obra destacam-se o oratório Das jüngste Gericht, as cantatas Also hat Gott geliebt e Gottes Stadt, a Missa brevis em cinco vozes e a sonata para viola de gamba e baixo contínuo.

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

YANNI


Yiannis Chryssomalis, mais conhecido como Yanni, é um músico, tecladista e compositor, nascido em 14 de Novembro de 1954, na ilha grega de Kalamata, segundo dos três filhos do casal Sotiri e Felitsa Chryssomallis.



Yanni significa “Deus é cheio de graça”, “agraciado por Deus” ou “a graça e misericórdia de Deus” é a variante grega de João.


Seus pais eram artistas e fãs de música clássica, sua mãe era uma cantora e seu pai um violonista, Yanni cresceu ouvindo Beethoven, Mozart, Chopin, Stravinsky e outros grandes nomes da música erudita, que foram suas maiores influências como tecladista e compositor de um estilo que ele prefere chamar de instrumental contemporânea.

Diferentemente de muitos músicos famosos, o jovem Yanni teve uma vida grega típica, cresceu pescando, praticando natação e indo para a escola como qualquer outro menino de sua cidade, com uma exceção, ele demonstrava um talento para a música, aos seis anos de idade, ele começou a tocar piano, entretanto, os pais decidiram que não o matriculariam numa escola de música, mas o incentivaram a seguir na vereda musical própria e num ritmo próprio aprender o instrumento.

A música não era o seu único talento, ao quatorze anos de idade, em 1969, quebrou o recorde nacional de natação no estilo livre de 50 metros para homens.

Em 1972, foi para Minnesota nos Estados Unidos cursar faculdade de psicologia, mesmo estudando seguia seu estudo pessoal de piano e teclado, e tocava em algumas bandas de rock and roll da região. Graduou-se em 1976, com título de Bacharel em Psicologia pela Universidade de Minnesota.

Chameleon 
Após a formatura decidiu dedicar-se em tempo integral à música. 

Participou da banda Chameleon como tecladista, grupo que tinha bastante popularidade nas cidades de Minneapolis e Saint Paul.

Com o sucesso decidiram por uma turnê regional, passando por Minnesota, Wisconsin, Chicago, Iowa, Dakota do Norte e do Sul.

A partir de 1980 decidiu-se pela carreira individual, e compôs suas próprias canções, lançando em 1980, por um selo independente, o seu álbum “Optimystique”. 


Quatro anos mais tarde, assinou com a gravadora Atlantic Records que relançou seu álbum de estreia. 

O disco chamou a atenção do selo Private Music, que lançou o seu segundo álbum – Keys to Imagination, em 1986. 


Consta neste álbum duas canções que foram inspiradas por sua infância e seu amor pela Grécia, Santorini e Nostalgia.

Logo se estabeleceu como um conceituado músico de estúdio, compositor de jingles e produtor. 

Em pouco tempo tornou-se um dos artistas mais vendidos do selo Private Music.

Yanni continuou a perseguir a sua paixão, a criação de músicas. Ele explorou o mundo da música eletrônica, sonoridades novas e instrumentos e composições. Mudou-se para Los Angeles. Lançou seu terceiro disco, “Out of Silence” e iniciou sua primeira grande turnê.
Dare to Dream
Em 1992, foi indicado pela primeira vez ao Grammy com o seu álbum “Dare to Dream”. 

Além disto, suas músicas começaram a aparecer em comerciais de televisão e durante a cobertura de eventos esportivos, trazendo suas composições para um novo público. 

O álbum seguinte “In My Time” atingiu mais de um milhão de cópias vendidas, e valeu outra indicação ao Grammy.

Yanni e sua mãe
Nestes dois álbuns constam a canção Felitsa, composta para a sua mãe.


Com turnês cada vez maiores e mais espetaculares, no dia 23 de Setembro de 1993, fez um show no Herodes Atticus Theater, em Atenas, na Grécia, um local com mais de 2.000 anos de idade, que marcava o seu retorno à sua terra natal. 

O concerto foi gravado e filmado, “Yanni, Live at the Acropolis” se tornou grandioso sucesso, o álbum vendeu mais de sete milhões de cópias em todo o mundo, enquanto que o vídeo vendeu mais de 1 milhão de cópias.

Taj Mahal
O músico deseja realizar aquele que era o seu maior desafio, ser o primeiro artista a se apresentar, tanto no Taj Mahal na Índia, como na Cidade Proibida na China. 

Sua persistência e paciência foram recompensadas através do grande sucesso dos concertos. 

O álbum "Tribute", lançado no outono de 1997, com grande parte das músicas escritas com estes dois locais em mente.  
Cidade Proibida

O resultado foi uma combinação excepcional de músicos extraordinários e paisagens inspiradoras reunidas pela visão de um artista único. 

O especial foi visto por uma audiência televisiva de cerca de 250 milhões de pessoas. Yanni doou a renda do show para ajudar a preservar o Taj Mahal.

Em 1998, Yanni tirou dois anos de férias e mudou-se para a Costa Leste, o seu álbum de estúdio “If I Could Tell You”, lançado no ano 2000, foi o seu primeiro álbum de estúdio em sete anos.

Linda Evans
Em 2003, lançou em parceria com David Resin a sua autobiografia pela Miramax Books, "Yanni em Palavras". 

No livro, relata suas memórias, desde a infância na Grécia, o aprendizado de piano, o amor de seu pai, que considerado com uma lição para toda vida. Relata sobre seus estudos em Minnesota e o relacionamento com a atriz Linda Evans. Conta sobre sucesso que sua música alcançou em todo o mundo, narra sobre as dificuldades que enfrentou, sobre a depressão que algumas vezes o ameaçou, pelo empenho em não rotular como new age a música que produz. 
Yanni com seu pai
O lançamento do livro coincidiu com o lançamento do seu 13° álbum, o Ethnicity, e foi considerado um best seller pelo New York Times.

Em 2009, por seu próprio selo, Yanni Wake-Entretenimento, em parceria com a Disney, ele lança o álbum Voices, no qual o músico explica: "Eu sempre farei música instrumental, mas agora eu apenas estou expandindo meus horizontes, ao abrir as portas para algum talento incrível que possa dar voz e letras para o meu trabalho". No trabalho, pela primeira vez em sua carreira, contou com vocalistas, muitos novatos talentosos.
Em 2010, fez sua primeira visita à América do Sul. Apresentou-se no Chile, Argentina e Brasil. Foram shows com ingressos esgotados. 

Yanni disse, em entrevista, que se surpreendeu com o show no Rio de Janeiro, quando o público se levantou e ficou em pé em frente ao palco. 

Fez apenas três apresentações em solo brasileiro (duas em São Paulo e uma no Rio de Janeiro), e então decidiu que na próxima vez passaria em "outros lugares do Brasil". 

O que aconteceu dois anos mais tarde, com oito shows, dessa vez passando por Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Rio de janeiro, com ingressos esgotados.

Para maiores detalhes sobre shows e novas músicas o artista dispõe o Site www.Yanni.com

Conheça um pouco do seu trabalho

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

BIBER



Heinrich Ignaz Franz Biber, violinista virtuoso e compositor do período barroco que, embora considerado como austríaco, Biber nasceu na em Wartenberg, Bohemia (atual Stráž pod Ralskem, República Tcheca), foi batizado no dia 12 de agosto de 1644.

Monumento em sua cidade natal,
Wartenberg
Johann Seyfried
von Eggenberg

Biber foi um dos mais importantes compositores para violino na história.

Pouco se sabe de sua educação musical, além de que provavelmente tenha estudado num colégio jesuíta em Troppau, na Boêmia, e possivelmente recebida de um organista local.

Karl II von Liechtenstein-Kastelkorn
Antes de 1668, trabalhou na corte do Príncipe Johann Seyfried von Eggenberg, em Graz, e posteriormente contratado pelo bispo de Olmütz, Karl II von Liechtenstein-Kastelkorn , em Kremsier.

Maximilian Gandolph
von Kuenburg. 
No verão de 1670 Karl II enviou Biber a Absam, perto de Innsbruck, para adquirir novos violinos, feitos pelo luthier Jacob Stainer, para a Kapelle, porém Biber nunca retornou e, em vez disso, começou a trabalhar para o Arcebispo de Salzburg, Maximilian Gandolph von Kuenburg. 

Como Karl e Maximilian eram amigos, o antigo empregador não tomou nenhuma atitude. Biber permaneceu em Salzburg pelo resto de sua vida.

Sua carreira musical e sua vida social floresceu, passou a publicar sua música em 1676, apresentou-se para o imperador Leopoldo I, em 1677, dois anos depois se tornou auxiliar de Kapellmeister em Salzburgo e Kapellmeister em 1684.

Johann Ernst
o conde Thun
Em 1690, Biber foi elevado à nobreza pelo imperador, com o título de Biber von Bibern. Finalmente, o novo arcebispo de Salzburgo, Johann Ernst, o conde Thun, nomeou o regente Biber, o mais alto administrador social, a mais alta posição social que Biber alcançaria.

Em 30 de maio de 1672, na residência de verão do bispo, o Palácio Hellbrunn, nos arredores de Salzburgo. Casou com Maria Weiss que era filha de Peter Weiss, um renomado comerciante de Salzburgo.

O casal teve onze filhos, sendo que apenas quatro chegaram a idade adulta. Todos foram musicalmente talentosos:
- Anton Heinrich (1679–1742) e Karl Heinrich (1681–1749) foram violinistas em Salzburgo, Karl chegou ao cargo de Kapellmeister em 1743.
- As filhas Maria Cäcilia (nascida em 1674) e Anna Magdalena (1677–1742) tornaram-se freiras em Santa Clara, Merano e na Abadia de Nonnberg, respectivamente. Anna Magdalena era uma cantora de violas e violinista, e em 1727 tornou-se diretora do coral e Kapelle da Abadia.


Foi nomeado Steward por seu arcebispo Johann Ernst, em 03 de Novembro de 1692, um funcionário que pode representá-los em um país, uma posição de regente. Recebendo seu brasão de armas.

Lápide no túmulo em Petersfriedhof
Biber morreu em Salzburgo em 1704 e seu túmulo está localizado em Petersfriedhof.

Sua música de violino foi possivelmente influenciada, pela tradição italiana de Marco Uccellini e Carlo Farina, e, também, pela então nascente tradição polifônica alemã.

Durante a segunda metade do século XVII, Biber, juntamente com os compositores da escola de Dresden (Johann Jakob Walther e Johann Paul von Westhoff), foi considerado um dos melhores e mais influentes violinistas da Europa. Entretanto, logo após sua morte, os violinistas alemães começaram a seguir o estilo de Arcangelo Corelli e seus imitadores.

O compositor Heinrich Ignaz Franz von Biber escreveu algumas das músicas mais criativas da era barroca na Alemanha. 

Sua música aumentou acentuadamente em popularidade entre o final dos anos 1980 e o início dos anos 2000. Com destaque para As Mysterien Sonaten, Die Rosenkranz-Sonaten.

Aprecie!

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

PROKOFIEV



Sergei Sergeievich Prokofiev, nascido em 23 de Abril de 1891, em Sontsovka, uma vila rural, na Ucrânia, então parte do Império Russo, (atualmente, a localidade se chama Krasne no Óblast de Donetsk), filho único do engenheiro agrônomo Sergei Alekseevitch e da pianista amadora Maria Grigoryevna.
Taneyev

Ainda na infância demonstrou aptidões musicais. Aos dez anos já tinha composto algumas peças, como a ópera, O Gigante, uma abertura e outras peças. 

Em 1902, sua mãe conseguiu uma audiência com Sergei Taneyev, diretor do Conservatório de Moscou, que sugeriu ao pequeno Sergei a participar como ouvinte nas aulas de composição de Alexander Goldenweiser e Reinhold Glière.
Glazunov

Tão logo aprendeu a base teórica musical necessária, buscou experimentação e uma definição do seu estilo musical. 

Rimsky-Korsakov
Alexander Glazunov incentivou que mudasse para São Petersburgo e se inscrevesse no Conservatório, mesmo sem o apoio dos pais. 

Já havendo composto duas outras óperas e trabalhando em sua quarta, foi aprovado nos testes e iniciou os estudos de composição, teve entre seus professores Rimsky-Korsakov, Liadov e Tcherepnin. Tornou-se amigo de Boris Asafiev e Nikolai Myaskovsky.

Com 16 anos produzia sua Sonata para piano nº 1.

Em 1909 gradou-se em composição, e continuou no conservatório para focar-se em piano e condução. 
Enfant Terrible Prokofiev
Era conhecido com enfant terrible pelo exagero em suas composições, uma imagem que ele próprio cultivava. Com a morte de seu pai morreu, em 1909, teve fim seu suporte econômico, porém já tinha certa reputação como compositor.

Diaguilev
Sempre dedicado aos estudos, foi homenageado em 1911 com o Prêmio Anton Rubinstein como melhor aluno do conservatório, o que lhe rendeu um piano.

Fez sua primeira excursão fora da Rússia em 1913, viajando a Londres e depois a Paris, onde encontrou o Ballets Russes de Sergei Diaguilev. No ano seguinte, terminou o curso do Conservatório em São Petersburgo com as mais altas notas.

Durante a Primeira Guerra Mundial, retornou a academia, agora estudando órgão. 

Ele compôs a ópera O Jogador, com base na obra homônima de Fiodor Dostoievski, um estudo sobre obsessão, solicitada pelo Teatro Maryinsky, entretanto a estreia foi cancelada devido à Revolução Russa de 1917.


Com receio do que ocorreria decide refugiar-se primeiro nos Estados Unidos, entre 1918 e 1920, viveu em San Francisco, entre 1920 e 1936 viveu na Europa Ocidental, apresentando-se como pianista, interpretando obras próprias como os cinco concertos para piano e as cinco primeiras Sonatas para piano.

Em 1921, estreou em Chicago a ópera O Amor das Três Laranjas e, em Paris, Serguei Diaguilev encenou seus dois primeiros balés, O Bufão, 1921, op.21 e O Passo de Aço, 1927, op.41.

Em março de 1922, se mudou com sua mãe para a cidade de Ettal, nos Alpes da Baviera por mais de um ano, a fim de se concentrar completamente nas composições.

Serguei Prokofiev, Sviatoslav, Oleg e Lina Llubera
Após um concerto em Nova York, conhece sua futura esposa, a soprano espanhola Carolina Codina, mais conhecida como Lina Llubera. Casaram-se em setembro de 1923. Tiveram dois filhos Sviatoslav, que nasceu em 1924, e Oleg, quatro anos mais novo.

Excursionou por diversos países do mundo, inclusive no Japão. Compôs nesta fase a fábula O Anjo de Fogo, que retrata a luta entre o bem e o mal.

Em 1929, sofreu um acidente de carro em Domrémy e machucou suas mãos. O acidente o impediu de realizar turnê em Moscou.

Coppola
Foi solista da Orquestra Sinfônica de Londres, regida pelo maestro Piero Coppola, na primeira gravação de seu terceiro concerto para piano, em junho de 1932. 

Ele também gravou alguns de seus trabalhos para piano em Paris em fevereiro de 1935.

Em 1935, voltou em definitivo à União Soviética, sua família no ano seguinte. 

A política soviética instituiu uma agência para monitorar os artistas e suas criações, limitando a influência externa, que isolaram os compositores soviéticos do resto do mundo. 

Stalin
Cartaz de estreia de Pedro
e o Lobo
Adaptando-se às novas circunstâncias, escreveu uma série de canções (Opp. 66, 79, 89), usando letras de poetas aprovados oficialmente pelo governo, além do oratório Zdravitsa (Op. 85), o que assegurou sua posição como um compositor soviético. 
Na mesma época, compôs para crianças, incluindo Pedro e o Lobo, para narrador e orquestra, uma obra realizada para agradar a Josef Stalin.

Em 1938, ele conduziu a Orquestra Filarmônica de Moscou na gravação da segunda suíte de seu balé Romeu e Julieta. Outros países visitados em excursão durante seu período no exterior incluíram Itália, Alemanha, Canadá e Cuba.

Sergei Eisenstein
Ainda nesse ano, colaborou com o cineasta Sergei Eisenstein no filme Alexander Nevsky, mesmo com baixa qualidade sonora, adaptou grande parte da obra numa cantata, que tem sido apresentada e gravada frequentemente.
Mira Mendelson

Em 1941, o compositor sofre o primeiro de uma série de ataques cardíacos, resultando numa piora gradual de saúde.

Com o advento da Segunda Guerra Mundial, foi levado para o sul do país com outros artistas. 

Isso trouxe diversas consequências para sua família em Moscou, e seu relacionamento com a poetisa Mira Mendelson resultou na sua separação com a esposa Lina, apesar de não terem se divorciado. Mira já havia o ajudado em libretos.

A guerra inspirou Prokofiev a mais uma ópera, Guerra e Paz, com a qual ele trabalhou por dois anos, junto com mais uma trilha sonora para Sergei Eisenstein, dessa vez Ivan, o Terrível.

Em 1944, Prokofiev se mudou para fora de Moscou, para compor sua quinta sinfonia (Op. 100) que se tornou a mais popular delas. Pouco depois, sofreu concussão e nunca se recuperou. Por conta disso, sua produtividade diminuiu severamente nos anos seguintes.

Após a guerra, o compositor ainda teve tempo para de escrever sua sexta sinfonia e sua nona sonata para piano, antes do Partido Soviético mudar de opinião sobre sua música. 

As atenções pós-guerra estavam voltadas novamente a assuntos internos, e o governo estava regulando novamente a atividade dos artistas locais. Em 10 de fevereiro de 1948, uma resolução do Partido Comunista condenou supostas tendências antidemocráticas na música. 

A música de Prokofiev agora era vista como um exemplo do formalismo, um perigo para o povo soviético. Em 20 de fevereiro, sua esposa Lina foi presa por espionagem, ao tentar enviar dinheiro para sua mãe na Catalunha. 

Nesse mesmo ano, Prokofiev deixa a família por Mira. Lina foi sentenciada a vinte anos de prisão, mas foi solta após a morte de Stalin em 1953, deixando a União Soviética.

Seus últimos projetos de ópera foram rapidamente cancelados pelo Teatro Kirov, o que, em combinação com sua saúde cada vez pior, causou a queda cada vez maior da atividade musical do compositor. Seus médicos ordenaram a limitação de suas atividades, fazendo com que ele reservasse somente um ou duas horas diárias à composição. 

Sua última apresentação pública foi a estreia da sétima sinfonia em 1952, cuja música foi escrita para um programa de televisão infantil. A obra recebeu o prêmio Estaline em 1947.

Aos 61 anos, Prokofiev morreu em 05 de março de 1953, no mesmo dia e na mesma hora que Stalin. 

Ele viveu próximo à Praça Vermelha, e por três dias, a multidão que se despedia de Stalin impossibilitou a retirada do corpo de Prokofiev para o serviço funerário. 

Funeral de Josef Stalin
Seus amigos e alunos tiveram que decorar a urna funerária com flores de papel - todas as flores disponíveis estavam reservadas para o túmulo de Stalin. Não foi sequer possível organizar um tributo musical adequado ao compositor no funeral, e eles tiveram que tocar a marcha fúnebre de Romeu e Julieta em um velho toca-fitas. Mas aconteceu ainda um acidente macabro: o aparelho se desregulou e a música terminou em um surdo ruído.

Sua morte é frequentemente atribuída a uma hemorragia cerebral, mas é sabido que ele já estava muito doente pelos últimos oito anos de sua vida. 

Shostakovitch
Ele havia apenas iniciado os ensaios para o seu bailado A Flor de Pedra, que foi levado à cena no ano seguinte.

Junto com Shostakovitch, foi uma das figuras mais importantes da música soviética. 

Suas composições são ricas tanto na parte melódicas quanto na instrumentação. Algumas são irônicas, com apelo popular. 

Boa parte de sua música é fácil, engraçada e até romântica.